segunda-feira, 8 de junho de 2026

Kim Man Yu

Kim Man Yu (1914–2005) foi um médico, empresário e ativista independentista coreano nascido em Sangmo-ri, vila de Taejong, na ilha de Jeju. Ainda jovem, destacou-se por sua oposição ao domínio colonial japonês. Em 1932, após o Incidente de Wanbaoshan, produziu e distribuiu cerca de 2.000 panfletos denunciando o imperialismo japonês, sendo preso pela polícia colonial e condenado a um ano de prisão. Essa participação na luta antijaponesa marcou o início de sua trajetória de dedicação à causa nacional coreana.

Após cumprir pena, Kim Man Yu dedicou-se à medicina e mudou-se para o Japão, onde construiu uma carreira de sucesso como médico. Em Tóquio, fundou o Hospital Nishiarai, tornando-se uma figura respeitada entre os coreanos residentes no Japão. Depois da libertação da Coreia em 1945, participou de atividades políticas e sociais da comunidade coreana no exterior. Em 1946, ao lado de Kim Chon Hae, lançou o jornal Haebang Sinmun, defendendo a eliminação dos colaboradores do colonialismo japonês e dos traidores da nação.

Ao longo das décadas seguintes, Kim Man Yu destacou-se por seu apoio material à sua pátria. Em 1982, realizou uma doação de 2,2 bilhões de ienes, uma das maiores já feitas por um coreano residente no Japão. Com esses recursos, foi construído em Pyongyang o Hospital Kim Man Yu, inaugurado em 1986 às margens do rio Taedong, no bairro de Munsu. O moderno complexo hospitalar, equipado com mais de mil leitos, milhares de salas e diversas especialidades médicas, tornou-se uma importante instituição de saúde do país. Em reconhecimento por sua contribuição, recebeu os títulos de “Médico do Povo” e de “Doutor da Coreia”.

Mesmo vivendo grande parte de sua vida no exterior, Kim Man Yu manteve fortes laços com sua terra natal. Em 1996, durante um período de dificuldades alimentares, doou mil toneladas de arroz para ajudar a população coreana e também investiu no desenvolvimento econômico da região de Rajin-Sonbong. Em 2001, retornou a Jeju pela primeira vez em 55 anos, emocionando-se ao rever sua cidade natal. Faleceu em 26 de dezembro de 2005, aos 91 anos, deixando um legado ligado à medicina, à filantropia e ao compromisso com o povo coreano.

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