[Pyongyang, 4 de julho, Agência Central de Notícias da Coreia]
Segundo despacho da agência TASS de Moscou, datado de 4 de julho, foi transmitida a seguinte resolução da reunião plenária do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética sobre o grupo antipartido de Malenkov, Kaganovich e Molotov.
A reunião plenária do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, realizada de 22 a 29 de junho de 1957, examinou a questão do grupo antipartido de Malenkov, Kaganovich e Molotov, formado no interior do Presidium do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética.
Sob a direção do Comitê Central, o Partido, apoiando-se no respaldo de todo o povo, vinha realizando um enorme trabalho para implementar as históricas resoluções do 20º Congresso, com vistas ao desenvolvimento ulterior da economia nacional, à contínua elevação do padrão de vida do povo soviético, ao restabelecimento das normas leninistas da vida interna do Partido, à eliminação das violações da legalidade revolucionária, ao fortalecimento dos vínculos entre o Partido e as massas populares, ao desenvolvimento da democracia socialista soviética, ao fortalecimento da amizade entre os povos da União Soviética, à correta aplicação da política nacional e, no campo da política externa, ao alívio da tensão internacional para garantir uma paz duradoura. Foi precisamente num momento em que já haviam sido alcançados grandes êxitos em todos esses campos, conhecidos por todo o povo soviético, que o grupo antipartido de Malenkov, Kaganovich e Molotov se levantou contra a linha do Partido.
Com o objetivo de alterar a linha política do Partido, esse grupo procurou modificar, por métodos antipartidistas e faccionistas, a composição do órgão dirigente do Partido eleito pela reunião plenária do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética.
Isso não foi um fato casual.
Nos últimos três ou quatro anos, enquanto o Partido adotava uma política resoluta de corrigir os erros e deficiências decorrentes do culto à personalidade, travava com êxito, tanto no cenário internacional quanto internamente, a luta contra os revisionistas do marxismo-leninismo e realizava amplo trabalho para corrigir as distorções da política nacional leninista que haviam sido cometidas no passado, os participantes do grupo antipartido, agora desmascarado e completamente exposto, opuseram-se, direta ou indiretamente, a essa política aprovada pelo 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética.
Em essência, esse grupo tentou opor-se à linha leninista da coexistência pacífica entre países de diferentes sistemas sociais e procurou impedir o alívio da tensão internacional e o estabelecimento de relações amistosas entre a União Soviética e os povos de todo o mundo.
Eles se opuseram à ampliação das competências das repúblicas federadas nos campos da construção econômica e cultural e da legislação, bem como ao fortalecimento do papel dos sovietes locais na solução dessas tarefas. Agindo dessa forma, o grupo antipartido se colocou contra a firme política do Partido destinada a fortalecer e consolidar ainda mais a amizade leninista entre todos os povos de nosso país e a promover um desenvolvimento mais rápido da economia e da cultura nas repúblicas.
O grupo antipartido não apenas deixou de compreender, como também se opôs às medidas do Partido para combater o burocratismo e reduzir o aparato estatal excessivamente inchado. Em todas essas questões, eles se opuseram ao princípio leninista do centralismo democrático aplicado pelo Partido.
Esse grupo opôs-se obstinadamente e tentou sabotar medidas extremamente importantes levadas a cabo pelo Partido e pelo povo, como a reorganização da administração industrial e a criação dos sovietes da economia nacional nas regiões econômicas. Eles se recusaram a compreender que, na etapa atual, em que a indústria socialista havia alcançado enorme dimensão e continuava se desenvolvendo rapidamente sob a prioridade do desenvolvimento da indústria pesada, tornava-se necessário descobrir formas novas e mais aperfeiçoadas de administração industrial, capazes de mobilizar grandes reservas e assegurar um fortalecimento ainda maior da indústria soviética. O grupo chegou inclusive a continuar lutando contra a reorganização da administração industrial mesmo depois que essas medidas haviam sido aprovadas no debate de todo o povo e, posteriormente, transformadas em lei pelo Soviete Supremo da União Soviética.
No que diz respeito à economia rural, os participantes desse grupo revelaram sua incapacidade de compreender as novas tarefas que haviam amadurecido.
Eles não reconheceram a necessidade de estimular o interesse material dos agricultores dos kolkhozes para ampliar a produção agrícola. Opuseram-se à abolição do antigo sistema burocrático de planejamento nos kolkhozes e também ao estabelecimento de um novo sistema de planejamento que favorecia a iniciativa dos kolkhozes na administração econômica e que já havia produzido resultados positivos.
Eles tampouco compreenderam que já existiam as condições práticas para abolir o sistema de entrega obrigatória de produtos agrícolas ao Estado pelos lotes familiares dos kolkhozes. A implementação dessa medida, de importância vital para milhões de trabalhadores soviéticos, tornou-se possível com base no notável desenvolvimento da pecuária coletiva nos kolkhozes e no desenvolvimento dos sovkhozes. Os participantes do grupo antipartido não apoiaram essa medida amadurecida e, pelo contrário, colocaram-se contra ela.
Eles travaram uma luta completamente injustificável contra o apelo do Partido para que, com o apoio entusiástico dos kolkhozes, dos oblasts e das repúblicas, a União Soviética alcançasse os Estados Unidos, em poucos anos, na produção de leite, manteiga e carne por habitante.
Ao agir dessa maneira, os participantes do grupo antipartido demonstraram uma atitude de arrogante desprezo pelos interesses vitais e urgentes das amplas massas populares, além de revelarem sua falta de confiança nas enormes potencialidades inerentes à economia socialista e no movimento de todo o povo voltado ao rápido desenvolvimento da produção de leite e carne.
Não pode ser considerado um fato casual que o camarada Molotov, participante do grupo antipartido, tenha demonstrado conservadorismo e lentidão, não apenas deixando de compreender a necessidade da campanha de cultivo das terras virgens, como também se opondo à abertura de 35 milhões de hectares de terras virgens, empreendimento de tamanha importância para a economia de nosso país.
Os camaradas Malenkov, Kaganovich e Molotov opuseram-se obstinadamente às medidas adotadas pelo Comitê Central e por todo o nosso Partido para eliminar as consequências do culto à personalidade, corrigir as violações da legalidade revolucionária que haviam sido cometidas e criar condições que impedissem sua repetição no futuro.
Quando os operários, os membros dos kolkhozes, nossa gloriosa juventude, os engenheiros, técnicos e trabalhadores científicos, os escritores e toda a intelectualidade apoiavam unanimemente as medidas do Partido baseadas nas resoluções do 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética, quando todo o povo soviético se levantava na luta ativa por sua realização e, em nosso país, a iniciativa popular se elevava vigorosamente e um novo espírito criador florescia, os participantes do grupo antipartido ignoraram esse movimento criador das massas.
No campo da política externa, esse grupo, em particular o camarada Molotov, revelou conservadorismo e procurou, por todos os meios, impedir a aplicação de novas medidas amadurecidas destinadas a aliviar a tensão internacional e consolidar a paz mundial.
Durante o longo período em que ocupou o cargo de ministro das Relações Exteriores, o camarada Molotov não apenas deixou de tomar qualquer medida para melhorar as relações entre a União Soviética e a Iugoslávia, como também se opôs repetidas vezes às iniciativas adotadas pelo Presidium do Comitê Central para normalizar essas relações. A posição incorreta do camarada Molotov sobre a questão iugoslava foi unanimemente condenada na reunião plenária do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, em julho de 1955, por ser incompatível com os interesses do Estado soviético e do campo socialista, bem como com os princípios da política leninista.
O camarada Molotov dificultou a conclusão do Tratado de Estado com a Áustria e a melhoria das relações com esse país situado no centro da Europa. A conclusão do tratado com a Áustria teve grande importância para o alívio da tensão internacional em todo o mundo. Também se opôs à normalização das relações com o Japão, embora essa normalização tivesse enorme significado para o alívio da tensão internacional no Extremo Oriente. Opôs-se ainda às teses fundamentais apresentadas pelo Partido sobre a possibilidade de impedir a guerra nas condições atuais, sobre a existência de diferentes caminhos para a transição ao socialismo em diferentes países e sobre a necessidade de fortalecer os vínculos entre o Partido Comunista da União Soviética e os partidos progressistas estrangeiros.
O camarada Molotov opôs-se repetidas vezes às importantes novas medidas do governo soviético destinadas à defesa da paz e da segurança dos povos. Em particular, negou a utilidade de estabelecer contatos pessoais entre os principais dirigentes soviéticos e dirigentes de outros países, contatos considerados necessários para alcançar a compreensão mútua e melhorar as relações internacionais.
Em muitas dessas questões, as posições do camarada Molotov foram apoiadas pelo camarada Kaganovich e, em vários casos, também pelo camarada Malenkov.
O Presidium do Comitê Central e o Comitê Central, com grande paciência, procuraram corrigi-los, combateram seus erros e esperaram que eles tirassem lições de seus equívocos, deixassem de insistir neles e acompanhassem a direção coletiva do Partido. Contudo, eles continuaram mantendo suas posições incorretas e antileninistas.
O afastamento dos camaradas Malenkov, Kaganovich e Molotov da linha do Partido deve-se ao fato de estarem presos a métodos antiquados, de terem se afastado da vida do Partido e do Estado, de não compreenderem as novas condições e a realidade, revelando conservadorismo e insistindo obstinadamente em formas e métodos de trabalho ultrapassados que não correspondem aos interesses do avanço para o comunismo, rejeitando aquilo que surge da vida e que é exigido pelos interesses do desenvolvimento da sociedade soviética e de todo o campo socialista.
Tanto nas questões de política interna quanto de política externa, eles se converteram em faccionistas e dogmáticos, revelando uma atitude dogmática e estéril em relação ao marxismo-leninismo. Não compreendem que, nas condições atuais, o marxismo-leninismo vivo e a luta pelo comunismo se expressam na aplicação prática das resoluções do 20º Congresso do Partido, na firme execução da política de coexistência pacífica, da luta pela amizade entre os povos e do fortalecimento integral do campo socialista, bem como na melhoria da direção da indústria, no desenvolvimento abrangente da agricultura, no aumento da produção, na ampla construção de moradias, na ampliação dos direitos das repúblicas federadas, no florescimento das culturas nacionais e no desenvolvimento pleno da criatividade das massas populares.
Quando os camaradas Molotov, Kaganovich e Malenkov perceberam que suas posições incorretas encontravam firme oposição no Presidium do Comitê Central, que aplicava resolutamente a linha do 20º Congresso do Partido, enveredaram pelo caminho da luta de grupo contra a direção do Partido.
Unindo-se sobre uma base antipartidista, eles procuraram alterar a política do Partido e restaurar os métodos incorretos de direção que haviam sido condenados no 20º Congresso do Partido.
Recorreram a métodos conspirativos e organizaram uma conspiração secreta contra o Comitê Central. Os fatos revelados na reunião plenária do Comitê Central demonstram que os camaradas Malenkov, Kaganovich, Molotov e o camarada Shepilov, que se uniu a eles, ingressaram no caminho da luta faccionista, violando os Estatutos do Partido e a resolução do 10º Congresso do Partido, redigida por Lenin, "Sobre a unidade do Partido".
Essa resolução assinala o seguinte:
"Para estabelecer uma disciplina rigorosa no Partido e em todo o trabalho soviético, eliminar todas as facções e alcançar a maior unidade possível, o Congresso confere ao Comitê Central o direito de aplicar todas as medidas disciplinares do Partido, inclusive a expulsão, nos casos de violação da disciplina ou de repetição ou tolerância de ações faccionistas. No que se refere aos membros do Comitê Central, essas medidas incluem sua passagem à condição de membro suplente e, em casos extremos, sua expulsão do Partido.
Para aplicar tais medidas extremas contra membros e membros suplentes do Comitê Central e membros da Comissão de Controle, deverá ser convocada uma reunião plenária do Comitê Central com a participação de todos os membros suplentes do Comitê Central e de todos os membros da Comissão de Controle. Se essa assembleia dos mais altos dirigentes do Partido considerar, por maioria de dois terços, necessária a passagem de um membro do Comitê Central à condição de suplente ou sua expulsão, tal medida deverá ser executada imediatamente."
A resolução leninista impõe ao Comitê Central e a todas as organizações partidistas o dever de fortalecer continuamente a unidade do Partido, desferir golpes decisivos contra qualquer manifestação de faccionismo ou atividade de grupo e assegurar uma verdadeira unidade de ação e de vontade do Partido Comunista, vanguarda da classe operária.
A reunião plenária do Comitê Central manifesta grande satisfação com a firme unidade e coesão de todos os membros e membros suplentes do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética e dos membros da Comissão Central de Controle, que condenaram unanimemente o grupo antipartido. Entre os participantes da reunião plenária não havia uma única pessoa que apoiasse esse grupo.
Quando o grupo antipartido foi unanimemente condenado pela reunião plenária e quando todos os seus participantes exigiram, de forma unânime, a expulsão dos membros desse grupo do Comitê Central e do Partido, eles reconheceram que haviam cometido erros, admitiram o caráter nocivo de suas ações antipartidistas e prometeram submeter-se às decisões do Partido. Partindo de todas as considerações acima e orientando-se pelos interesses de fortalecer por todos os meios a unidade leninista do Partido, a reunião plenária do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética decide o seguinte:
Condenar as atividades faccionistas do grupo antipartido de Malenkov, Kaganovich e Molotov, bem como de Shepilov, que se uniu a eles, por serem incompatíveis com os princípios leninistas de nosso Partido.
Destituir os camaradas Malenkov, Kaganovich e Molotov dos cargos de membros do Presidium do Comitê Central e de membros do Comitê Central. Destituir o camarada Shepilov do cargo de secretário do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética e removê-lo das funções de membro suplente do Presidium do Comitê Central e de membro do Comitê Central.
* * *
A condenação unânime, pelo Comitê Central do Partido, das atividades faccionistas do grupo antipartido dos camaradas Malenkov, Kaganovich e Molotov contribuirá para fortalecer ainda mais a unidade de nossas fileiras leninistas, consolidar sua direção e impulsionar a luta pelas vitórias do Partido.
O Comitê Central conclama todos os comunistas a unirem suas fileiras de maneira ainda mais firme sob a invencível bandeira do marxismo-leninismo e a dedicar todas as suas forças à solução vitoriosa das tarefas da construção do comunismo.

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