Francisco de Miranda (1756–1816) foi um combatente pela independência da Venezuela. Vindo de uma família rica, serviu no exército espanhol durante a juventude e estabeleceu contatos com crioulos (descendentes de europeus nascidos na América Latina) de tendências patrióticas em Cuba e na Venezuela.
Em 1783, fugiu da perseguição dos colonialistas espanhóis e foi para a América do Norte onde, com o apoio de patriotas crioulos, reuniu voluntários e preparou armamentos. Em 1786, aproveitando as crescentes contradições entre a Espanha e outras potências coloniais europeias em relação à América Latina, viajou para a Europa com a intenção de obter o apoio das grandes potências da região. Entre 1786 e 1787 esteve na Rússia e, em 1790, em Londres, chegou a obter do governo britânico a aprovação para apoiar uma expedição de libertação da Venezuela. No entanto, esse acordo não se concretizou devido à assinatura de um tratado comercial entre a Inglaterra e a Espanha.
Em 1792, viajou para a França, aproximou-se dos girondinos e ingressou no exército francês, retornando a Londres em 1798. Em 1806, com o apoio do governo britânico, realizou uma expedição à Venezuela acompanhado de forças navais britânicas, mas a tentativa fracassou. Em dezembro de 1810, retornou à Venezuela e retomou a luta pela independência.
Em 1812, o parlamento venezuelano concedeu a Miranda poderes ditatoriais e o nomeou comandante supremo da "República da Venezuela". Com o objetivo de expandir as fileiras do exército revolucionário, Miranda prometeu liberdade aos escravizados que ingressassem nas forças independentistas, mas essa promessa acabou não sendo cumprida. Em julho daquele mesmo ano, as forças venezuelanas sofreram um golpe decisivo dos colonialistas espanhóis, o que precipitou o colapso definitivo da Primeira República.
Grande Enciclopédia Coreana

Nenhum comentário:
Postar um comentário