Há pouco tempo, ocorreu um incidente em que colonos judeus atacaram uma delegação de diplomatas europeus numa aldeia da Cisjordânia. Diplomatas da França, da Bélgica e da Polônia foram vítimas do ataque.
Os países em questão reagiram imediatamente.
O ministro das Relações Exteriores da Bélgica exigiu que as autoridades israelenses protegessem os palestinos, garantissem a segurança dos diplomatas e jornalistas, levassem os responsáveis perante a Justiça e pusessem fim à impunidade dos colonos judeus violentos. O Ministério das Relações Exteriores da Polônia também insistiu que as autoridades israelenses esclarecessem detalhadamente a situação o mais rápido possível, identificassem os responsáveis e os responsabilizassem. O ministro das Relações Exteriores da França classificou o ataque como um ato extremamente odioso e exigiu a prisão imediata dos responsáveis.
Como sempre, as autoridades israelenses tentaram mais uma vez esquivar-se da responsabilidade com explicações convenientes. O ministro das Relações Exteriores declarou que condenava veementemente os "graves atos de violência dos arruaceiros" e alardeou que seu ministério estava apoiando a aplicação da lei.
Os militares alegaram que não havia tropas israelenses na região onde ocorreu o incidente no momento do ataque e que a visita dos diplomatas europeus não havia sido realizada em coordenação com eles. Segundo sua justificativa, não tinham conhecimento prévio do itinerário da visita e, portanto, não tinham responsabilidade pelo ocorrido.
É o mesmo que tentar enganar os outros fingindo que nada aconteceu.
Os atos de violência dos colonos judeus estão se intensificando precisamente sob a proteção e por instigação das autoridades israelenses.
No passado, os atos de violência dos colonos judeus eram cometidos esporadicamente e em locais limitados, mas, nos últimos anos, passaram a ser praticados de maneira generalizada e sistemática. Eles invadem mesquitas e ateiam fogo nelas, além de atacar palestinos que trabalham na agricultura. Ao menor pretexto, cercam as casas dos palestinos e cortam o abastecimento de água potável e eletricidade. Também saqueiam seus bens.
Desde 2023, foram registrados mais de 6.000 ataques de colonos judeus que causaram vítimas e danos materiais. Mais de 130 localidades palestinas foram total ou parcialmente demolidas.
Somente entre o final de setembro e o início de outubro, foram cometidos 377 atos de violência em mais de 160 localidades palestinas.
A opinião pública nacional e internacional considera que tudo isso é resultado das ações das próprias autoridades israelenses.
As autoridades israelenses já aprovaram medidas adicionais para reforçar o controle sobre a Cisjordânia e permitir que os colonos judeus se apropriem de terras a preços ainda mais baixos.
Recentemente, o ministro da Defesa de Israel emitiu ordens para intensificar as operações militares na Cisjordânia, aumentar o número de postos de controle, expulsar os palestinos dos campos de refugiados e manter tropas ali permanentemente.
Como um ladrão que se faz de vítima, ele ameaçou lançar um ataque total contra a Autoridade Palestina caso as forças de segurança palestinas presentes na Cisjordânia apontassem suas armas contra as tropas israelenses e os colonos.
Encorajados por isso, os grupos violentos chegaram ao ponto de atacar diplomatas de outros países.
Israel está tentando anexar todo o território palestino por todos os meios possíveis.
Para concretizar essa política de expansão territorial, está utilizando os colonos judeus como tropas de choque.
Ho Yong Min

Nenhum comentário:
Postar um comentário