sexta-feira, 19 de junho de 2026

Aprendamos de forma revolucionária como os combatentes — abrindo as "Memórias dos Partisans Antijaponeses"

Sempre que surgem grandiosas tarefas de luta e sempre que dificuldades se acumulam em nosso caminho de avanço, qual é a luz que ilumina nossa trajetória? Não é outra senão o conhecimento.

É preciso saber muito para inovar, e é preciso aprender continuamente para avançar.

O grande Líder ensinou, já há muito tempo, que, para o revolucionário, o estudo é o dever primordial.

Para o revolucionário, o estudo é o dever primordial!

Ao refletirmos sobre isso, a primeira imagem que nos vem à mente é a dos mártires revolucionários antijaponeses que, erguendo bem alto o lema "Estudar também é combate!", apresentado pelo grande Líder, estudavam e voltavam a estudar, por mais difíceis e complexas que fossem as condições e o ambiente.

O grande Dirigente camarada Kim Jong Il ensinou:

"O espírito revolucionário de estudo criado pelos guerrilheiros antijaponeses é um exemplo brilhante que todos os nossos militantes do Partido e trabalhadores devem seguir."

A luta armada antijaponesa foi uma jornada sangrenta, em que, a cada passo, se atravessavam linhas de fogo e caminhos banhados de sangue. Superando os cercos sucessivos e a perseguição obstinada de centenas de milhares de soldados inimigos, bem como a fome cruel e o rigoroso frio do inverno, os combatentes encontravam, no caminho da revolução, dificuldades e obstáculos que ultrapassavam a imaginação humana.

Nas condições e circunstâncias daquela época, estudar era, na verdade, algo quase impossível de imaginar. No entanto, os guerrilheiros antijaponeses jamais interromperam os estudos, mesmo em meio ao ambiente severo da luta contra o inimigo. Eram estudiosos apaixonados e aprendizes dedicados que não largavam os livros nem mesmo durante as marchas.

Os combatentes revolucionários antijaponeses estudavam de forma combativa e dinâmica ao redor das fogueiras dos acampamentos, lendo livros e cantando, em forma de canções, os programas da revolução. Quando precisavam continuar marchando devido à perseguição incessante do inimigo, escreviam textos na mochila do companheiro à frente e aprofundavam os estudos enquanto caminhavam.

Chegavam até mesmo a estudar às vésperas de combates ferozes.

Nas memórias "Emboscada na rota do inimigo", escritas pelo combatente revolucionário antijaponês Kim Ik Hyon, encontra-se o seguinte trecho:

"Na verdade, para nós, guerrilheiros, cuja rotina consistia em marchas e combates, não havia um tempo reservado para estudar.

Especialmente naquela ocasião, como precisávamos esperar pacientemente durante muito tempo por um inimigo que poderia aparecer a qualquer momento, bastava organizar bem o serviço de vigilância para que houvesse tempo suficiente para estudar.

'Esperemos calmamente até que o inimigo apareça. E estudemos!'

Fortalecendo essa determinação em mim mesmo, prossegui com os estudos."

O combatente revolucionário antijaponês O Paek Ryong também escreveu, ao recordar a batalha de Jiapigou, no condado de Wangqing:

"Repreendi a mim mesmo por quase desperdiçar um tempo precioso devido ao excesso de tensão. Passei a revisar com afinco, em minha mente, tudo o que já havia aprendido."

Quanto mais se lê esses relatos, mais se sente, pulsando em cada linha, a inabalável convicção de que somente adquirindo conhecimento seria possível fazer a revolução e derrotar o imperialismo japonês. É impossível não se emocionar diante da imagem daqueles combatentes que, mesmo nos dias mais difíceis da luta contra o inimigo, podiam deixar de comer uma refeição, mas jamais deixavam de estudar.

Sobre a razão pela qual os combatentes colocavam o estudo em primeiro lugar durante os árduos dias da luta armada antijaponesa, Jon Mun Sop recordou:

"Quando a revolução avança vitoriosamente e sem obstáculos, também aparecem aqueles que se dizem 'revolucionários' e a seguem

Entretanto, quando chega um período difícil e crítico da revolução, esses 'revolucionários', que normalmente eram covardes ou careciam de convicção, acabam tornando-se desertores ou cães dos inimigos.

Em suma, ainda que alguém faça parte das fileiras da dura luta revolucionária, se não se dedicar constantemente ao próprio aperfeiçoamento revolucionário, se não possuir o espírito revolucionário de consagrar-se exclusivamente à revolução ou se não se armar, por meio do estudo contínuo, de uma firme convicção na vitória da revolução, inevitavelmente acabará abandonando o caminho revolucionário."

Para o revolucionário, a convicção, tão preciosa quanto a própria vida, não é algo inato nem se forma espontaneamente no decorrer da luta revolucionária. A convicção revolucionária, que jamais deve ser abandonada, fortalece-se unicamente por meio do estudo.

O grande Líder ensinou, de maneira profundamente significativa, que nunca viu pessoas que estudassem mal possuírem uma convicção firme, nem pessoas sem uma convicção firme serem leais ao dever revolucionário, acrescentando que quanto mais uma pessoa estuda, mais forte se torna sua convicção e maior é seu entusiasmo em fazer a revolução.

Que verdade revolucionária voltamos a gravar em nossos corações por meio desse precioso ensinamento do grande Líder? Que o estudo é, precisamente, a convicção e a própria consciência revolucionária.

Por meio do estudo incessante, o revolucionário assimila a grande ideia revolucionária do camarada Kim Jong Un e os princípios da revolução, passando a conservar uma firme convicção de dedicar tudo o que possui à vitória da causa revolucionária, independentemente das provações e dificuldades.

Se o revolucionário não estuda, não pode adquirir o alimento revolucionário e acaba perdendo sua vitalidade como revolucionário.

É assim. Somente quem estuda pode fortalecer sua convicção e enxergar o futuro.

Essa é uma verdade da vida e uma diretriz da luta revolucionária comprovadas na prática pelos guerrilheiros antijaponeses, que compreenderam profundamente, no período mais árduo da luta armada antijaponesa, que apenas com armas não seria possível derrotar o inimigo. As condições e o ambiente da revolução podem mudar a cada instante, mas a verdade de que, para o revolucionário, o estudo é o dever primordial jamais poderá mudar ou perder seu brilho.

Hoje, quando todo o povo do país avança vigorosamente na direção indicada pelo histórico 9º Congresso do Partido, atribui-se tamanha importância à promoção do estudo e ao estabelecimento de um clima de aprendizagem em todo o Partido justamente porque somente estando completamente armados com as ideias do Partido e possuindo qualificação profissional capaz de desempenhar perfeitamente as tarefas sob sua responsabilidade será possível antecipar a nova era do desenvolvimento integral do socialismo.

Assim como os guerrilheiros antijaponeses aceleraram a vitória da luta armada antijaponesa intensificando ainda mais seus conhecimentos políticos e práticos quanto mais se fortalecia a ofensiva de "punição" dos inimigos, também nós devemos multiplicar ainda mais a velocidade do avanço socialista com um intenso fervor de estudo, por maiores que sejam as dificuldades e obstáculos que se acumulem em nosso caminho.

É verdade que, num momento em que se apresentam objetivos de luta tão grandiosos quanto os atuais, ao correr de um lado para outro para cumprir as tarefas revolucionárias sob nossa responsabilidade, frequentemente falta tempo até mesmo para fazer as refeições. Contudo, ainda que se deixem algumas refeições de lado e se durma um pouco menos, jamais se deve interromper os estudos.

Tenhamos sempre em mente que, no instante em que largamos o livro, enfraquecem nossa capacidade de luta e nosso espírito de iniciativa para cumprir as resoluções do Partido. Que todos, em qualquer lugar, estudem com dedicação e estudem sem cessar!

Se transformarmos em espaços de estudo os locais de trabalho, como os arrozais e as máquinas, bem como os trajetos de ida e volta ao trabalho, os ônibus e os diversos ambientes do trabalho e da vida cotidiana, todos os funcionários e trabalhadores estarão solidamente preparados como profissionais competentes desejados pelo Partido e, elevando continuamente suas capacidades, alcançarão com êxito os objetivos de luta que estabelecemos.

Quando toda a sociedade for dominada pela atitude de estudo dos combatentes que, mesmo sem alimentos e sobrevivendo com neve derretida, jamais largavam por um único dia os livros que lhes forneciam o alimento revolucionário, e pelo espírito de estudo daqueles que estudavam enquanto marchavam e liam livros à luz das fogueiras e do luar, fortalecendo ainda mais a firme convicção de reconquistar a pátria, nossos sonhos e ideais serão certamente realizados mais cedo.

Não existe revolucionário sem estudo.

Jong Yong Chol

Rodong Sinmun

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