sábado, 13 de junho de 2026

Agravamento da situação de propagação do vírus Ebola

Desde que foi declarada, em 17 de maio, uma emergência de saúde pública de importância internacional relacionada ao surto de Ebola, a situação de propagação vem se agravando dia após dia.

No dia 11, o número de pessoas infectadas pelo vírus Ebola na República Democrática do Congo chegou a 676. O número de casos suspeitos ultrapassou 1.000 e o total de mortos alcançou 136.

A organização internacional de ajuda médica Médicos Sem Fronteiras divulgou uma declaração afirmando que a situação atual é extremamente grave e ressaltou que “nunca houve um surto de Ebola em que tantos casos fossem registrados em um período tão curto”.

A organização apontou que ninguém conhece com precisão a verdadeira dimensão e gravidade do atual surto e que, embora novos casos suspeitos sejam relatados diariamente, centenas de amostras ainda não foram examinadas.

Em Uganda, 19 pessoas foram infectadas pelo vírus Ebola e 2 morreram.

Também surgiu um caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola no Brasil. Segundo informações, a pessoa havia retornado recentemente da República Democrática do Congo.

Foi confirmado que o surto atual foi provocado pelo “vírus Bundibugyo”, uma das variantes do vírus Ebola.

Atualmente não existe vacina nem medicamento capaz de combater esse vírus, cuja taxa de letalidade varia entre 25% e 50%.

A doença causada pelo vírus Ebola, identificada pela primeira vez em 1976 nas proximidades do rio Ebola, na República Democrática do Congo, espalhou-se rapidamente por países da África Central e Oriental, ceifando inúmeras vidas.

Entre 2014 e 2016, também se disseminou pela África e por diversas partes do mundo, provocando mais de 28.600 infecções e cerca de 11.300 mortes.

Entre os países mais afetados está a República Democrática do Congo, que enfrenta agora seu 17º surto de Ebola.

Muitos países estão aumentando a vigilância contra a propagação do vírus e reforçando as medidas de prevenção sanitária.

A Nigéria selecionou 21 regiões, incluindo a capital Abuja, o estado de Lagos e o estado de Enugu, como áreas com elevado risco de entrada do vírus Ebola e está preparando medidas rigorosas de resposta.

No Quênia, além do fortalecimento da vigilância e da quarentena em 26 pontos de entrada no país, estão sendo adotadas medidas emergenciais, incluindo a instalação de 17 centros de isolamento em todo o território nacional.

Em Angola, os trabalhos de controle sanitário estão sendo reforçados nas regiões fronteiriças, incluindo a medição da temperatura corporal dos viajantes que entram e saem do país.

No México, as medidas sanitárias nos aeroportos foram fortalecidas, e as pessoas provenientes da República Democrática do Congo estão sendo submetidas a isolamento por 21 dias.

Em Ruanda, cidadãos que viajaram ou passaram pela República Democrática do Congo estão sujeitos a quarentena obrigatória, enquanto a entrada de viajantes estrangeiros foi proibida.

O Canadá decidiu proibir por 90 dias a entrada de pessoas provenientes da República Democrática do Congo, de Uganda e do Sudão do Sul.

Em comunicado, as autoridades sanitárias canadenses informaram que cidadãos canadenses e estrangeiros que tenham viajado por áreas afetadas pelo surto serão submetidos a quarentena de 21 dias.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde destacou que atualmente apenas cerca de 45% das pessoas que tiveram contato com infectados pelo vírus Ebola estão sendo rastreadas e monitoradas, enfatizando que essa taxa precisa ser elevada para mais de 90% a fim de controlar a propagação da doença.

Rodong Sinmun

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