No dia 3, ocorreu um terrível crime cometido por um militar estadunidense na cidade de Naha, na prefeitura japonesa de Okinawa. Na madrugada desse dia, o criminoso militar estadunidense assassinou brutalmente uma mulher em um hotel e cometeu a atrocidade de roubar sua carteira e sua bolsa.
Diante das sucessivas manifestações de protesto em Okinawa e em outras partes do Japão em relação a esse caso, as autoridades se apressaram em se manifestar, declarando que o ocorrido era "lamentável" e apresentando "protestos". Pode-se dizer que o objetivo era acalmar a indignação popular e conter o crescente movimento de oposição às bases militares estadunidenses.
Sempre que ocorrem crimes cometidos por militares estadunidenses, as autoridades japonesas falam em "medidas rigorosas" e solicitam a "prevenção de reincidências", mas as tropas estadunidenses não demonstram a menor preocupação com essas exigências. Por isso, os crimes cometidos por militares estadunidenses continuam aumentando no Japão, especialmente em Okinawa, onde se concentram instalações destinadas exclusivamente às forças armadas dos Estados Unidos.
Segundo informações divulgadas por um órgão de imprensa japonês, desde 2020, os diversos crimes cometidos por militares estadunidenses e seus familiares em Okinawa aumentaram continuamente a cada ano, ultrapassando amplamente a marca de 100 casos já no ano passado. O órgão de imprensa apontou como motivo de preocupação o aumento acentuado dos roubos e dos crimes sexuais entre as ocorrências envolvendo militares estadunidenses e revelou os hediondos crimes de violência sexual cometidos por militares dos Estados Unidos em Okinawa em 2024 e 2025.
E não é só isso.
Somente no dia seguinte ao assassinato dessa mulher, ocorreram em Okinawa dois acidentes graves provocados por soldados estadunidenses que, completamente embriagados, dirigiam seus veículos sem qualquer controle.
À medida que os diversos crimes cometidos por militares estadunidenses se sucedem no Japão, gerando insegurança e medo entre os moradores e intensificando os sentimentos de oposição às tropas estadunidenses e ao governo, as autoridades se agitam e fazem alarde, cada uma a seu modo, na tentativa de reprimir esse descontentamento.
O número cada vez maior de crimes cometidos por militares estadunidenses é um resultado inevitável da subserviência das autoridades japonesas aos Estados Unidos e de sua política de fortalecimento da aliança Japão-EUA.
O atual governo de Takaichi manifesta abertamente ambições militaristas como nenhum governo anterior e se empenha freneticamente, em coordenação com os Estados Unidos, no fortalecimento das forças armadas e nos preparativos para guerras de agressão.
Nesse contexto, os militares estadunidenses tornaram-se ainda mais arrogantes e circulam pelo Japão como se estivessem em seu próprio território, cometendo toda sorte de crimes. Mesmo depois de perpetrar atrocidades tão terríveis, não demonstram o menor sentimento de culpa e, pelo contrário, comportam-se de maneira cada vez mais descarada. Embora vozes de condenação tenham se elevado em diversos setores da sociedade japonesa em relação ao recente assassinato da mulher, o comandante das forças estadunidenses estacionadas em Okinawa, longe de baixar a cabeça, chegou a se recusar a pedir desculpas.
Esse é o resultado da postura submissa e da obediência servil das autoridades japonesas aos Estados Unidos, mantidas por décadas.
Os Estados Unidos sempre consideraram o Japão um aliado subordinado, um mero vassalo. Profundamente impregnados dessa concepção, os militares estadunidenses estacionados no Japão abusam cada vez mais de seu poder e agem como se fossem donos de tudo, em Okinawa e em outras localidades.
Assim, os crimes cometidos por militares estadunidenses continuam ocorrendo, e Okinawa, onde se concentram as bases militares dos Estados Unidos, permanece, ontem como hoje, um palco desenfreado de crimes.
Jon Jong Ho

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