domingo, 21 de junho de 2026

Crise climática extrema que se impõe como realidade imediata

Com o agravamento atual do aquecimento global, fenômenos climáticos anormais estão se manifestando com intensidade em várias regiões do planeta, e diversos desastres naturais estão ocorrendo.

O ano de 2024 é conhecido como o mais quente já registrado na história. Este ano tem grande probabilidade de ser o segundo mais quente em sequência.

Essa conclusão foi apresentada por um grupo britânico de pesquisa climática após analisar dados publicados por cinco centros de pesquisa de diferentes países.

Segundo os dados, o período entre 2015 e 2025 é considerado o mais quente desde o início das medições. Em particular, o calor de 2024 foi o mais intenso. Isso esteve relacionado ao El Niño.

O El Niño ocorrido em 2023 persistiu por cerca de um ano, fazendo com que a temperatura média global de 2024 atingisse um recorde histórico.

No início deste ano, as preocupações de que o El Niño pudesse ocorrer novamente se concretizaram. Há pouco tempo, o fenômeno El Niño foi oficialmente registrado.

El Niño refere-se a um fenômeno em que a temperatura da camada superficial do oceano em uma ampla área do Pacífico equatorial, centrada nas águas próximas ao Peru, aumenta mais de 0,5°C acima do normal e se mantém por vários meses.

No entanto, antes mesmo da ocorrência deste ano, os oceanos do mundo já se encontravam aquecidos. Segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, a temperatura média da superfície dos oceanos em abril deste ano foi de 21,08°C. Esse valor é o segundo mais alto da história, ficando atrás apenas de 2024 (21,1°C). Nesse contexto, prevê-se que a ocorrência do El Niño elevará ainda mais a temperatura das águas.

O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo previu que, no outono deste ano, a temperatura da superfície do mar em determinadas regiões do Pacífico poderá subir mais de 2,5°C acima da média. Algumas instituições meteorológicas projetam aumentos superiores a 3°C. Isso ultrapassaria o recorde anterior de 2,7°C registrado em 1877.

O forte El Niño ocorrido em 1877 durou 18 meses e provocou secas severas e crises alimentares em toda a Ásia, no Brasil e na África.

Especialistas concordam que o atual El Niño em formação irá acelerar o aumento da temperatura média global.

Recentemente, o Serviço Meteorológico da Austrália afirmou que a temperatura das águas do Pacífico tropical ultrapassou o limite do El Niño, alertando que o fenômeno pode se desenvolver como o mais forte dos últimos 70 anos.

Há também opiniões de que, devido ao El Niño, o próximo ano poderá ser mais quente do que o atual.

Um professor de uma universidade britânica afirmou que, caso este El Niño se desenvolva em um nível muito forte, há alta probabilidade de que a temperatura média global no próximo ano atinja um novo recorde histórico. A Organização Meteorológica Mundial também expressou preocupação em um relatório que analisa o clima global dos últimos cinco anos e dos próximos cinco anos, indicando que o ano de 2027 tem grande possibilidade de se tornar o mais quente da história.

A mudança climática já não é uma ameaça teórica, e a crise climática já se impôs como realidade imediata.

Rodong Sinmun 

Nenhum comentário:

Postar um comentário