21 de maio de 1946
Queridos compatriotas:
Hoje, quando todo o povo está empenhado em uma luta dinâmica para cumprir as tarefas democráticas, iniciamos os trabalhos de regulação do curso do rio Pothong, grandiosa obra para transformar a natureza. Nosso povo esteve outrora submetido a uma vida de escravo sob a dominação colonialista do imperialismo japonês, mas agora, como povo emancipado, está realizando a construção democrática sob a direção do Poder popular. Depois da libertação, levantou-se para a luta pela liquidação dos resíduos feudais e do imperialismo japonês e pela edificação de uma nova Coreia democrática. Atualmente, na Coreia do Norte o povo tem o poder em suas mãos, constrói uma nova vida feliz e trava uma enérgica batalha para implantar a democracia em todas as esferas da política, da economia e da cultura.
Agora temos colocada a tarefa de formar quanto antes um governo unificado provisório e construir um Estado democrático, soberano e independente. Com vistas a concluir exitosamente essa tarefa histórica, convocamos no passado dia 19 uma concentração multitudinária, e centenas de milhares de manifestantes ali presentes expressaram com ardor que se uniriam solidamente na frente unida nacional democrática. Hoje, depois daquele ato, viemos a esta obra para proteger Pyongyang das inundações.
A regulação do curso do Pothong será a primeira obra em que os habitantes de Pyongyang poderão contribuir com seu trabalho patriótico para a construção da nova Coreia democrática, e uma magna obra de transformação da natureza realizada pela primeira vez por nosso povo emancipado. Ao concluí-la com êxito, faremos dela a primeira tocha da transformação da natureza destinada à edificação de um Estado próspero e democrático, soberano e independente.
No passado, os imperialistas japoneses só se ocupavam em oprimir e explorar cruelmente nosso povo, sem prestar nenhuma atenção à proteção de sua vida e de seus bens contra os danos das inundações. Além disso, era impossível que pensassem em tais coisas.
Hoje, nosso povo é dono de seu país. E nós temos o dever de construí-lo melhor para proteger com mais segurança nosso povo, já dono do país, e fazer com que viva na abundância. Para nos libertarmos o mais rápido possível do atraso e da miséria, temos de forjar nossa felicidade com nossas próprias mãos. A felicidade e o bem-estar não nos serão dados por ninguém. Devemos forjá-los com nossas mãos e conquistá-los por meio da luta.
Devemos iniciar a grande obra de transformar a natureza de nosso país. Em primeiro lugar, é preciso concluir quanto antes o projeto de regulação do curso do Pothong para preservar devidamente a capital democrática, Pyongyang, dos danos das inundações, proteger a vida e os bens de seus cidadãos e transformar a bacia do rio em um local de recreação agradável e belo.
Naturalmente, não é nada fácil realizar esta obra em um curto espaço de tempo. Faltam-nos pessoal técnico, alimentos e materiais necessários. Daí que possam surgir muitas dificuldades e contratempos durante sua realização. E, mesmo assim, não podemos permanecer de braços cruzados até que tenhamos condições favoráveis. A todo custo devemos realizar esta obra. Se todo o povo se esforçar tenazmente, unindo suas forças, superará com segurança as dificuldades que surgirem no decorrer da obra.
O êxito na construção da nova Coreia democrática depende inteiramente dos esforços e do entusiasmo de nosso povo. Os estrangeiros jamais construirão nossa pátria para nós. Somente quando todo o povo coreano se unir solidamente como um só e consagrar por inteiro sua energia à edificação do país conseguirá vencer todas as dificuldades e vicissitudes e coroar com a vitória a construção de uma nova pátria.
Ainda que tenhamos de apertar o cinto, devemos realizar, um após o outro e com nossas próprias forças, projetos como o da regulação do curso do Pothong. Não podemos esperar que outros façam esta obra por nós; devemos realizá-la com nossas próprias mãos e superar nós mesmos todas as dificuldades que se apresentem. Eis o importante significado desta obra.
Uma vez concluída com êxito a obra de regulação do curso do Pothong, a cidade de Pyongyang ficará protegida dos danos das inundações, seus habitantes desfrutarão de uma vida estável e a produção de cereais aumentará, melhorando, na mesma medida, a vida do povo. Além disso, se realizarmos esta obra com nossas próprias forças, revelaremos ao mundo inteiro o poderio de nosso povo, unido em torno do Poder popular, e desferiremos um duro golpe em Ri Sung Man e nos elementos reacionários.
Por isso, devemos impulsionar ativamente esta obra. Agora, há quem proponha concluí-la em três anos, mas esse prazo é muito longo. É preciso concluí-la, o mais tardar, antes da estação das chuvas deste ano. Apesar de ser uma tarefa difícil, poderá ser concluída com êxito antes da temporada de chuvas se todos os habitantes de Pyongyang se mobilizarem como um só.
Os cidadãos de Pyongyang se mobilizarão unanimemente e travarão uma luta laboral dinâmica e massiva para impulsionar a obra de regulação do curso do Pothong. Suar intensamente nesta obra será um ato digno e honroso em prol do país e do povo. Os habitantes da capital devem transportar mais terra, nem que seja uma pá a mais, e trabalhar com afinco para concluir antecipadamente a obra de construção do dique, que será o símbolo de seu patriotismo.
Cidadãos:
Pyongyang é a capital democrática de nosso país. A bela Pyongyang, cidade de história milenar, é o centro político, econômico e cultural da Coreia democrática e fonte inesgotável de forças democráticas. Os habitantes de Pyongyang demonstrarão em alto grau a abnegação patriótica e a iniciativa criadora para acelerar a obra de regulação do curso do Pothong, construir magnificamente a capital democrática da nova Coreia e, com isso, contribuir ativamente para a edificação de um Estado democrático, próspero e poderoso, soberano e independente.
Estou firmemente convencido de que todos os habitantes de Pyongyang, sem exceção, saberão superar todas as dificuldades que encontrarem e demonstrar sua grande capacidade nesta obra patriótica de transformação da natureza, a fim de construir exemplarmente nossa capital democrática.

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