domingo, 11 de outubro de 2026

O surgimento do movimento comunista em nosso país e as limitações do movimento comunista inicial


Capítulo 1: O grande Líder camarada Kim Il Sung abre o caminho da causa revolucionária do Juche e estabelece a orientação para a fundação de um novo tipo de partido revolucionário (1926–dezembro de 1931)

Seção 1: O surgimento do movimento comunista em nosso país e as limitações do movimento comunista inicial

O movimento comunista em nosso país começou a se desenvolver no início da década de 1920, quando a classe operária passou a atuar ativamente no cenário da luta.

Esse movimento surgiu como uma exigência legítima do desenvolvimento da luta revolucionária pela independência das massas do povo trabalhador, incluindo a classe operária de nosso país, e como produto inevitável das contradições sociais e de classe, que se agravavam intensamente naquela época.

Do final do século XIX ao início do século XX, o capitalismo mundial passou para a etapa do imperialismo, e o sistema colonial imperialista passou a abranger vastas regiões do planeta. Também na Ásia, muitos países se tornaram colônias ou semicolônias do imperialismo, e centenas de milhões de pessoas passaram a sofrer uma exploração e uma opressão cruéis. Em consequência, as contradições nacionais e de classe se agravaram nesses países, e a luta de libertação dos povos oprimidos se intensificou. A Ásia tornou-se uma frente de combate encarniçado dos povos oprimidos contra o imperialismo, e a luta do povo coreano constituiu um elo importante dessa frente.

Nosso país, que permaneceu como Estado feudal até um período tardio, passou a sofrer, a partir da segunda metade do século XIX, a agressão dos países capitalistas da Europa, dos Estados Unidos e do Japão.

A atitude das massas populares e da classe dominante feudal diante das forças invasoras estrangeiras apresentava um contraste nítido. Enquanto as massas populares lutaram de maneira constante e intransigente contra as forças invasoras estrangeiras, a corrupta e incapaz classe dominante feudal caminhou para a capitulação diante delas, chegando até mesmo a reprimir a luta anti-invasão das massas populares. Em consequência dos atos de traição à pátria e à nação praticados pela classe dominante feudal, em 1910 nosso país acabou se tornando uma colônia completamente monopolizada pelo imperialismo japonês. Contudo, nosso povo continuou desenvolvendo incansavelmente a luta antijaponesa, buscando incessantemente o caminho para a libertação da pátria e o renascimento nacional.

A sombria situação socioeconômica sob o domínio colonial japonês, as profundas contradições nacionais e de classe e a poderosa aspiração revolucionária das massas populares, que procuravam o caminho da libertação, constituíram condições importantes para o vigoroso desenvolvimento da luta revolucionária anti-imperialista e do movimento comunista em nosso país.

O grande Líder camarada Kim Il Sung ensinou:

"A Coreia, que era uma colônia monopolizada pelos imperialistas japoneses, encontrava-se em condições de extrema privação de direitos políticos, bancarrota econômica e obscurantismo cultural, em consequência de um regime de opressão selvagem e de uma pilhagem sem precedentes no mundo." (Obras de Kim Il Sung, vol. 2, pp. 261–262)

Os ocupantes japoneses instalaram na Coreia o "Governo-Geral" e monopolizaram todo o poder político, impondo uma política de terror da mais brutal espécie.

O imperialismo japonês privou o povo coreano até mesmo de suas liberdades e direitos mais elementares, transformando nosso país num verdadeiro inferno para os vivos, coberto por suas tropas, sua polícia, sua gendarmaria e suas prisões.

Os ocupantes japoneses exerceram um poder ilimitado e aplicaram uma política de pilhagem e saque desenfreados.

O imperialismo japonês apoderou-se das artérias vitais da economia de nosso país, transformando-a num apêndice da economia japonesa. Mais de 90% de toda a indústria caiu nas mãos dos imperialistas japoneses, e os produtos fabricados eram, em sua maioria, matérias-primas e produtos semielaborados destinados à indústria japonesa. A distribuição geográfica das forças produtivas também foi inteiramente subordinada à pilhagem colonial e aos objetivos militares do imperialismo japonês. Em consequência de diversas políticas repressivas aplicadas pelo imperialismo japonês contra a indústria nacional, entre elas a chamada "Lei das Empresas", promulgada em 1910, o crescimento do capital nacional em nosso país foi extremamente restringido, e até mesmo o artesanato, transmitido de geração em geração, foi completamente arruinado.

O imperialismo japonês aplicou uma política tirânica de pilhagem indiscriminada das terras e dos produtos agrícolas no campo, mantendo as relações feudais de propriedade da terra e o sistema de arrendamento, convenientes para a espoliação rural, e combinando-os com a exploração capitalista. Na década de 1910, os invasores roubaram grandes extensões de terra por meio do chamado "levantamento cadastral de terras" e de vários outros métodos coercitivos, apropriando-se todos os anos de quase metade da produção de arroz de nosso país.

Os ocupantes japoneses aplicaram uma política bárbara de embrutecimento das massas populares e de aniquilação da cultura nacional.

Para paralisar a consciência da independência nacional e a consciência de classe de nosso povo e transformá-lo em escravo colonial, o imperialismo japonês reprimiu brutalmente a educação nacional, esmagou impiedosamente a cultura nacional progressista e os bons costumes tradicionais e chegou a empreender esforços frenéticos para eliminar até mesmo nossa língua e nossa escrita.

Em consequência da ocupação japonesa, a sociedade coreana regrediu a uma sociedade colonial semifeudal, na qual o desenvolvimento do capitalismo era severamente restringido e permaneciam numerosos vestígios do feudalismo. Com isso, as relações de antagonismo nacional e de classe tornaram-se complexas e entrelaçadas.

Os invasores imperialistas japoneses eram, ao mesmo tempo, os mais pérfidos inimigos nacionais e inimigos de classe do povo coreano. Eram os principais responsáveis por todas as desgraças que recaíam sobre nosso povo e os responsáveis por obstruir o desenvolvimento de nossa sociedade.

Com o objetivo de utilizar essas forças em seu domínio colonial, o imperialismo japonês protegeu os latifundiários e formou capitalistas dependentes e burocratas pró-japoneses. Os latifundiários, os capitalistas dependentes e os burocratas pró-japoneses, em conluio com o imperialismo japonês, constituíam forças reacionárias que oprimiam e exploravam o povo coreano. Eram inimigos de classe da classe operária e dos camponeses, assim como inimigos nacionais do povo coreano, por terem traído a pátria e a nação.

A classe operária e os camponeses trabalhadores foram os setores que sofreram mais cruelmente a opressão e a exploração dos imperialistas japoneses e de seus lacaios.

A classe operária sofria uma exploração e uma opressão duplas e triplas, tanto nacionais quanto de classe.

Os operários eram obrigados a trabalhar de 12 a 18 horas por dia, mas recebiam salários de fome que correspondiam à metade ou até menos de um terço dos salários dos operários japoneses. A intensidade do trabalho era indescritivelmente elevada, e cada movimento dos operários estava sempre sob rigorosa vigilância. Praticamente não existiam instalações de proteção ao trabalhador. Mesmo nessas condições deploráveis, os postos de trabalho não eram suficientes, e o número de desempregados aumentava dia após dia.

Naquela época, os trabalhadores de nosso país não possuíam nenhum direito político e sofriam humilhações e insultos insuportáveis à sua dignidade. Até mesmo seus direitos humanos mais elementares eram pisoteados, e o direito de lutar pela própria sobrevivência era proibido por lei.

Essa situação miserável da classe operária de nosso país despertou nela um forte sentimento de resistência contra o domínio colonial e o sistema de exploração do imperialismo japonês. Desde o início, a classe operária lançou-se corajosamente na luta antijaponesa e, gradualmente, surgiu como a classe dirigente da revolução.

A situação dos camponeses, que naquela época constituíam a esmagadora maioria da população de nosso país, também era miserável.

Em consequência da cruel exploração colonial, feudal e capitalista exercida pelos invasores imperialistas japoneses e pelos latifundiários, os camponeses coreanos foram completamente arruinados e reduzidos à miséria. Devido aos arrendamentos que ultrapassavam a metade da colheita e chegavam até mesmo a 90%, aos diversos impostos e à exploração usurária, os camponeses viviam constantemente mergulhados na pobreza e na fome. Por isso, numerosos camponeses abandonavam as terras onde suas famílias haviam vivido por gerações e partiam para as cidades e para o exterior, levando uma vida errante.

Os camponeses também começaram gradualmente a levantar-se em lutas de massas contra o imperialismo japonês e os latifundiários.

Os jovens, os estudantes e os intelectuais foram privados pelos invasores imperialistas japoneses do direito à educação e da liberdade de realizar atividades científicas e culturais, sofrendo intensa discriminação e humilhação nacional. Eles possuíam uma forte consciência revolucionária anti-imperialista e participavam ativamente da luta de libertação nacional antijaponesa.

Os capitalistas nacionais também eram oprimidos pelos invasores imperialistas japoneses e pelos capitalistas dependentes, estando constantemente ameaçados pela ruína. Por essa razão, embora de maneira inconsequente, também possuíam uma consciência anti-imperialista e aspiravam à independência nacional.

Assim, com exceção de uma ínfima minoria de latifundiários, capitalistas dependentes, traidores da nação e burocratas pró-japoneses, todas as classes e camadas sociais se posicionavam contra o imperialismo japonês. Entre elas, a força decisiva da luta antijaponesa era constituída pelas massas trabalhadoras exploradas, tendo a classe operária na vanguarda.

Tudo isso constituiu a base social e de classe que possibilitou o vigoroso desenvolvimento da luta de libertação nacional antijaponesa e o rápido avanço do movimento comunista em nosso país.

Durante certo período, o movimento de libertação nacional antijaponesa do povo coreano desenvolveu-se sob a influência do nacionalismo. Contudo, devido às suas limitações de classe, o nacionalismo burguês não podia refletir adequadamente as necessidades prementes e as aspirações revolucionárias do povo, nem mobilizar plenamente o potencial revolucionário das massas.

A luta de libertação nacional antijaponesa do povo coreano passou a exigir uma nova bandeira revolucionária em seu processo de desenvolvimento. Foi precisamente nessa época que ocorreu na Rússia a Revolução Socialista de Outubro, sob cuja influência o marxismo-leninismo começou a se difundir em nosso país.

O grande Líder camarada Kim Il Sung ensinou:

"O movimento comunista na Coreia começou a se desenvolver no início da década de 1920, sob a influência da Grande Revolução Socialista de Outubro." (Obras de Kim Il Sung, vol. 30, p. 525)

Em 1º de março de 1919, eclodiu em nosso país um levante antijaponês de todo o povo.

O levante popular de 1º de março, que se desenrolou intensamente por todo o país, demonstrou o espírito patriótico de luta e a disposição revolucionária do povo coreano, desferindo um duro golpe nos ocupantes japoneses.

Ao mesmo tempo, o levante popular de 1º de março revelou plenamente as limitações e fraquezas do movimento nacionalista burguês. A camada superior dos nacionalistas burgueses, que esperava alcançar a independência por meio de petições ao imperialismo japonês ou com a "ajuda" de outras potências imperialistas, não apenas recuou, aterrorizada, quando os patriotas de todas as classes e camadas sociais se lançaram à resistência sangrenta, como também capitulou diante do imperialismo japonês e chegou a tentar impedir o avanço revolucionário das massas.

O fracasso do levante popular de 1º de março deixou uma profunda lição para os revolucionários e patriotas coreanos, demonstrando claramente que não era possível conquistar a libertação nacional por meio do nacionalismo burguês.

Após o levante popular de 1º de março, ocorreu uma profunda desagregação no seio das forças nacionalistas. A maioria da camada superior dessas forças degenerou, aderindo ao nacionalismo reformista que se submetia ao imperialismo japonês. Alguns nacionalistas continuaram o movimento pela independência, dispersos pelo país e pelo exterior, mas suas forças foram se enfraquecendo cada vez mais.

Com a entrada na década de 1920, a classe operária passou gradualmente a atuar de maneira mais ativa no cenário da luta, e grupos marxistas-leninistas começaram a ser organizados e a desenvolver atividades em diversos lugares.

Esses grupos eram organizados sob a forma de círculos de leitura, grupos de estudo e outras modalidades. Pequenos grupos clandestinos atuavam em várias localidades, enquanto também existiam "organizações ideológicas" que se apresentavam sob uma fachada legal.

Os grupos realizaram atividades de difusão do marxismo-leninismo. Nesse processo, foram divulgadas obras clássicas do marxismo-leninismo, como o "Manifesto do Partido Comunista" e "O imperialismo, fase superior do capitalismo", além de livros explicativos sobre o marxismo-leninismo. As ideias marxistas-leninistas também foram apresentadas por meio de publicações legais, como "Sinsaenghwal" ("Nova Vida") e "Joson Jigwang" ("Luz da Coreia").

Também foram organizadas e passaram a atuar organizações de massas de operários, camponeses e jovens. Em abril de 1920, foi fundada em Seul a Associação de Assistência Mútua dos Trabalhadores Coreanos, a primeira organização operária de massas de nosso país. Posteriormente, surgiram diversas organizações de massas de operários, camponeses e jovens.

As lutas de massas também se expandiram rapidamente, incluindo as greves dos operários e as disputas coletivas de arrendamento promovidas pelos camponeses.

Somente entre 1920 e 1925, ocorreram mais de 330 lutas trabalhistas de importância relativamente grande, entre elas a greve geral dos operários portuários de Pusan, em setembro de 1921, e a greve conjunta dos operários de várias fábricas de meias de Pyongyang, em agosto de 1923. Essas lutas envolveram aproximadamente 27 mil participantes. No mesmo período, ocorreram cerca de 570 disputas coletivas de arrendamento promovidas pelos camponeses, com a participação de quase 30 mil pessoas.

Também se sucederam as greves estudantis e os casos relacionados aos círculos de leitura.

Em abril de 1925, foi fundado o Partido Comunista da Coreia. Sua fundação constituiu um importante marco para impulsionar o movimento comunista e a luta de libertação nacional antijaponesa em nosso país. Contudo, esse partido não conseguiu se fortalecer e se desenvolver por uma trajetória correta, nem assegurar uma direção revolucionária adequada às massas.

O movimento comunista inicial em nosso país apresentava graves deficiências e fraquezas, além de numerosas limitações, razão pela qual sofreu repetidos fracassos e passou por reviravoltas.

Todas as graves fraquezas e limitações do movimento comunista inicial estavam relacionadas, sobretudo, às atividades nocivas dos elementos faccionistas.

Naquela época, o movimento comunista de nosso país era constituído principalmente por marxistas de fachada, que haviam aderido ao comunismo acompanhando a tendência da época, marcada pela difusão do marxismo-leninismo e pela rápida ascensão do movimento operário, bem como por intelectuais pequeno-burgueses. Eles possuíam um baixo nível de formação ideológica e não se mantinham firmemente posicionados sob a perspectiva da classe trabalhadora.

Esses elementos fizeram com que o faccionismo se manifestasse intensamente no movimento comunista, dando origem a numerosas deficiências e fraquezas.

O grande Líder camarada Kim Il Sung ensinou:

"Todos os dolorosos fracassos e sacrifícios sofridos no passado pelo movimento comunista e pela luta de libertação nacional antijaponesa estão, sem exceção, relacionados aos crimes dos faccionistas." (Obras de Kim Il Sung, vol. 1, p. 87)

Uma das graves fraquezas e limitações do movimento comunista inicial consistia no fato de que as forças comunistas não estavam unificadas e haviam sido fragmentadas pelo faccionismo.

Os primeiros militantes comunistas e os marxistas de fachada dividiram-se em diversas facções, como a facção Hwayo, a facção de Seul, a facção de Xangai, a facção Bukpunghoe, a facção ML e a facção Sosang, entrando em conflito entre si e travando apenas disputas faccionistas pela conquista da liderança. Essas facções não hesitavam em recorrer a quaisquer meios ou métodos para derrubar umas às outras.

O maior crime dos elementos faccionistas foi dividir e destruir o Partido Comunista que havia sido organizado.

Na realidade, quando o Partido Comunista da Coreia foi fundado em 1925, não se estabeleceu uma unidade baseada na superação das divergências faccionistas. Em vez disso, chegou-se a uma aliança formal mediante um acordo temporário entre a facção Hwayo, a facção Bukpunghoe e a facção de Xangai, excluindo-se a facção de Seul. Por isso, as divergências logo voltaram a se intensificar. Ao mesmo tempo que se agravava o antagonismo entre as facções incorporadas ao partido e a facção de Seul, que permanecera fora dele, os conflitos entre as facções Hwayo, Bukpunghoe e de Xangai no interior do próprio partido prosseguiam incessantemente. As divergências se agravaram ainda mais em 1926, quando alguns integrantes da facção de Seul e outras pequenas facções se separaram e formaram a facção ML, e no final de 1927, quando alguns integrantes da facção de Seul e da facção de Xangai se separaram de maneira faccionista, formando a facção Sosang. Assim, naquela época, o Partido Comunista não conseguiu manter unidas suas próprias fileiras nem por um instante.

O imperialismo japonês aproveitou as disputas entre facções e as manobras de divisão dos elementos faccionistas para destruir facilmente o Partido Comunista, promovendo repetidas operações de repressão e prisão contra seus integrantes.

Com o agravamento da repressão do imperialismo japonês, por um lado, e a intensificação diária das disputas faccionistas e das manobras divisionistas, por outro, o Partido Comunista da Coreia deixou de poder existir como força organizada e acabou sendo dissolvido em 1928. Mesmo após sua dissolução, os conflitos continuaram a se intensificar em torno da questão da reconstrução do partido.

Outra grave fraqueza e limitação do movimento comunista inicial consistia no fato de que os comunistas não conseguiam se integrar profundamente às massas e não orientavam corretamente as organizações de massas e os movimentos populares.

Por não conseguir se integrar profundamente às massas de operários e camponeses, o Partido Comunista permaneceu como uma organização de cúpula, sem células nas fábricas, empresas e zonas rurais, e não estabeleceu vínculos estreitos com as massas.

Os elementos faccionistas travaram disputas para colocar as organizações operárias, camponesas e juvenis sob a influência de suas respectivas facções. Em consequência, surgiram graves antagonismos tanto no interior das organizações de massas quanto entre elas, impedindo que se fortalecessem e se desenvolvessem adequadamente. No início de 1927, surgiu a Singanhoe, fruto de uma aliança temporária entre comunistas e nacionalistas. Contudo, devido aos conflitos entre comunistas e nacionalistas, às disputas faccionistas e, sobretudo, à influência corrosiva do nacionalismo reformista, ela não conseguiu se desenvolver como uma organização da frente única nacional antijaponesa e acabou sendo dissolvida.

Também no que diz respeito à atitude diante das lutas de massas dos operários, camponeses, jovens e estudantes, prevaleceram as posições faccionistas. Por isso, acontecia frequentemente que uma facção organizasse uma luta enquanto outra a sabotava. Na manifestação de 10 de junho de 1926, a facção Hwayo conduziu a organização de maneira unilateral, segundo sua própria perspectiva faccionista, enquanto a facção de Seul se opôs a ela e realizou ações de sabotagem. Por essa razão, embora os jovens, os estudantes e as massas populares tenham se levantado corajosamente, a luta não pôde se desenvolver adequadamente. Ela ficou restrita a manifestações localizadas em algumas ruas de Seul e foi rapidamente reprimida pelo imperialismo japonês.

Outra grave fraqueza e limitação do movimento comunista inicial foi o incentivo ao servilismo às grandes potências e ao dogmatismo por parte dos elementos faccionistas.

Em princípio, o comunista é um revolucionário consequente que desenvolve o movimento comunista de acordo com suas próprias convicções e o faz avançar apoiando-se nas massas trabalhadoras de seu país. Entretanto, os primeiros militantes comunistas de nosso país e os marxistas de fachada estavam profundamente imbuídos de servilismo às grandes potências e de dogmatismo. Em vez de pensar em realizar a revolução com as próprias forças, procuravam apenas depender de forças estrangeiras. Os elementos faccionistas afirmavam que somente sua própria facção era a "facção ortodoxa", rejeitavam as demais e protagonizavam a vergonhosa conduta de buscar, cada qual por sua vez, o reconhecimento da Internacional Comunista. Desconsiderando as condições históricas e a realidade concreta de nosso país, tentavam aceitar mecanicamente concepções estabelecidas e experiências alheias.

Devido a essas atividades nocivas dos elementos faccionistas, o movimento comunista inicial de nosso país não conseguiu seguir um caminho de desenvolvimento correto e passou por graves abalos e reviravoltas.

Assim, o movimento comunista inicial de nosso país foi arruinado pelos oportunistas que ostentavam o rótulo de comunistas e pelos elementos faccionistas, mergulhando numa profunda confusão.

O movimento comunista inicial de nosso país deixou uma lição extremamente profunda sobre até que ponto podem chegar os efeitos nocivos do faccionismo e sobre as consequências que recaem sobre a revolução quando as forças comunistas não estão unificadas, não se integram às massas e não mantêm uma posição independente.

O fato de o movimento comunista inicial de nosso país ter se tornado vítima dos elementos faccionistas e mergulhado na confusão devia-se, em última análise, à ausência de um dirigente extraordinário, capaz de conduzir corretamente a revolução. Somente um dirigente notável, um grande líder da revolução, poderia apresentar uma ideia reitora correta, unificar as forças comunistas, superar a situação caótica e colocar o movimento comunista e a luta de libertação nacional antijaponesa numa trajetória correta, firmemente baseada numa posição independente.

O surgimento de um grande líder — era precisamente essa a exigência mais premente para o desenvolvimento do movimento comunista e da luta de libertação nacional na Coreia, bem como a ardente aspiração unânime do povo coreano.

História do Partido do Trabalho da Coreia, páginas 3 a 11, Editora do Partido do Trabalho da Coreia

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