Essas regiões constituem posições estratégicas de grande importância no sul do Líbano.
Em 25 de maio, uma autoridade israelense declarou em uma mensagem por vídeo que era necessário “pisar ainda mais fundo no acelerador”, ordenando a intensificação dos ataques militares contra o Líbano.
Em consequência, o exército israelense reforçou suas forças e ampliou as ofensivas contra diversas áreas do leste e do sul do Líbano.
As tropas israelenses realizaram ataques aéreos indiscriminados contra várias localidades do sul, como Tiro, Nabi Sari e Sidon, atravessaram o rio Litani e expandiram gradualmente suas operações para áreas mais profundas do território. Em 30 de maio, ocuparam Beaufort e outras zonas estratégicas do sul do Líbano.
Comentando a ação, uma autoridade israelense afirmou tratar-se de “uma etapa dramática, uma virada dramática” na política que está sendo executada e ordenou o fortalecimento do controle sobre as áreas libanesas ocupadas.
Surge então a questão: o que significa afirmar que a expansão da ocupação para regiões mais profundas do território libanês constitui uma etapa dramática da política expansionista territorial de Israel?
As autoridades militares israelenses alegam que a ocupação dessas áreas destruiu a infraestrutura militar do Hezbollah e eliminou ameaças diretas contra comunidades localizadas na fronteira norte, procurando apresentar a incursão em profundidade no território libanês como uma operação destinada a eliminar o Hezbollah. No entanto, isso não passa de uma mentira destinada a enganar a comunidade internacional.
Já em abril, altos funcionários do governo e das forças armadas israelenses haviam declarado abertamente que continuariam ocupando diversas áreas do sul do Líbano mesmo após ignorarem os acordos de cessar-fogo, revelando claramente que o objetivo final da ação militar não era simplesmente eliminar um grupo armado.
O que eles pretendem, em poucas palavras, é assumir o controle completo de toda a região sul do Líbano.
As ambições de Israel em relação ao sul do Líbano possuem raízes profundas.
Sob o pretexto de eliminar forças armadas palestinas, Israel lançou em 1978 uma invasão militar em grande escala contra o Líbano e ocupou a região sul durante mais de vinte anos. Apenas em maio de 2000 foi forçado a se retirar em consequência da forte resistência das forças libanesas, incluindo o Hezbollah.
Desde então, Israel continuou observando atentamente o sul do Líbano e, sempre que surgia uma oportunidade, realizava persistentemente incursões militares contra a região. Pode-se dizer que agora conseguiu concretizar parte dessa ambição de longa data.
Não é por acaso que a imprensa israelense descreve a ocupação da região de Beaufort como o avanço mais profundo em território libanês em vinte e seis anos.
O objetivo da ocupação militar de toda a região sul do Líbano não se limita à realização de antigas ambições territoriais.
Recentemente, uma autoridade israelense declarou em uma reunião do gabinete que pretende ampliar para 70% a área sob controle na Faixa de Gaza palestina.
Atualmente, Israel atua sem restrições para ocupar completamente toda a Faixa de Gaza. Além de manter constantes ataques militares contra a população palestina, reforça cada vez mais sua política de bloqueio. Chega inclusive a interceptar embarcações de ajuda humanitária destinadas a Gaza e a praticar atos de violência contra ativistas humanitários.
A verdadeira intenção de Israel é impor um bloqueio total à Faixa de Gaza e interromper toda assistência externa para colocá-la o mais rapidamente possível sob seu controle.
Ao mesmo tempo em que procura concretizar suas ambições expansionistas por meio da ocupação completa do sul do Líbano, Israel também tenta absorver a Faixa de Gaza.
Não foi por acaso que, desde o início da guerra em Gaza, Israel passou a mencionar ataques contra o Hezbollah enquanto realizava simultaneamente operações militares contra o sul do Líbano.
Com a ocupação de Beaufort, localizada no interior da região sul do Líbano, Israel passou a controlar um importante ponto estratégico para dominar toda a área.
Diante dessas graves violações da soberania territorial do Líbano, o mundo árabe e a comunidade internacional elevam suas vozes de condenação e crítica contra Israel.
Mesmo nesse contexto, as autoridades militares israelenses continuam declarando, ao menos formalmente, que pretendem se retirar do Líbano.
Entretanto, os fatos demonstram claramente que tais declarações não passam de uma manobra enganosa e indicam que Israel não tem intenção de abandonar as áreas ocupadas no sul do Líbano.
Un Jong Chol

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