Já se passaram 76 anos desde que o imperialismo estadunidense iniciou a guerra de agressão contra nossa República. No entanto, o ressentimento e o ódio de nosso povo contra o imperialismo estadunidense não se apagaram.
O provocador da Guerra da Coreia
A Guerra da Coreia foi a primeira etapa de ação do imperialismo estadunidense para expandir sua esfera de dominação a toda a Península Coreana e, posteriormente, desencadear uma terceira guerra mundial com o objetivo de dominar o mundo.
Os imperialistas estadunidenses conspiraram para destruir o ambiente pacífico estabelecido entre nossa República, a China, a União Soviética (na época) e outros países, buscando colocar o mundo sob seu domínio.
O principal alvo dessa estratégia era justamente nosso país, que havia acabado de se tornar independente e avançava com vigor pelo caminho do desenvolvimento democrático à frente das novas nações.
Já entre 1948 e o início de 1950, os EUA elaboraram o chamado “Plano A, B e C”, no qual a primeira etapa começaria com a Guerra da Coreia, a segunda expandiria o conflito até a Manchúria, na China, e a etapa final previa a invasão da União Soviética.
Na época, o presidente dos EUA, Truman, fez declarações de ameaça nuclear envolvendo o uso da bomba atômica na Guerra da Coreia, declarou “estado de emergência nacional” para preparar uma terceira guerra mundial e acelerou esses preparativos. Eisenhower, que assumiu a presidência no final da guerra, chegou a considerar três vezes planos para lançar entre 30 e 50 bombas atômicas sobre nosso país e o nordeste da China.
Esses fatos demonstram que os EUA, após a Segunda Guerra Mundial, não apenas obstruíram o desenvolvimento pacífico de Estados soberanos e buscaram dominar o mundo sob sua ambição hegemônica, como também não hesitaram em considerar o uso de armas nucleares ao desencadear a Guerra da Coreia.
Tomados pela obsessão de domínio mundial, os imperialistas estadunidenses acabaram, em 25 de junho de 1950, incendiando a guerra contra nosso jovem Estado, que tinha menos de dois anos de existência, com a arrogância de ocupá-lo em curto prazo.
A Guerra de Libertação da Pátria foi, ao mesmo tempo, uma dura guerra de defesa nacional para proteger o destino e o futuro da República e o primeiro confronto em larga escala do período da Guerra Fria entre forças independentes e forças dominadoras, entre socialismo e capitalismo, caracterizado por uma intensidade e profundidade de confronto sem precedentes.
Foi uma guerra na qual os lados inimigos eram incomparáveis em todos os aspectos, desde população e território até armamentos e capacidade econômica. Os imperialistas estadunidenses mobilizaram cerca de 2 milhões de militares, incluindo um terço de seu exército, um quinto de sua força aérea, a maior parte da Frota do Pacífico e tropas de países aliados, gastando mais de 20 bilhões de dólares em despesas militares e consumindo mais de 73 milhões de toneladas de material bélico — mais de 11 vezes o volume utilizado na Guerra do Pacífico.
Nossa República teve de enfrentar, por três anos, uma guerra extremamente intensa contra as forças imperialistas aliadas.
Ri Hak Nam
Naenara

Nenhum comentário:
Postar um comentário