Conforme foi noticiado, na noite de 22 de maio, o exército da Ucrânia realizou um ataque com drones contra uma escola profissional localizada na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, matando mais de 20 pessoas e ferindo mais de 40. Na ocasião, havia 86 estudantes entre 14 e 18 anos na escola.
Entretanto, o Ocidente, que costuma falar tão frequentemente sobre direitos humanos e combate ao terrorismo, permaneceu completamente indiferente. Pelo contrário, procurou proteger seu subordinado ao divulgar a versão de que os drones ucranianos poderiam estar tentando atingir algum outro alvo na cidade e teriam sido abatidos pelos sistemas antiaéreos russos, caindo acidentalmente sobre o prédio da escola.
Os resultados da investigação mostraram que isso não correspondia aos fatos. O ataque foi realizado em três ocasiões distintas, e 16 drones atingiram o mesmo local.
A Rússia declarou que a alta liderança de Kiev havia acrescentado uma nova página ao seu histórico de crimes e anunciou fortes ataques de represália. Informou que realizaria ataques sistemáticos e contínuos contra empresas do complexo industrial-militar ucraniano em Kiev, advertindo membros de organizações internacionais e representações diplomáticas a deixarem a cidade, bem como recomendando aos moradores que evitassem aproximar-se das instalações administrativas e militares das autoridades de Zelensky.
Em resposta, a União Europeia convocou o representante russo junto ao bloco e apresentou protestos, afirmando que não poderia aceitar as advertências feitas pela Rússia.
Os ministros das Relações Exteriores dos países-membros da União Europeia declararam que discutiriam formas de aumentar a pressão internacional sobre a Rússia.
Poucos dias depois, ocorreu um incidente em que um drone caiu sobre o teto de um edifício residencial em uma cidade da Romênia.
A Romênia imediatamente alegou que a responsabilidade pelo ocorrido era da Rússia e decidiu fechar um consulado-geral russo.
O objetivo era desviar a atenção da comunidade internacional do ato terrorista cometido pela camarilha de Zelensky em Starobelsk.
Os países ocidentais têm demonstrado um grau extremo de descaramento diante da tragédia causada pelos atos terroristas da Ucrânia. Longe de expressarem condolências, classificam a disposição da Rússia de retaliar como uma “nova linha de agressão”.
Embora isso não seja algo novo, o problema reside justamente no padrão duplo do Ocidente.
Ou seja, os massacres e atos de destruição cometidos por seus aliados ou subordinados não são considerados terrorismo.
Há dois anos, ocorreu um grande atentado terrorista na região de Moscou, na Rússia. Entretanto, o Ocidente concentrou-se em uma campanha de propaganda destinada a negar o envolvimento dos serviços especiais ucranianos no incidente, ao mesmo tempo em que difundia alegações de que os próprios serviços especiais russos teriam participado do ocorrido.
O Ocidente não apenas protege e tolera as ações imprudentes das autoridades ucranianas, mas também as incentiva.
Segundo declarações de terroristas detidos em agosto do ano passado durante uma operação conjunta do Serviço Federal de Segurança da Rússia, da Guarda Nacional e do Ministério do Interior, eles haviam recebido treinamento de serviços de inteligência ocidentais e planejavam realizar diversos atos terroristas em território russo.
Atualmente, a maioria dos drones utilizados nos atos terroristas do exército ucraniano é produzida em países ocidentais.
Sob essa proteção, tolerância e incentivo do Ocidente, as autoridades ucranianas realizam sem hesitação atos terroristas considerados desumanos.
No dia 3 deste mês, a Ucrânia realizou mais um ataque terrorista com drones contra a Rússia.
Naquela manhã, elementos neonazistas ucranianos atacaram com drones um ônibus de linha que transportava civis na cidade de Yenakiieve, na República Popular de Donetsk, matando sete pessoas e ferindo onze.
No dia 8, foi realizado um ataque com drones contra um trem de passageiros que fazia a rota Moscou–Simferopol.
Também em relação a esses acontecimentos, o Ocidente continua mantendo silêncio.
Dessa forma, o padrão duplo do Ocidente continua incentivando abertamente a prática de atos terroristas.
Ho Yong Min

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