terça-feira, 6 de outubro de 2026

Uma aposta militar perigosíssima que traz a própria autodestruição

O Japão está criando uma crise ainda mais grave no ambiente de segurança regional ao introduzir em Kyushu o sistema de mísseis de médio alcance "Typhon" dos Estados Unidos.

O fato de as forças de Takaichi, obedecendo cegamente e agindo de forma servil aos Estados Unidos, que buscam executar uma estratégia militar hegemônica e de ataque preventivo, terem implantado no território japonês um sistema estratégico de armas de ataque revela ainda mais claramente a falsidade da "defesa exclusiva" e as ambições de confronto que o Japão alimentou durante muito tempo.

A China protestou fortemente, afirmando que a introdução pelo Japão de um sistema de mísseis de médio alcance aumenta o confronto militar e a corrida armamentista na região e destrói o equilíbrio estratégico. A Rússia advertiu o Japão de que necessariamente haverá uma forte resposta. Mesmo dentro do Japão, há amplo debate sobre os perigos disso.

As forças governantes japonesas ignoram tudo isso e zombam do mundo com jogos de palavras infantis.

Há poucos dias, o Ministério da Defesa japonês apresentou uma série de desculpas, dizendo que havia recebido dos Estados Unidos a explicação de que o sistema não seria implantado permanentemente, que não seriam posicionadas unidades operacionais e que ele seria imediatamente retirado após o término dos exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos. E acrescentou a interpretação de que o sistema de mísseis de médio alcance "Typhon" visa "reforçar a capacidade de dissuasão" e conter a "ameaça" proveniente das ativas atividades militares dos países vizinhos.

O problema é que, embora afirmem que não será permanente, na realidade será permanente.

O Escritório de Defesa de Okinawa já anunciou em seu site que os Estados Unidos transferirão, em meados deste mês, o sistema de mísseis de médio alcance "Typhon" implantado na Base Aérea de Kanoya das "Forças de Autodefesa" Marítimas para a Base de Kadena. Em maio passado, a agência de notícias japonesa Kyodo informou que esse sistema de mísseis de médio alcance seria armazenado em uma base das forças estadunidenses estacionadas no Japão. Isso indica que o sistema de mísseis de médio alcance dos Estados Unidos ficará permanentemente estabelecido no Japão.

Os Estados Unidos vêm elaborando e promovendo há muito tempo planos meticulosos para implantar mísseis de médio alcance no Japão a fim de conquistar a hegemonia militar no Nordeste Asiático. Sob o pretexto de exercícios militares, introduziram e retiraram os mísseis várias vezes, criando uma "imunidade" nos países vizinhos e dentro do próprio Japão e testando as possibilidades. Por fim, aproveitando a mentalidade dos políticos direitistas japoneses, tomados pelas ambições de nova agressão, escolheram o arquipélago como base para a implantação de mísseis de médio alcance.

Por sua vez, para alcançar seus próprios objetivos, o Japão seguiu ativamente a estratégia dos Estados Unidos e lançou uma ampla campanha de propaganda para apresentar como absolutamente necessária a implantação do sistema de mísseis de médio alcance "Typhon", colocando em primeiro plano a absurda justificativa de que o país estaria diante do "mais severo ambiente de segurança desde o pós-guerra". No fim, conforme exigido pelos Estados Unidos, introduziu os mísseis de médio alcance no arquipélago.

O sistema de mísseis de médio alcance "Typhon" é uma arma estratégica de ataque capaz de lançar mísseis de cruzeiro "Tomahawk", que podem transportar ogivas nucleares, e mísseis "SM-6", entre outros, podendo desferir ataques fatais e inesperados contra o adversário.

O "Tomahawk" tem alcance máximo de aproximadamente 1.600 km, colocando inclusive Pequim dentro de seu raio de alcance. A Rússia também não é exceção.

O Japão está se lançando em uma aposta militar extremamente perigosa, falando em "reforçar a capacidade de dissuasão".

Se, devido à loucura de confronto imprudente das forças de Takaichi, ocorrer um incidente de confronto acidental na região, o Japão, transformado em uma vitrine de equipamentos militares de fabricação estadunidense, incluindo mísseis de médio alcance, poderá sofrer uma enorme catástrofe.

A Rússia está emitindo um forte alerta de que responderá de forma abrangente à implantação de sistemas estadunidenses de mísseis de médio alcance em território japonês, inclusive adotando medidas de caráter técnico-militar. A China também está intensificando seus esforços para neutralizar as intenções militares do Japão e defender os interesses de segurança do país.

As forças governantes japonesas, que tentam reviver a era imperialista do passado, quando manipulavam o continente asiático à sua vontade com a ajuda do poder dos Estados Unidos, devem refletir profundamente sobre que tipo de desastre suas vãs ilusões poderão trazer ao próprio território.

Se as forças governantes japonesas tiverem sequer um pouco de pensamento racional, não deverão continuar se prendendo a essa perigosíssima aposta militar.

Ri Hak Nam

Rodong Sinmun

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