domingo, 25 de outubro de 2026

A intensificação dos atos de violência dos colonos judeus

Há pouco tempo, ocorreu um incidente em que colonos judeus atacaram uma delegação de diplomatas europeus numa aldeia da Cisjordânia. Diplomatas da França, da Bélgica e da Polônia foram vítimas do ataque.

Os países em questão reagiram imediatamente.

O ministro das Relações Exteriores da Bélgica exigiu que as autoridades israelenses protegessem os palestinos, garantissem a segurança dos diplomatas e jornalistas, levassem os responsáveis perante a Justiça e pusessem fim à impunidade dos colonos judeus violentos. O Ministério das Relações Exteriores da Polônia também insistiu que as autoridades israelenses esclarecessem detalhadamente a situação o mais rápido possível, identificassem os responsáveis e os responsabilizassem. O ministro das Relações Exteriores da França classificou o ataque como um ato extremamente odioso e exigiu a prisão imediata dos responsáveis.

Como sempre, as autoridades israelenses tentaram mais uma vez esquivar-se da responsabilidade com explicações convenientes. O ministro das Relações Exteriores declarou que condenava veementemente os "graves atos de violência dos arruaceiros" e alardeou que seu ministério estava apoiando a aplicação da lei.

Os militares alegaram que não havia tropas israelenses na região onde ocorreu o incidente no momento do ataque e que a visita dos diplomatas europeus não havia sido realizada em coordenação com eles. Segundo sua justificativa, não tinham conhecimento prévio do itinerário da visita e, portanto, não tinham responsabilidade pelo ocorrido.

É o mesmo que tentar enganar os outros fingindo que nada aconteceu.

Os atos de violência dos colonos judeus estão se intensificando precisamente sob a proteção e por instigação das autoridades israelenses.

No passado, os atos de violência dos colonos judeus eram cometidos esporadicamente e em locais limitados, mas, nos últimos anos, passaram a ser praticados de maneira generalizada e sistemática. Eles invadem mesquitas e ateiam fogo nelas, além de atacar palestinos que trabalham na agricultura. Ao menor pretexto, cercam as casas dos palestinos e cortam o abastecimento de água potável e eletricidade. Também saqueiam seus bens.

Desde 2023, foram registrados mais de 6.000 ataques de colonos judeus que causaram vítimas e danos materiais. Mais de 130 localidades palestinas foram total ou parcialmente demolidas.

Somente entre o final de setembro e o início de outubro, foram cometidos 377 atos de violência em mais de 160 localidades palestinas.

A opinião pública nacional e internacional considera que tudo isso é resultado das ações das próprias autoridades israelenses.

As autoridades israelenses já aprovaram medidas adicionais para reforçar o controle sobre a Cisjordânia e permitir que os colonos judeus se apropriem de terras a preços ainda mais baixos.

Recentemente, o ministro da Defesa de Israel emitiu ordens para intensificar as operações militares na Cisjordânia, aumentar o número de postos de controle, expulsar os palestinos dos campos de refugiados e manter tropas ali permanentemente.

Como um ladrão que se faz de vítima, ele ameaçou lançar um ataque total contra a Autoridade Palestina caso as forças de segurança palestinas presentes na Cisjordânia apontassem suas armas contra as tropas israelenses e os colonos.

Encorajados por isso, os grupos violentos chegaram ao ponto de atacar diplomatas de outros países.

Israel está tentando anexar todo o território palestino por todos os meios possíveis.

Para concretizar essa política de expansão territorial, está utilizando os colonos judeus como tropas de choque.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun

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