Kim Chan (1894–?) foi um ativista socialista e um dos participantes do movimento comunista coreano nos primeiros anos da luta revolucionária antijaponesa. Natural do condado de Myongchon, na província de Hamgyong Norte, recebeu educação moderna na Coreia, no Japão e na Manchúria, entrando em contato com as ideias marxistas ainda jovem. Participou de diversas organizações revolucionárias e esteve entre os fundadores do Partido Comunista da Coreia em 1925, exercendo funções dirigentes em suas atividades de propaganda e organização. Ao longo dos anos 1920, atuou na Coreia, na China e no Extremo Oriente russo, buscando fortalecer o movimento socialista e a resistência ao imperialismo japonês.
Entretanto, Kim Chan representava uma corrente de comunistas que procurava aplicar de forma mecânica teorias estrangeiras à realidade coreana. Durante os debates políticos travados em Jilin sobre o futuro da Coreia libertada, defendeu a instauração imediata do socialismo e da ditadura do proletariado, posição que ignorava as tarefas prioritárias da revolução nacional antijaponesa e as condições concretas das massas populares. Embora fosse conhecido como um orador influente e um ativo propagandista do comunismo, suas concepções revelavam limitações ideológicas características dos comunistas dogmáticos da época. Após anos de atividades clandestinas e perseguições pelo imperialismo japonês, foi preso em 1931, permanecendo desconhecidos os detalhes de seus últimos anos de vida.

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