Os crimes do Japão, inimigo jurado, vistos através da história
No século passado, o imperialismo japonês, que ocupou ilegalmente a Coreia por meios ilícitos, cometeu incessantemente massacres bárbaros contra o nosso povo até os momentos que antecederam sua derrota.
Isso pode ser claramente constatado também por meio do crime contra a humanidade de enormes proporções cometido durante a construção do abrigo subterrâneo do Quartel-General de Matsushiro.
No final de 1944, quando os sinais de sua derrota na guerra se tornavam cada vez mais evidentes, o imperialismo japonês decidiu construir em Matsushiro um complexo secreto de túneis subterrâneos com mais de 10 quilômetros de extensão total. Para isso, mobilizou enormes recursos financeiros e mão de obra, conseguindo concluir 75% da obra até sua rendição no ano seguinte.
A maioria dos trabalhadores arrastados à força para essa difícil construção subterrânea era composta por coreanos. Entre eles havia idosos e adolescentes.
Segundo os registros, mais de 7 mil coreanos eram diariamente obrigados a realizar trabalho escravo naquele local e, em alguns períodos, esse número ultrapassava 10 mil pessoas.
Ao mobilizar coreanos para uma obra diretamente ligada ao destino da guerra, o imperialismo japonês não apenas pretendia explorá-los ao máximo, mas também tinha o sinistro propósito de massacrar coletivamente os trabalhadores coreanos após a conclusão da obra, a fim de preservar o segredo da instalação.
Os maus-tratos impostos pelo imperialismo japonês aos coreanos eram extremamente cruéis.
Levados à força ao canteiro de obras às quatro horas da manhã, permaneciam acorrentados sob rígido controle e vigilância, quebrando rochas e carregando pesadas pedras durante 13 a 15 horas por dia, chegando, por vezes, a trabalhar mais de 16 horas consecutivas.
As feras japonesas espancavam até a morte os trabalhadores coreanos por qualquer motivo que lhes desagradasse, lançavam-nos vivos na mistura de concreto para que fossem sepultados nela ou os atiravam de penhascos para assassiná-los. Não havia um único dia em que o sangue dos coreanos deixasse de correr naquele canteiro de obras.
Mesmo aqueles que conseguiam sobreviver ao trabalho eram brutalmente assassinados sob o pretexto de preservar o segredo da instalação.
O abrigo subterrâneo secreto era um covil de feras manchado pelo sangue de inúmeros coreanos, um verdadeiro inferno de morte.
Agência Central de Notícias da Coreia

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