sábado, 10 de outubro de 2026

Ambições insensatas jamais poderão ser concretizadas

Há pouco, nas negociações intergovernamentais sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, foi discutida a questão da ampliação do número de membros permanentes. Aproveitando essa oportunidade, o Japão publicou uma suposta declaração conjunta, na qual prometeu estreita cooperação com vários países que almejam ingressar como membros permanentes.

Quando o ministro das Relações Exteriores da Rússia se opôs à entrada do Japão como membro permanente em seu discurso sobre as políticas gerais na Assembleia Geral da ONU, o secretário-chefe do Gabinete japonês manifestou abertamente seu descontentamento e começou a alardear que era necessário realizar a reforma do Conselho de Segurança e que continuariam se esforçando com paciência.

Trata-se, sem dúvida, de uma atitude presunçosa, que desconhece os próprios limites.

O Conselho de Segurança da ONU é um órgão importante das Nações Unidas, ao qual foi confiada a importante missão de garantir a paz e a segurança mundiais. O assento de membro permanente nesse órgão não é algo que um país como o Japão possa ocupar.

O Japão está marcado na Carta da ONU como um Estado inimigo. É evidente que um país dessa natureza não pode tornar-se membro de um importante órgão das Nações Unidas destinado a defender a ordem internacional de paz.

O Japão é precisamente um país que não reflete devidamente sobre seus crimes de guerra, cometidos na primeira metade do século XX, quando destruiu a paz na Ásia e no mundo e massacrou os povos de numerosos países.

Embora tenham transcorrido mais de 80 anos desde sua derrota, o Japão continua recusando-se a fazer uma reflexão sincera sobre seus crimes de agressão do passado e a oferecer reparações. Pelo contrário, as autoridades japonesas glorificam os crimes passados, exaltam os principais responsáveis pelas agressões como "heróis" e realizam abertamente, diante dos olhos do mundo, cerimônias de homenagem aos espectros do militarismo. É inadmissível que um país responsável por crimes de guerra, que não demonstra o menor arrependimento por seus monstruosos crimes contra a humanidade, ocupe um posto de responsabilidade na ONU.

Além disso, o Japão é um país sem princípios próprios. Não passa de uma peça no tabuleiro dos Estados Unidos, que estão provocando a ameaça de guerra para dominar a região da Ásia-Pacífico. Caso o Japão, incapaz de dizer "não" aos Estados Unidos, se torne membro permanente, isso apenas manchará ainda mais a imagem já bastante comprometida do Conselho de Segurança da ONU e prejudicará gravemente sua imparcialidade.

Atualmente, sob a proteção de seu amo, o Japão acelera sua marcha pelo caminho do neomilitarismo e revela abertamente sua verdadeira face de principal responsável por colocar em risco a paz na região da Ásia-Pacífico.

O país está intensificando suas manobras de remilitarização, incluindo a revisão da "Constituição pacifista", o abandono do princípio da "defesa exclusiva", a reorganização de sua estrutura militar e o reforço de suas forças armadas. Isso contradiz completamente as obrigações de um país derrotado na guerra e de um Estado inimigo, constituindo um descarado desrespeito à Carta da ONU e um grave desafio à paz mundial.

O Japão já chegou a ocupar um assento permanente no Conselho da Liga das Nações, organização criada após o fim da Primeira Guerra Mundial. No entanto, o país que ocupava esse assento permanente na Liga das Nações, que proclamava defender a "paz e a segurança internacionais", provocou o Incidente da Manchúria e se lançou freneticamente em guerras de agressão no continente asiático. Em consequência, a humanidade foi obrigada a enfrentar a terrível catástrofe da Segunda Guerra Mundial.

A história ensina que, caso o Japão ingresse numa organização internacional encarregada de tratar das questões da paz e da segurança mundiais, isso não contribuirá para garantir a paz, mas causará graves danos. Ensina também que manter permanentemente as cláusulas relativas aos Estados inimigos, previstas na Carta da ONU, e frustrar completamente as ambições japonesas de ingressar como membro permanente no Conselho de Segurança são medidas favoráveis à segurança da comunidade internacional.

Existe um provérbio que diz que não se deve sequer olhar para uma árvore à qual não se pode subir. As ambições insensatas perseguidas pelo Japão jamais poderão ser concretizadas. A mentalidade mercantilista de que se pode comprar com dinheiro um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU apenas expõe ainda mais a insensatez do Japão.

Jang Chol

Rodong Sinmun

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