Sob a ativa proteção das atuais forças governantes de extrema-direita do Japão, que pretendem reconstruir a todo custo a antiga era imperial por meio de um rápido rearmamento, a indústria armamentista do país responsável por crimes de guerra está se expandindo rapidamente.
Desde o início deste ano, o governo Takaichi, tomando como lição os acontecimentos na Ucrânia e no Oriente Médio, apresentou o que chama de "novo método de combate", utilizando drones, inteligência artificial, entre outros recursos, e colocou-o como núcleo de sua nova estratégia de defesa. E, apesar das sérias preocupações, oposição e rejeição dentro e fora do país, acabou por revisar os "Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa" e suas diretrizes operacionais, que regulamentavam as exportações de armas, dando novo vigor à "indústria de guerra" do arquipélago, que vinha apenas aguardando uma oportunidade de se recuperar.
Quando o ministro da Defesa passou a falar abertamente sobre a produção e posse de drones de ataque dentro do país, os monopólios da indústria armamentista ligados às forças do neomilitarismo aferraram-se ao desenvolvimento de drones como um enxame de moscas. Também nesse setor, destacam-se empresas criminosas de guerra como a Mitsubishi Heavy Industries e a Kawasaki Heavy Industries, que haviam assumido integralmente a produção de armas do Império japonês durante as guerras de invasão do continente no século passado.
Já em maio passado, a Mitsubishi Heavy Industries, que havia produzido experimentalmente um drone capaz de interceptar drones inimigos em aproximação, vangloriou-se de que poderia "produzi-los em massa mais rapidamente" do que outras empresas.
Sem querer ficar para trás, a Kawasaki Heavy Industries também propôs equipar os drones da Airbus, consórcio europeu de produção de aeronaves, com seu sistema de vigilância antissubmarino e fornecê-los às "Forças de Autodefesa" Marítimas.
E não se trata apenas do setor de drones. As empresas criminosas de guerra, tendo a Mitsubishi Heavy Industries entre seus principais integrantes, estão avançando à força, sob o pretexto de "desenvolvimento e produção conjuntos", no desenvolvimento conjunto de caças de próxima geração com o Reino Unido e a Itália, bem como em contratos de desenvolvimento e produção, de enorme valor, de mísseis planadores para interceptação de armas hipersônicas com os Estados Unidos.
No ano passado, o Japão também firmou com a Austrália um contrato para a exportação de navios, sendo que os três primeiros, de um total de 11, deverão ser construídos e fornecidos pela Mitsubishi Heavy Industries.
Sob o patrocínio das atuais forças governantes, que aceleram a corrida rumo a um Estado de guerra enquanto proclamam a reconstrução de um "Japão forte", o valor anual das encomendas de produtos militares da Mitsubishi Heavy Industries, que era de 500 bilhões de ienes, aumentou mais de três vezes.
A Kawasaki Heavy Industries também está ampliando seu quadro de pessoal e se empenhando freneticamente na construção de um sistema de produção mais moderno em consequência do grande aumento dos gastos militares, enquanto uma determinada empresa que fabrica motores de mísseis está acelerando a construção de uma nova fábrica de armamentos na cidade de Tomioka, na prefeitura de Gunma, com conclusão prevista para 2028.
Atualmente, os dirigentes das empresas criminosas de guerra afirmam abertamente que "há perspectivas de desenvolvimento nas transferências de equipamentos" e que "está aumentando o número de pessoas que pensam seriamente sobre como defender o Japão", participando ativamente da imprudente militarização do Japão como grande potência militar e das manobras para uma nova invasão promovidas pelas atuais forças governantes.
Como resultado, enquanto enormes recursos militares provenientes do dinheiro pago com os impostos do povo fluem integralmente para os bolsos dos monopólios da indústria armamentista, que se tornam cada vez maiores, as pequenas e médias empresas indispensáveis à vida da população afundam ainda mais no destino da falência e do colapso.
Em todo o arquipélago, o número de falências empresariais em julho foi de 1.028, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto o número de falências empresariais em 2025 foi de 10.300, um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior, atingindo um nível elevado desde 2013. No final de 2025, o montante da dívida pública do Japão também ultrapassou amplamente 1.343 trilhões de ienes, aumentando 1,5% em relação ao ano anterior e batendo pelo décimo ano consecutivo o recorde histórico.
A razão pela qual as atuais forças governantes do Japão não poupam apoio financeiro aos monopólios nacionais da indústria armamentista, mesmo enquanto se debatem em uma grave crise econômica, não está em outra coisa.
Trata-se de transformar, no período mais curto possível, a economia do arquipélago em uma economia centrada na gigantesca indústria armamentista e em um sistema econômico de quase estado de guerra, acelerando com base nisso a militarização, ao mesmo tempo em que se pretende destruir o equilíbrio militar da região e, a todo custo, fazer o Japão ascender como "líder da Ásia".
A rápida expansão da "indústria de guerra", que conduz ao completo colapso da economia japonesa, inevitavelmente produzirá apenas consequências trágicas que arruinarão o futuro do arquipélago.

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