Durante a repressão colonial japonesa, Rim Hwa afastou-se da literatura proletária e passou a colaborar com as autoridades japonesas. Em 1936, apresentou uma declaração de dissolução da Associação Coreana de Artistas Proletários e, posteriormente, participou de atividades literárias e culturais favoráveis ao domínio japonês. Trabalhou na editora Hakyesa, publicou artigos em japonês defendendo a chamada “unidade entre a Coreia e o Japão” e escreveu textos de caráter antissoviético e anticomunista. Também participou da produção e revisão de obras cinematográficas de propaganda destinadas a incentivar a colaboração dos coreanos com o esforço de guerra japonês.
Após a libertação, em agosto de 1945, Rim Hwa participou em Seul da organização do Conselho Central para a Construção da Cultura Coreana e posteriormente ocupou funções no setor cultural, incluindo a de chefe da Seção de Cultura do Departamento de Propaganda e vice-presidente da Federação Geral das Organizações Culturais Coreanas. Em 1947, por instrução de Pak Hon Yong, passou a trabalhar na Gráfica nº 1 de Haeju. Mais tarde, durante a guerra, retornou a Seul e tornou-se vice-presidente da Federação Geral da Cultura Coreana. Sua trajetória institucional culminou no cargo de vice-presidente do Comitê Central da Associação Cultural Coreia-União Soviética.
Segundo ele mesmo confessou, ainda em 1945 estabeleceu contato com o Corpo de Contrainteligência do Exército dos Estados Unidos e passou a fornecer informações sobre organizações culturais e políticas. Posteriormente, estabeleceu ligação com Robinson, do Departamento de Imprensa do Governo Militar dos EUA, e, em seguida, com Ri Sung Yop. A partir de 1947, sob orientação de Ri Sung Yop, recolheu e transmitiu listas de dirigentes e informações sobre organizações literárias e artísticas, além de entregar materiais a Pak Sung Won para que fossem enviados ao sul. Entre os materiais posteriormente transmitidos estavam informações sobre o governo, a economia, a indústria, o Partido e as forças armadas.
Durante a preparação da rebelião armada da camarilha de Ri Sung Yop, Rim Hwa recebeu a tarefa de atuar no meio cultural, procurando reunir e mobilizar escritores provenientes da Coreia do Sul. Ele manteve contatos com Ri Won Jo, vice-diretor do Departamento de Propaganda e Agitação do Comitê Central do Partido, e Ri Tae Jun, escritor sul-coreano, e procurou explorar divergências entre escritores para reuni-los em torno das atividades do grupo. Também atuou como intermediário nas comunicações entre Ri Kang Guk e Ri Sung Yop e continuou transmitindo informações até setembro de 1952.
Rim Hwa foi preso no contexto da investigação da conspiração. Durante a detenção, tentou suicidar-se cortando a artéria do braço direito, sofrendo uma grave hemorragia e posteriormente necessitando de transfusões de sangue. No julgamento de 1953, foi identificado como ex-vice-presidente do Comitê Central da Associação Cultural Coreia-União Soviética. O Supremo Tribunal da República Popular Democrática da Coreia condenou-o à pena de morte, com confisco de todos os seus bens.

Nenhum comentário:
Postar um comentário