Após a libertação de 15 de agosto de 1945, Jo Il Myong voltou a participar das atividades partidárias. Em setembro de 1945, tornou-se chefe da redação do Haebang Ilbo, órgão do Partido Comunista. Em maio de 1946, passou a integrar a Secretaria do Comitê Central do Partido Comunista da Coreia e, posteriormente, tornou-se vice-diretor do Departamento de Quadros do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Sul. De junho a dezembro de 1947, foi redator-chefe do Roryok Inminsa, órgão do Partido do Trabalho da Coreia do Sul. Em dezembro daquele ano, deslocou-se para a parte norte e, sob a direção de Pak Hon Yong, realizou trabalhos especiais do partido na parte sul até outubro de 1949.
Jo Il Myong iniciou atividades de espionagem em fevereiro de 1946, quando, após ser detido pela polícia militar estadunidense, concordou em colaborar com o capitão Johnson. Posteriormente, sob a direção de Ri Sung Yop, passou a coletar informações secretas sobre a organização do Partido, seus quadros, esconderijos e número de membros, transmitindo-as aos serviços de espionagem estadunidenses. Entre 1946 e 1947, realizou sucessivas remessas de informações políticas e partidárias, inclusive pessoalmente no Hotel Bando, em Seul.
Depois de chegar à parte norte, Jo Il Myong continuou ligado à rede de espionagem de Ri Sung Yop. Participou da incorporação de Pak Sung Won e Rim Hwa à rede, organizou e transmitiu informações sobre os quadros do Partido, a situação econômica e industrial, as forças armadas e a disposição das unidades militares. Em 1949, também participou da coleta de informações sobre a batalha de Ongjin e sobre a linha do Paralelo 38. Durante a ocupação de Seul em 1950, continuou realizando atividades de espionagem até o início de agosto daquele ano.
Na estrutura do Estado, Jo Il Myong tornou-se secretário do Comitê Central do Partido do Trabalho e responsável pela propaganda da direção do Partido do Trabalho da Coreia do Sul, sendo posteriormente nomeado vice-ministro da Cultura e Propaganda. No primeiro semestre de 1951, havia sido nomeado vice-redator-chefe da Editora Minju Joson e, em novembro do mesmo ano, assumiu o cargo de vice-ministro da Cultura e Propaganda, que ocupou até sua prisão.
Foi responsável também por atividades de conspiração e terrorismo. Em julho de 1950, em Seul, colaborou com Ri Sung Yop na organização do chamado Departamento de Assuntos Especiais dentro do Quartel-General das Forças Voluntárias, destinado a eliminar pessoas que conheciam suas atividades. A partir do final de agosto de 1951, participou da conspiração para uma insurreição armada, assumindo responsabilidades pela organização política e pela propaganda e agitação, além de atuar para ampliar sua influência no Ministério da Cultura e Propaganda e na Federação Geral de Literatura e Artes.
Jo Il Myong foi julgado em agosto de 1953 no processo contra a camarilha de Ri Sung Yop e Pak Hon Yong. O tribunal o considerou culpado de conspiração contra o Estado, espionagem, intriga política e atos de terrorismo, aplicando-lhe a pena de morte com base nos artigos 78, 65, 76, 68 e 72 do Código Penal, além do confisco de todos os seus bens.

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