A OTAN designou a Rússia como uma ameaça à segurança europeia e atlântica e decidiu conceder 140 bilhões de euros em assistência militar à Ucrânia.
Com isso, a OTAN revelou de maneira ainda mais explícita sua verdadeira natureza como uma antiga ferramenta de confronto do Ocidente e uma organização destruidora da paz que faz da guerra um modo de sobrevivência.
Como disse o porta-voz presidencial russo Peskov, o próprio fato de a OTAN declarar a Rússia uma ameaça constitui um ato de agressão. Desde o início, o principal inimigo da OTAN, fundada como uma ferramenta de confronto, era a União Soviética e, atualmente, é a Federação Russa, seu Estado sucessor.
Pode-se compreender o objetivo de conceder uma enorme assistência militar à Ucrânia, que foi encurralada, enquanto ignora a situação dos países-membros da OTAN, que se debatem em crises políticas e econômicas, também pelas palavras da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Zakharova. Ela revelou que a linha geral da OTAN, que consiste em militarizar o continente europeu e preparar-se para um conflito armado com a Rússia, permanece inalterada, e que a OTAN ainda não abandonou sua vã tentativa de infligir uma derrota estratégica à Rússia, pretendendo apoiar as autoridades de Kiev e desperdiçar enormes recursos financeiros para suas atividades terroristas a fim de alcançar esse objetivo.
O fato de a situação na Ucrânia ter surgido e continuar seguindo um caminho de constante deterioração, de as possibilidades de sua solução se tornarem cada vez mais remotas e de a situação na Europa caminhar rumo ao pior cenário é resultado da concepção imutável de confronto da OTAN, que pretende enfraquecer a Rússia, e de seu tolo e sinistro plano de tentar tornar-se vencedora sem derramar seu próprio sangue, por meio de uma guerra por procuração.
Isso é revelado pelo fato de a OTAN fornecer regularmente à Ucrânia diversos equipamentos militares, como drones, e informações necessárias para atacar alvos profundos no território russo.
Ainda hoje, numerosos drones voam da Ucrânia visando os principais alvos da Rússia.
Dezenas ou centenas de drones ucranianos são abatidos quase diariamente nos céus de várias regiões da Rússia.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou possuir informações precisas de que os países ocidentais, ao mesmo tempo que fornecem informações às forças armadas ucranianas, também designam os alvos. Também revelou que os drones são produzidos com o apoio técnico dos países-membros da OTAN e nos territórios dos países-membros da OTAN.
O grave é que a OTAN está se preparando para participar diretamente de um conflito com a Rússia.
Diz-se que o Ocidente planeja concluir até 2030 os preparativos de combate para um conflito com a Rússia.
A OTAN, ao mesmo tempo que apoia militarmente a Ucrânia, está se empenhando freneticamente em ampliar os orçamentos militares da União Europeia e dos países-membros da OTAN. A decisão de conceder desta vez uma enorme quantia em assistência militar à Ucrânia também tem como objetivo ganhar o tempo necessário para concluir os preparativos para um confronto militar com a Rússia.
Caso a política de confronto anti-Rússia da OTAN, que apresenta a Ucrânia como sacrifício, fracasse completamente, a OTAN pretende assumir a linha de frente da campanha de confronto anti-Rússia.
É evidente quais consequências isso traria ao mundo. Os principais campos de batalha da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais foram a Europa. Devido às imprudentes ações militares da OTAN, aumenta a possibilidade de que a Europa também se torne o campo de batalha de uma nova guerra mundial.
A verdadeira responsável por colocar o ambiente de segurança da Europa em crise é inteiramente a força ocidental, a OTAN.
Por isso, a Rússia continua elevando o tom de suas críticas ao Ocidente, que busca prolongar a situação na Ucrânia.
Se um novo incêndio de guerra em grande escala eclodir na Europa, a responsabilidade deverá caber claramente ao Ocidente, que, sempre que se vê em uma crise, proclama em voz alta a “ameaça” russa e procura uma saída para sua sobrevivência no confronto e na guerra.
Ri Hak Nam

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