Segundo informações divulgadas, o Japão pretende atualizar, até 2026, os painéis expositivos do Museu da Bomba Atômica de Nagasaki, substituindo a expressão “Massacre de Nanjing” nos textos explicativos por “Incidente de Nanjing”.
O Massacre de Nanjing foi uma atrocidade horrenda cometida pelo exército japonês invasor da China, que assassinou mais de 300 mil pessoas entre dezembro de 1937 e janeiro de 1938 naquela região, sendo amplamente reconhecido no mundo como uma das maiores tragédias do século XX.
O próprio “Julgamento do Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente”, que julgou os crimes de agressão do Japão, definiu os acontecimentos de Nanjing como um “massacre”, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) registrou os documentos relacionados como patrimônio documental mundial.
O fato de o Japão tentar minimizar um crime histórico tão gigantesco, que jamais poderá ocultar ou distorcer, tratando-o como se fosse apenas um simples “incidente” ocorrido em dias comuns, demonstra até que ponto chegaram as manobras dos neomilitaristas para falsificar a história.
Como é amplamente conhecido, durante o período de domínio colonial, o imperialismo japonês assassinou mais de um milhão de pessoas somente na Coreia e forçou mais de 8,4 milhões de jovens e adultos a serem levados para frentes de guerra e locais de trabalhos forçados.
Em particular, o crime de sequestrar e levar cerca de 200 mil mulheres coreanas para servirem como escravas sexuais do exército japonês constitui um crime estatal de proporções excepcionais, sem precedentes na história das guerras.
Entretanto, políticos japoneses vêm distorcendo a história há muito tempo e chegaram até mesmo a criar abertamente uma organização denominada “Sociedade para a Criação de Novos Livros Didáticos de História”.
Chegaram inclusive a afirmar que ensinar a história da agressão de acordo com os fatos constitui uma “atitude de autoflagelação em relação à visão da história” e aprovaram uma decisão do gabinete que considera como descrições “inadequadas” expressões que apontam crimes do passado, como o “recrutamento forçado” e as “mulheres de conforto do exército japonês”.
Como resultado, nos livros didáticos atualmente utilizados nas escolas japonesas desapareceram as referências aos massacres cometidos pelo exército japonês durante o período de ocupação em nosso país e em países vizinhos, bem como às cifras de vítimas fatais. As vítimas da escravidão sexual são insultadas ao serem retratadas como “prostitutas” ou “voluntárias que buscavam ganhar dinheiro”.
Além disso, a agressão japonesa contra os países asiáticos passou a ser descrita pela sofística expressão “libertação da Ásia”, enquanto o termo “agressão” começou gradualmente a desaparecer dos livros didáticos, até ser completamente eliminado nos dias de hoje.
Os crimes de agressão cometidos pelo Japão, que deixaram feridas impossíveis de cicatrizar no povo coreano e nos povos dos países vizinhos da Ásia, estão sendo assim distorcidos em diversos campos.
Então, deve-se considerar que o objetivo do governo japonês ao tentar distorcer verdades históricas que jamais poderá esconder consiste apenas em negar seus crimes passados e escapar de pedidos de desculpas e de sua liquidação histórica?
Não.
Atualmente, as forças das chamadas “Forças de Autodefesa” do Japão já concluíram, na prática, todos os preparativos para agressões no exterior e, sob o pretexto de “ameaças externas”, surgem como a força agressora mais perigosa da região.
Devido ao Japão, está sendo criada na região da Ásia-Pacífico uma situação de emergência na qual não seria surpreendente que uma guerra eclodisse a qualquer momento.
Nessas circunstâncias, o mais importante para o Japão é preparar completamente as novas gerações como executoras e participantes diretas de futuras guerras.
É precisamente por essa razão que o Japão se apega obstinadamente à inculcação de uma visão histórica distorcida por meio de museus e instituições de ensino.
O Japão deve ter em mente que, quanto mais perversas se tornarem suas manobras de distorção da história, mais elas resultarão apenas na aceleração de sua própria autodestruição.

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