As ações militares fanáticas dos EUA, destinadas a destruir o equilíbrio de forças na região da Ásia-Pacífico, exercem uma grave influência negativa sobre a situação da Península Coreana e do restante da região.
Há pouco, o país norte-americano realizou o exercício marítimo conjunto multinacional Pacific Vanguard 2026 no mar periférico da ilha de Guam, mobilizando seus seguidores, como o Japão e a República da Coreia (RC) títere.
No âmbito dessa manobra naval, que durou mais de 10 dias, foram realizados exercícios intensivos de combate antinavio, antiaéreo e antissubmarino, entre outros.
Nesse sentido, o Pacific Vanguard 2026 é um "jogo de guerra" de caráter ameaçador inventado pelos EUA para o confronto entre diferentes campos na região.
De fato, em 2019, quando realizou o Pacific Vanguard pela primeira vez, os EUA anunciaram publicamente seu caráter conflituoso, afirmando que o objetivo do exercício consistia em "tornar eficiente a colaboração e a reação diante de possíveis incidentes na região". E o número de países participantes aumenta a cada ano.
A conduta dos EUA parte da tentativa política e militar de manter sua hegemonia com a ajuda da capacidade militar do campo exclusivo na região da Ásia-Pacífico, onde estão concentradas as potências consideradas seus principais rivais.
Os EUA constatam a cada momento que as correlações de forças na região da Ásia-Pacífico estão sendo reestruturadas de maneira desfavorável à sua ambição hegemônica.
Inquietados pela brusca mudança da estrutura militar da região, os EUA pretendem intimidar outros países e expandir seu domínio militar, realizando frequentemente exercícios bélicos de diferentes dimensões com a incorporação de seus seguidores.
São inúmeros os simulacros bélicos multinacionais realizados somente neste ano sob o comando dos EUA na região da Ásia-Pacífico, entre eles, o exercício multinacional combinado Cobra Gold, o exercício aéreo combinado Pitch Black, o maior exercício naval conjunto Rimpac, no qual participaram até mesmo não poucos países-membros da OTAN na Europa, e o exercício conjunto Super Garuda Shield, realizado paralelamente ao Pacific Vanguard.
Essas manobras militares foram descritas como treinamentos destinados a "reforçar a capacidade de reação conjunta à ameaça naval" e "revisar a capacidade de cumprir operações combinadas no ambiente de combate aéreo composto". Mas tais pretextos deixam transparecer o desígnio mal-intencionado dos EUA.
Em particular, o Japão e a RC participam de todos os exercícios bélicos de diferentes formas.
Esse fato desagradável insinua que as ações militares belicosas conduzidas pelos EUA se intensificam sobre a base do sistema de colaboração militar trilateral EUA-Japão-RC, que se encontra em plena atividade.
O principal alvo da colaboração militar trilateral é precisamente a RPDC. Eis a perigosidade das ações militares multinacionais encabeçadas pelos EUA.
Os ensaios cotidianos de guerra orquestrados pelos EUA constituem o principal fator do agravamento da situação da Península Coreana e do restante da região.
Repete-se o círculo vicioso do agravamento da situação regional devido à imprudência provocativa dos EUA, que tentam assumir a hegemonia regional mediante a concentração de forças.
Essa situação preocupante na região nos faz compreender claramente o que devemos fazer.
Na minha opinião, quanto maior se torna a ameaça das forças estrangeiras à segurança do Estado, mais forte será nossa força física.
Além disso, todas as condições instáveis que os inimigos "proporcionam" argumentam em favor do caráter imparcial e científico da política da RPDC em matéria de defesa nacional e destacam a necessidade indispensável de renovar constantemente a capacidade de defesa nacional.
Em certo sentido, pode-se dizer que os inimigos nos proporcionam uma "ajuda" agradável.
A situação atual, na qual praticamente se renovam os recordes de hostilidade contra a Coreia, apresenta-nos a necessidade de estabelecer um recorde na reação proporcional ou em uma reação mais ofensiva.
Já sabemos disso muito bem.
Nossa vontade de defender a soberania nacional se manifestará nas ações mais contundentes, e não haverá qualquer desvio em nosso empenho por aumentar o dissuasor nuclear.
Advirto mais uma vez aos inimigos que as forças armadas da RPDC colocarão em prática os artigos correspondentes à sua obrigação constitucional e todos os meios possíveis, caso se julgue que os supremos interesses e a soberania militar do Estado, bem como o ambiente de segurança da região, estejam sendo gravemente infringidos.
Kim Yo Jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia
18 de setembro de 2026

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