Na década de 1930, estimava-se geralmente que existiam entre 2 mil e 3 mil línguas no mundo. Posteriormente, também surgiram materiais que fixavam esse número em 4.200, 5 mil ou entre 5.100 e 5.700.
Essa divergência quanto ao número de línguas do mundo deve-se ao fato de que não é fácil distinguir entre uma língua independente e um dialeto de uma mesma língua. Se cada dialeto for considerado uma língua, o número de línguas aumenta consideravelmente; por outro lado, se os dialetos forem incluídos na língua à qual pertencem, esse número diminui.
Atualmente, os especialistas compartilham o entendimento de que existem cerca de 6 mil línguas no mundo.
Há desde pequenas línguas faladas por algumas centenas de pessoas até grandes línguas utilizadas por centenas de milhões. A maioria das línguas é composta por pequenos idiomas com reduzido número de falantes.
Há menos de 15 línguas com mais de dezenas de milhões de falantes. Entre elas estão o coreano, o chinês, o inglês, o hindi, o espanhol, o francês, o russo, o alemão, o japonês, o árabe, o bengali, o português e o italiano.
Essas línguas são utilizadas em mais de 60 países e são faladas por dois terços da população mundial. Embora existam milhares de línguas no mundo, elas podem ser classificadas em quatro tipos de acordo com suas características morfológicas. Os estudiosos dividem as línguas do mundo em línguas aglutinantes, flexionais, isolantes e polissintéticas.
Essa classificação baseia-se principalmente na forma como os elementos gramaticais da língua, isto é, os afixos, se unem às palavras e na existência ou não desses elementos gramaticais.
As línguas aglutinantes são aquelas em que os afixos se unem às palavras para expressar seus significados gramaticais.
Uma das línguas aglutinantes mais representativas é o coreano. Nessa língua, os afixos são acrescentados sucessivamente às palavras para expressar diversos significados gramaticais, distinguindo-a do russo e de outras línguas europeias.
As línguas flexionais expressam os significados gramaticais por meio da flexão. Nelas, as terminações não são simplesmente acrescentadas às palavras, mas fundem-se a elas e se modificam em diferentes formas para indicar diversos significados gramaticais. A língua mais representativa desse tipo é o russo.
As línguas isolantes são aquelas em que os significados gramaticais são expressos pela ordem das palavras ou por palavras auxiliares. O exemplo mais representativo desse tipo é o chinês.
As línguas polissintéticas são aquelas em que uma frase corresponde a uma única palavra e uma palavra corresponde a uma frase. Os exemplos mais representativos desse tipo são o esquimó e as línguas indígenas americanas.
Após o século XV, muitos indígenas americanos foram exterminados em consequência da invasão dos colonialistas europeus, e sua cultura foi completamente destruída. Atualmente, as línguas que ainda sobrevivem encontram-se à beira da extinção, contando, em muitos casos, apenas com algumas dezenas ou centenas de falantes.

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