terça-feira, 6 de outubro de 2026

Os Estados Unidos estão agindo com imprudência

A "paz e estabilidade do Estreito de Taiwan" é a retórica que os EUA e seus aliados vociferam como um bordão nos cenários internacionais.

Mas os EUA destroem sistematicamente a estabilidade regional e agravam continuamente a situação sob o pretexto de "rejeitar as tentativas unilaterais de mudança do estado atual" no referido Estreito.

Há alguns dias, apareceram na ilha de Taiwan os caças vendidos pelos EUA, o que constitui outro exemplo representativo da suposta contribuição especial dos EUA para a "paz e estabilidade" do Estreito de Taiwan.

Embora o país norte-americano descreva a venda de armamentos a Taiwan como uma medida para a "paz do Estreito", isso não passa de um descaramento equivalente a insistir que a bomba instalada diante da porta da casa de outra pessoa é para a segurança dela.

Quando estabeleceu relações diplomáticas com a China, os EUA reconheceram a República Popular da China como o único governo legítimo da China e Taiwan como parte da China. No entanto, politizaram e impuseram o fornecimento de armas a Taiwan independentemente da mudança de administrações e ajudam as forças separatistas a perseguir a "independência de Taiwan" e desafiar o princípio de "Uma Só China".

A soma total da ajuda em munições que os EUA aprovaram para Taiwan sob a forma de vendas de armamentos ao exterior durante a última década ultrapassa 39 bilhões de dólares, incluindo 11 bilhões de dólares, valor das vendas de armas aprovadas no ano passado pela atual administração estadunidense.

E, insatisfeitos com isso, os EUA consideram como fato consumado uma nova venda adicional de armamentos a Taiwan avaliada em 14 bilhões de dólares.

Eis a razão pela qual o Estreito de Taiwan não se encontra em paz e estabilidade há várias décadas.

Há alguns dias, os EUA proclamaram a primeira cadeia de arquipélagos, que inclui também Taiwan, como linha avançada para conter a China e tentam posicionar mísseis de última geração em uma ilha japonesa mais próxima de Taiwan. Também tentam "internacionalizar" a questão de Taiwan fazendo navios e aviões atravessarem o referido Estreito sob o pretexto da "liberdade de navegação".

Isso comprova mais uma vez que a "paz e estabilidade do Estreito de Taiwan" de que tanto falam os EUA é, em sua essência, uma "ajuda pela força à independência de Taiwan" e que a política de "Uma Só China" que eles próprios preconizam não passa de uma "perpetuação da divisão da China baseada na força".

A questão de Taiwan é um assunto interno da China, e a questão de como solucioná-la pertence inteiramente ao povo chinês. Portanto, nenhuma força estrangeira tem o direito de intervir nela.

Sem dúvida alguma, os EUA cometeram um erro em relação à questão de Taiwan e voltaram a tomar a perigosa via de consequências inimagináveis.

Alguns caças de fabricação estadunidense que serão estacionados em Taiwan poderão consolar momentaneamente as forças separatistas, mas não poderão reduzir a diferença de capacidade entre os dois lados do Estreito.

Por mais que as forças separatistas de Taiwan recorram a quaisquer meios e que os EUA prestem assistência a Taiwan, não poderão negar o fato de que Taiwan faz parte da China nem perturbar a compreensão fundamental da sociedade internacional que mantém o princípio de "Uma Só China".

Os EUA devem refletir se estão preparados para enfrentar diretamente a poderosa capacidade nacional da República Popular da China em nome da segurança de Taiwan e se são capazes de assumir a responsabilidade por suas consequências. E, se estão preocupados com suas consequências, deverão pensar e agir com discernimento.

A justiça não teme o confronto com a injustiça.

Ninguém deve questionar a capacidade e a vontade da China de preservar sua soberania, integridade territorial e interesses fundamentais.

A reintegração de Taiwan à China constitui uma causa justa e indispensável para transformar o anormal em normal, o injusto em justo e o instável em estável. Além disso, é um processo histórico e jurídico que ninguém pode negar.

A instabilidade do Estreito de Taiwan significa uma crise para os EUA, e a reintegração de Taiwan à China é apenas uma questão de tempo.

Kim Myong Chol, comentarista de assuntos internacionais

Agência Central de Notícias da Coreia

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