Sempre que penso em quem foi a nossa geração vitoriosa na guerra, há uma palavra que inevitavelmente me vem à mente.
Coletivismo!
Foi graças ao espírito coletivista demonstrado pela geração que defendeu a pátria com o próprio sangue durante o período tão difícil do pós-guerra, graças às relações humanas comunistas criadas no novo modo de vida socialista, em que todos se apoiavam e cuidavam uns dos outros mesmo em meio às dificuldades, que nasceu na história de nossa pátria a Era Chollima, época de grandes milagres e saltos gigantescos. Foi também por isso que, durante décadas, o socialismo permaneceu firme nesta terra e floresceu um jardim incomparável de virtude, afeto e amor humanos, tornando nossa pátria cada vez mais forte. O fato de ter criado esse precioso patrimônio ideológico e espiritual, transmitido de geração em geração e cuja vitalidade se manifesta cada vez mais intensamente, constitui outro dos grandes méritos alcançados por nossa geração vitoriosa.
O estimado camarada Kim Jong Un disse:
“As excelentes tradições de luta, que nosso Partido e nosso povo tomam como exemplo através das gerações, de apoiar incondicionalmente o Comitê Central do Partido e defendê-lo com o grande impulso revolucionário, assim como o elevado espírito coletivista, segundo o qual um trabalha por todos e todos trabalham por um, e as relações humanas comunistas, também foram criados por essa grande geração revolucionária.”
Durante a Guerra de Libertação da Pátria, o amor revolucionário entre camaradas e o heroísmo coletivo demonstrados pelos soldados do Exército Popular nas colinas em chamas, bem como o espírito de luta do povo da retaguarda, que se ajudava mutuamente e promovia inovações coletivas na produção de guerra, elevaram-se a um nível ainda mais alto durante a reconstrução do pós-guerra e a grande ascensão de Chollima, destinadas a remover as cinzas da guerra e lançar os alicerces de uma pátria próspera.
Os protagonistas que, ao chamado do Partido, se levantavam unidos de coração e vontade, com um turno ajudando o outro e os mais adiantados auxiliando os que estavam atrasados, criando incessantemente milagres capazes de mover montanhas e aterrar mares, eram precisamente os integrantes de nossa geração vitoriosa.
Naquela época, quando tudo havia sido reduzido a ruínas pelos três anos de guerra, nossa classe operária nada possuía além de suas próprias mãos. Se, mesmo nessas condições e circunstâncias, foi possível criar milagres que impressionaram o mundo, isso se deveu justamente ao espírito coletivista de ajudar e conduzir uns aos outros em meio às dificuldades. Foi esse espírito que deu origem a incontáveis epopeias do mais belo amor humano.
Recordemos mais uma vez os nomes, tão familiares, dos equitadores de Chollima.
A primeira brigada Chollima da Siderúrgica de Kangson, nascida nas chamas do Movimento Chollima!
Entre seus integrantes, apenas alguns poucos dominavam a técnica da fundição.
A maioria dos membros da brigada havia servido diretamente no Exército Popular como tanquistas ou artilheiros antes de seguir para Kangson. Foi justamente naquele grupo, conhecido como a “brigada de novos fundidores”, que floresceu intensamente o espírito coletivista sintetizado na frase “Pelo próximo turno!”, acendendo a centelha do movimento de inovação coletiva que atraiu a atenção de todo o país.
Conscientes de que não bastava apenas cumprir a produção de seu próprio turno, mas que toda a produção do forno precisava aumentar para fabricar mais aço e fortalecer os pilares da construção de uma pátria próspera, os membros dessa brigada assumiam praticamente sozinhos os trabalhos de manutenção do forno e estabeleceram o novo hábito de entregar ao turno seguinte matéria-prima suficiente para mais de uma hora de trabalho. Quando restava alguma tarefa difícil, concluíam-na completamente antes da troca de turno e, ao entregar o serviço, explicavam detalhadamente aos companheiros o estado do forno. Esse espírito coletivista de luta transformou-se rapidamente numa poderosa chama de inovação solidária, elevando a produção total do forno a um nível muito superior ao anterior.
Foi porque a geração vitoriosa na guerra, possuidora desse nobre mundo espiritual, desempenhou o papel principal que foi possível criar milagres e inovações em todos os campos da reconstrução do pós-guerra e da construção socialista.
Somente no ano de 1958 nasceram sucessivamente, em diversas partes do país, criações que levaram o mundo a admirar o chamado “milagre da Coreia Chollima”: o primeiro trator “Chollima”, produzido pela classe operária de Kiyang; o caminhão de carga modelo “Sungni-58”, fabricado pela classe operária de Tokchon; a escavadeira “Chollima”, construída pelos operários de Rakwon; e o trator de esteiras modelo “Bulgunbyol-58”, produzido pelos operários de Pukjung. Nada disso pode ser concebido sem o espírito coletivista e as belas e nobres relações humanas que transbordavam como o próprio ar em todos os lugares onde estava presente nossa classe operária.
Mas, afinal, qual era o fundamento do espírito coletivista e das relações humanas comunistas da geração vitoriosa na guerra?
Há uma história sobre um inovador, ex-soldado com deficiência de classe especial, que, justamente na época em que surgia o grande espírito de Chollima, cumpriu mais de 200% de sua meta diária numa fábrica do condado de Sonchon. Tratava-se do camarada Ji Man Ik.
Na realidade, pelos feitos heroicos que realizara durante a guerra, ele poderia viver tranquilamente recebendo os benefícios concedidos aos veteranos com deficiência. Contudo, não desejava permanecer sentado apenas usufruindo desse tratamento. Queria caminhar livremente pela terra da pátria que havia defendido com seu próprio sangue e queria trabalhar, fosse no que fosse.
Assim, quando, graças aos cuidados do Partido e do Estado, recebeu próteses para os braços e as pernas, passou noites inteiras treinando para voltar a andar e praticava a escrita prendendo um lápis à prótese do braço.
Após dois anos de esforços incansáveis, conseguiu finalmente caminhar com firmeza e escrever tão bem que sua caligrafia era elogiada como sendo digna de um mestre da escrita. Então, voluntariamente, começou a trabalhar como guarda numa fábrica destinada a ex-soldados com deficiência.
Quinze dias depois de iniciar esse trabalho, ao deixar a guarita após concluir sua jornada, ele parou diante do quadro de avisos. Ali estava afixada a notícia de que uma brigada havia superado em 153% sua meta diária.
Enquanto todos avançavam domando o Chollima, ele sentia um profundo constrangimento por limitar-se a montar guarda. Assim, a partir do dia seguinte, percorreu uma a uma as oficinas procurando descobrir em que trabalho poderia contribuir. Como não encontrava facilmente uma tarefa adequada, sentia-se profundamente angustiado.
Foi então que ouviu uma operária que fabricava esteiras comentar se não seria possível mecanizar aquele trabalho manual, tão pesado e trabalhoso.
Ao ouvir essas palavras, surgiu imediatamente em sua mente a ideia de que, se construísse uma máquina desse tipo, poderia contribuir para a produção da fábrica. Foi assim que passou a dedicar-se ao desenvolvimento da máquina e, desde aquele dia, a luz de seu quarto permanecia acesa muito além da meia-noite.
Após dias e noites de reflexão, ele finalmente encontrou o fio da ideia e concluiu o projeto da máquina. No dia em que entrou em funcionamento uma máquina cuja eficiência era três vezes superior à do trabalho manual, registrou em seu diário as seguintes palavras:
“...Que alegria imensa. Não me importaria de passar cem ou mil noites como esta em claro. Voltei verdadeiramente às fileiras! E hoje dei mais um novo passo...”
Depois disso, continuou apresentando diversas inovações que contribuíram para a fábrica e, apenas quatro meses após se voluntariar como pintor na brigada de elaboração de mapas, tornou-se um operário altamente qualificado, capaz de realizar qualquer tarefa com perfeição. Quando havia obras de construção na fábrica, mesmo aqueles que lhe diziam: “Por favor, camarada, não faça isso. Nós faremos também a sua parte”, tentando impedi-lo, ouviam dele, sorridente: “Ora, agradeço muito. Então vocês querem que eu vá confortavelmente sentado no cesto que carregam rumo ao comunismo?”. Assim, ele sempre tomava a dianteira também nas tarefas mais difíceis e pesadas.
Era justamente esse o sentimento que habitava o coração da geração vitoriosa: a consciência limpa de procurar cumprir seu dever para com a sociedade e o coletivo e a elevada convicção de que, enquanto o coração continuasse batendo, deveriam não apenas permanecer na frente de trabalho, mas marchar à frente de todos. Essa atitude de colocar os interesses da fábrica e do país acima do próprio conforto e da tranquilidade pessoal era a fonte que deu origem ao espírito coletivista e às relações humanas comunistas.
Também o maquinista-herói Kim Tuk Chan, que, atravessando a fumaça da guerra, transportou incontáveis suprimentos militares para a frente de batalha e contribuiu para a conquista da vitória, carregava consigo, no pós-guerra, um caderno onde estava escrita a frase: “Amemos ardentemente a pátria, o povo e os camaradas.” Fora do horário de seu turno, ele subia nas locomotivas de outros maquinistas para ajudá-los, fazendo ecoar ainda mais alto o som dos milagres no transporte ferroviário.
Assim era. Onde quer que estivessem, qualquer que fosse o trabalho que realizassem, os integrantes da nossa geração vitoriosa eram pessoas profundamente impregnadas pelo espírito coletivista, de ajuda e apoio mútuos, e por uma elevada humanidade. Todos viviam em condições difíceis, mas consideravam as dificuldades e sofrimentos dos camaradas como se fossem seus próprios, ajudando-os de maneira desinteressada. Eram pessoas de consciência que fizeram do hábito de dedicar-se sem reservas para salvar seus companheiros e de doar sem hesitação seu sangue e sua carne por um camarada em perigo uma verdadeira segunda natureza.
Assim como não se pode imaginar as folhas verdes e os frutos de uma grande árvore sem suas raízes, também não se pode pensar nos milagres da Era Chollima nem no Estado digno e poderoso que temos hoje sem o elevado espírito coletivista e as relações humanas comunistas criados pela geração vitoriosa sobre um terreno devastado. Não é justamente por isso que cantamos com tanto entusiasmo canções como "Pelas Gerações Futuras" e "A Juventude de Pai e Mãe"?
Hoje, lutamos, sob a liderança do grande Partido, pelo desenvolvimento integral do socialismo.
Não pode haver uma geração destinada apenas a abrir caminhos e criar, enquanto outra se limita a desfrutar. Não devemos ser apenas descendentes que recordam e se emocionam com a bela vida das gerações anteriores, mas uma geração que dá continuidade a essa bela visão de vida como se fosse o próprio sangue em suas veias, uma geração da qual nossos descendentes se lembrarão por muito tempo.
Não é simplesmente por estarmos diante das minas de carvão onde nossos avós e pais fizeram soar as primeiras explosões do desenvolvimento ou diante dos fornos onde acenderam a chama do Movimento das Brigadas Chollima que herdaremos espontaneamente o espírito revolucionário e o patriotismo das gerações anteriores. É preciso esforçar-se para assimilar aquele mundo espiritual e aquela bela concepção de vida.
O estimado camarada Secretário-Geral ensinou, da elevada tribuna da histórica 7ª Sessão da 14ª Assembleia Popular Suprema, que nossa geração deve permanecer na história do desenvolvimento da República como a geração grandiosa e forte.
A geração grandiosa e forte da história do desenvolvimento da República!
Que chamado tão honroso! E quão emocionante é pensar que esse será precisamente o julgamento que as gerações futuras farão da nossa geração.
Seja quem for, devemos gravar ainda mais profundamente em nossos corações o elevado espírito coletivista e as relações humanas comunistas criados e legados pela geração vitoriosa na guerra e, lutando pela implementação da política do Partido, fazer resplandecer dignamente o honroso título de geração grandiosa e forte.

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