Atualmente, os alertas sobre o El Niño continuam sendo emitidos sem cessar.
Recentemente, a Organização Meteorológica Mundial anunciou que há uma probabilidade muito alta de que o recorde do “ano mais quente da história” seja quebrado em algum momento entre este ano e 2030, sendo 2027 o ano mais provável para esse novo recorde.
Essa conclusão foi apresentada em um relatório de análise climática que compara os cinco anos passados com os cinco anos futuros.
Segundo o relatório, a temperatura média anual entre 2026 e 2030 será de 1,3°C a 1,9°C superior à média registrada antes da era industrial.
A probabilidade da temperatura ultrapassar em mais de 1,5°C os níveis pré-industriais é de 75%, enquanto a chance de superar o recorde de temperatura estabelecido em 2024 chega a 86%.
Também foram apresentados dados de análise indicando que, durante os próximos cinco anos, a temperatura média do Ártico no inverno será 2,8°C superior à média dos últimos 30 anos.
Por outro lado, também estão surgindo preocupações de que a Terra possa enfrentar, no próximo ano, o maior desastre climático de sua história devido à influência de um super El Niño que está se formando no Oceano Pacífico.
Há algum tempo, um veículo de imprensa estrangeiro, citando dados de diversos centros de previsão, informou que a temperatura da água em determinadas áreas do Pacífico poderá subir mais de 2,5°C acima da média neste outono. Isso significa que aumentou a possibilidade de ocorrência de um forte fenômeno de El Niño.
Alguns especialistas acreditam que o aumento da temperatura da água poderá ultrapassar 3°C. Caso isso aconteça, superará o recorde anterior de 2,7°C registrado em 1877. O poderoso El Niño ocorrido naquele ano durou 18 meses e provocou secas severas e grandes fomes em partes da Ásia, das Américas e em toda a África.
Como resultado, milhões de pessoas morreram naquela época.
Um professor universitário europeu afirmou que, caso este El Niño se desenvolva em um nível muito forte, existe uma alta possibilidade de que a temperatura global atinja um recorde histórico no próximo ano.
A maioria dos especialistas estima que este El Niño tem grandes chances de ser tão forte quanto, ou até mais forte do que, os eventos de 2023 e 2024.
O El Niño que surgiu em maio de 2023 durou cerca de um ano, provocando enchentes e secas que causaram grandes prejuízos à produção agrícola mundial. A humanidade sofreu com ondas de calor sem precedentes. A perda de gelo e geleiras no Ártico e na Antártida acelerou rapidamente, enquanto as temperaturas da superfície do mar e o nível dos oceanos atingiram recordes históricos. A causa desses fenômenos climáticos extremos sem precedentes foi o aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa, combinado com um El Niño excepcionalmente intenso.
Segundo as previsões, este novo El Niño também poderá afetar os níveis de chuva e neve na América do Norte, América do Sul, África e Ásia, acelerar ainda mais o derretimento do gelo e das geleiras nos polos e estabelecer novos recordes de temperatura.
O El Niño provoca mudanças climáticas extremas que variam de região para região. Em algumas áreas, causa grandes inundações; em outras, provoca secas e incêndios florestais.
Esses fenômenos reduzem a produção de grãos e agravam a crise alimentar.
Muitos especialistas manifestam séria preocupação de que, em uma situação na qual o número de pessoas que sofrem com a fome continua aumentando em todo o mundo, uma queda na produção de grãos causada pelo El Niño poderá agravar ainda mais a crise humanitária.
O El Niño também provoca grandes danos à sobrevivência de animais e plantas. Em 2023, centenas de aves selvagens mortas foram encontradas em algumas regiões do México localizadas ao longo da costa do Pacífico. Inicialmente acreditou-se que tivessem morrido devido à gripe aviária, mas durante as investigações foi descoberto que a verdadeira causa era o fenômeno El Niño. Com o rápido aumento da temperatura da água do mar, os peixes migraram para águas mais profundas e frias, fazendo com que as aves marinhas perdessem suas fontes de alimento.
Todos os dados e análises apontam para a gravidade das mudanças climáticas repentinas provocadas pelo El Niño e dos danos que elas podem causar.
Muitos países estão acompanhando atentamente a situação atual e preparando medidas para enfrentar os diversos desastres que podem ser provocados pelo fenômeno El Niño.

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