Após a Segunda Guerra Mundial, Alice Hyon retornou à Coreia e trabalhou junto às forças estadunidenses em uma unidade de censura de comunicações. Ao mesmo tempo, manteve contatos com dirigentes da esquerda coreana e com membros do Partido Comunista dos Estados Unidos. Registros citados no material extra mostram encontros seus com Pak Hon Yong e outros militantes em Seul durante 1946.
Em 1949, Alice Hyon e Ri Sa Min chegaram à Coreia do Norte através da Europa. O processo de 1953 apresenta os dois como agentes enviados dos Estados Unidos e afirma que Pak Hon Yong teria garantido sua entrada no país e sua colocação em cargos importantes. Alice Hyon foi colocada na Agência Central de Notícias e posteriormente no Ministério das Relações Exteriores, enquanto Ri Sa Min ocupou uma função dirigente na Frente da Pátria. O processo também afirma que, por volta de maio de 1950, Alice Hyon e Ri Sa Min encontraram-se duas vezes com Ri Kang Guk em sua residência e discutiram a obtenção de informações militares e estratégicas.
Durante o julgamento de 1953, Alice Hyon não esteve entre os acusados, mas seu nome apareceu nos depoimentos relativos à rede atribuída a Pak Hon Yong. Quando questionado sobre sua identidade, Ri Kang Guk afirmou que Alice Hyon e Ri Sa Min eram espiões estadunidenses e vinculou suas atividades a Pak Hon Yong. Essas afirmações pertencem aos depoimentos e à acusação do processo, que também sustentava que a presença de Alice Hyon no país fazia parte de uma operação de espionagem.
Ela foi julgada posteriormente, em 1956, sendo executada junto com Ri Sa Min pelos crimes de espionagem e tentativa de derrubar o governo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário