sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Conversa do camarada Kim Il Sung com o senhor Hong Myong Hui

6 de maio de 1948

Já faz mais de dez dias que nos vimos pela primeira vez na Conferência Conjunta do Norte e do Sul da Coreia. Eu pretendia visitá-lo há alguns dias, mas estive tão ocupado que só hoje consegui encontrar tempo e tive esta oportunidade.

Apesar da sua idade avançada, o senhor percorreu vários lugares neste período. Diga-me, sentiu algum desconforto? Certamente, deve ter enfrentado algumas dificuldades, apesar de nossos funcionários terem procurado proporcionar-lhe toda a atenção possível. Mas fico muito feliz em saber que o senhor não sofreu nenhum mal-estar nem encontrou qualquer inconveniente ao visitar fábricas, aldeias, estabelecimentos de ensino e centros culturais. No entanto, homens como o senhor, que já chegaram a uma idade avançada, devem cuidar especialmente da saúde e evitar o cansaço excessivo. Ainda há muito trabalho a fazer em benefício da pátria e da nação. É seu dever cuidar de si mesmo para poder trabalhar com maior eficiência daqui em diante.

Sob a dominação despótica do imperialismo japonês, o senhor não se curvou, mas manteve, contra todas as adversidades, sua consciência e integridade nacionais. Desde os tempos em que combatíamos os imperialistas japoneses nas montanhas, nutríamos profundo respeito por homens como o senhor, que lutaram dentro do país sem se ajoelhar diante desses imperialistas, mantendo bem elevadas sua consciência e integridade nacionais. Naquela época, preservar a consciência e a integridade nacionais não era algo fácil, ao alcance de todos. Nós, que combatemos os imperialistas japoneses nas montanhas, sabemos muito bem o alto preço que isso costumava custar. Além disso, após a libertação, o senhor rejeitou os afagos e as artimanhas dos estadunidenses e promoveu atividades patrióticas. Ouvi dizer, por intermédio de um homem, que o senhor, juntamente com o senhor Ho Hon e outras personalidades de diversos círculos, organizou uma comissão preparatória para nos receber e atuou como presidente dessa comissão. Embora isso não tenha produzido resultados devido à situação que se criou no país, seu gesto patriótico nos comoveu e estimulou profundamente.

Qual é a sua impressão sobre o percurso que fez por vários lugares da Coreia do Norte? O senhor disse que sabia que a Coreia do Norte havia prosperado muito, mas não imaginava que tivesse progredido tanto. O mesmo dizem, em uníssono, os demais delegados sul-coreanos que participaram da Conferência Conjunta do Norte e do Sul. Ouvi dizer que um deles, ao ver nossos operários produzindo ferro-gusa na Fundição de Ferro de Hwanghae sem ajuda estrangeira, ficou muito admirado e declarou que algo assim era inimaginável na Coreia do Sul.

A situação da Coreia do Norte, como o senhor pôde constatar com os próprios olhos, não é ruim. Graças às reformas democráticas, foram superadas, em todos os aspectos da vida social, as consequências da nefasta dominação colonial do imperialismo japonês, e foi instaurado um verdadeiro regime democrático. As fábricas e empresas destruídas pelos imperialistas japoneses foram restauradas e ampliadas, e a economia nacional está se desenvolvendo de maneira planejada. A produção agrícola também aumenta a cada ano, e escolas foram criadas e colocadas em funcionamento em todos os lugares. Todo o povo, sobretudo os operários e camponeses, participa livremente das atividades sociais e políticas, trabalha de acordo com suas capacidades e estuda conforme seus próprios interesses. Em poucas palavras, a Coreia do Norte avança vigorosamente pelo caminho da democracia.

O principal fator desse desenvolvimento, no curto período transcorrido desde a libertação, é que nosso povo avançou corajosamente pelo caminho de uma verdadeira democracia, escolhido por ele mesmo. Esse é o caminho que conduz à liberdade e à independência completas, à prosperidade e à felicidade sem limites. Convencida de que a democracia é o caminho que nosso país deve seguir, a população norte-coreana levantou-se como um só para construir uma nova Coreia democrática. Unida estreitamente, impulsionou essa tarefa, contribuindo cada qual com o que podia oferecer: trabalho, conhecimentos ou dinheiro. Isso nos permitiu alcançar grandes êxitos.

Entretanto, por mais importantes que sejam os êxitos alcançados na Coreia do Norte, eles não passam de conquistas elementares quando comparados ao futuro luminoso que aguarda nossa pátria.

Devemos construir, no território dos três mil ri, tão belo que parece bordado em ouro, uma nova sociedade livre da exploração e da opressão, na qual todo o povo desfrute de uma vida próspera e culta. Isso está longe de ser uma utopia, e sua realização tampouco é algo reservado a um futuro distante. Em um futuro próximo, será erguida em nossa pátria uma sociedade na qual todos os compatriotas do Norte e do Sul desfrutarão do bem-estar e dos avanços da civilização.

Atualmente, nosso povo realiza um vigoroso esforço para acelerar a construção de uma nova sociedade. Ninguém poderá detê-lo em seu impetuoso avanço rumo à realização dessa tarefa, pois está profundamente convencido da justeza de sua causa. Não há a menor dúvida de que nosso povo alcançará uma brilhante vitória na luta pela construção de uma nova sociedade.

A situação atual da Coreia do Sul é indescritível, como o senhor deve ter podido ver e constatar pessoalmente. O senhor disse que a Coreia do Norte se parece com uma família próspera, enquanto a Coreia do Sul se assemelha a uma família arruinada. A meu ver, essa é uma comparação muito apropriada para expressar a situação tão diferente do Norte e do Sul da Coreia.

Hoje, na Coreia do Sul, atos de terrorismo e assassinatos são cometidos à luz do dia, enquanto a depravação se alastra impunemente. Privado dos direitos que lhe caberiam como povo de uma nação libertada, o povo sofre com a fome e a miséria. Será que podemos tolerar que nossa nação, que durante trinta e seis anos viveu humilhada sob a opressão japonesa, sofra novas desgraças por culpa dos ianques? É verdadeiramente lamentável. Não consigo dormir ao pensar no destino infeliz da população sul-coreana.

Os imperialistas ianques são astutos. Quando sua política de escravização colonial da Coreia do Sul ficou plenamente evidente, levaram a questão coreana à ONU e, utilizando sua máquina de votação, criaram a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", na ausência de um representante do povo coreano. Isso constitui um insulto e um desprezo à nossa nação.

Como o senhor bem sabe, a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" não passa de uma vistosa fachada destinada a "legitimar" a política agressiva do imperialismo estadunidense na Coreia do Sul. Apesar da vigorosa oposição do povo coreano, os imperialistas ianques empenham-se freneticamente em realizar, a qualquer custo, "eleições separadas" na Coreia do Sul, sob a supervisão da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia". Em consequência disso, nossa nação corre o perigo de ser dividida.

De maneira alguma podemos permanecer de braços cruzados diante dessa situação. Somos uma nação homogênea que vive no mesmo território desde a Antiguidade. Como é possível que nossa nação, que preservou durante milênios sua unidade como povo homogêneo, seja dividida agora? Se nos limitarmos a observar esse grave perigo de divisão nacional sem tomar medidas para impedi-lo, cometeremos um crime vergonhoso perante as gerações futuras.

Diante da situação ameaçadora que se criou em nossa pátria, propusemos a realização de uma conferência conjunta de representantes dos partidos políticos e das organizações sociais do Norte e do Sul da Coreia para discutir medidas destinadas a deter e frustrar a manobra de criar um "governo separado por meio de eleições separadas". Essa proposta recebeu caloroso apoio não apenas de personalidades patrióticas e democráticas, mas também de alguns que, até pouco tempo antes, alimentavam ilusões a respeito dos Estados Unidos. O senhor e muitos outros representantes de partidos políticos e organizações sociais da Coreia do Sul acolheram nossa proposta e vieram a Pyongyang, arriscando a própria vida. Assim, realizou-se em Pyongyang a histórica Conferência Conjunta do Norte e do Sul.

Essa foi uma reunião de importância extraordinária na luta de nosso povo pela salvação nacional. Nela, chegamos a um acordo unânime para deter e frustrar as maquinações do imperialismo ianque destinadas a impor um "governo separado por meio de eleições separadas", defender a integridade territorial e alcançar a reunificação nacional. Também adotamos medidas para assegurar a unidade de ação na luta pela salvação nacional. Nunca antes, na história de nossa nação, os representantes de tantos partidos políticos e organizações sociais de diferentes correntes políticas haviam se reunido em um mesmo lugar para deliberar sobre o destino da pátria e da nação e chegado a uma posição unânime. A Conferência Conjunta do Norte e do Sul permanecerá para sempre na história de nossa nação como uma grande reunião que congregou personalidades patrióticas de todas as classes e camadas sociais sob a bandeira da integridade territorial e da reunificação nacional.

A decisão da Conferência Conjunta do Norte e do Sul encontra eco entre todo o povo de ambas as partes da Coreia e o estimula vigorosamente a lutar contra as "eleições e o governo separados". A população norte-coreana realizou numerosos comícios e manifestações em apoio à decisão da Conferência e, ao mesmo tempo, promove incansavelmente o movimento para aumentar a produção, expressando assim sua determinação de se opor à criação de um "governo separado por meio de eleições separadas". A população sul-coreana também trava uma luta grandiosa e heroica contra a criação desse "governo", respondendo ao apelo da Conferência. Isso significa que a decisão da Conferência está plenamente de acordo com os interesses de todo o povo coreano.

Os partidos políticos e as organizações sociais do Norte e do Sul da Coreia devem unir-se ainda mais estreitamente, com base no espírito da Conferência e no ideal da reunificação nacional, deixando de lado as diferenças ideológicas e as divergências de opiniões políticas. Somente a unidade pode conduzir ao ressurgimento nacional. Se os partidos políticos, as organizações sociais de caráter patriótico e todo o povo do Norte e do Sul da Coreia lutarem intimamente unidos, certamente frustrarão as manobras reacionárias do imperialismo ianque para criar um "governo separado por meio de eleições separadas" e instaurarão um governo unificado com base em princípios democráticos.

Nestes dias, regressam os representantes sul-coreanos que participaram da Conferência Conjunta do Norte e do Sul. Sentimos muito ter de nos despedir de pessoas com as quais estivemos reunidos, ainda que por pouco tempo, conversando sobre o destino da pátria e da nação e jurando marchar ombro a ombro na luta. Naturalmente, no caminho da luta pela pátria e pela nação, podemos nos encontrar e depois nos separar, ou vice-versa. Mas meu coração fica pesaroso ao ver os representantes regressarem à Coreia do Sul, onde imperam os imperialistas ianques e os reacionários.

O que o senhor pretende fazer daqui em diante? O senhor diz que deseja permanecer na Coreia do Norte; considero essa uma boa decisão.

Homens como Kim Ku e Kim Kyu Sik, apesar de desejarem permanecer aqui, viram-se obrigados a regressar à Coreia do Sul por receio da demagogia do inimigo, mas seu caso é diferente. Há muito tempo, os imperialistas ianques e seus lacaios o veem com maus olhos e o vigiam. Por isso, se souberem que o senhor esteve aqui, não o deixarão em paz. Assim, se regressar à Coreia do Sul, não apenas não poderá exercer livremente suas atividades políticas, como também sua própria vida estará em perigo.

Este ano, o senhor completa sessenta anos. Já é uma idade avançada, mas aqui também terá muitas coisas a fazer. Trabalhemos juntos aqui.

Para construir uma nova pátria, é necessário desenvolver a cultura nacional e promover o ensino; portanto, há, de fato, muitas coisas a fazer.

Promover a educação das gerações futuras e formar quadros nacionais é uma das tarefas mais importantes da construção de uma nova pátria. Nosso país dispõe de poucos quadros nacionais em consequência da dominação colonial do imperialismo japonês. Essa escassez representa hoje um grande obstáculo.

Para resolver o problema da formação de quadros nacionais, fundamos a Universidade e vários institutos de ensino superior, nos quais estamos formando uma nova geração de intelectuais entre os filhos dos trabalhadores. Em um futuro não muito distante, contaremos com intelectuais formados por nós mesmos. Mas isso não será suficiente para suprir inteiramente a escassez de quadros nacionais. Temos planos de fundar mais instituições de ensino superior no futuro, a fim de formar quadros em grande escala. Além disso, pretendemos implantar o ensino primário obrigatório dentro de alguns anos. Essas são tarefas pelas quais intelectuais como o senhor devem se responsabilizar.

Também devemos promover rapidamente a cultura nacional.

Nossa nação é inteligente, possui uma longa história de cinco mil anos e uma cultura brilhante. Desde tempos remotos, nosso povo vem desenvolvendo uma cultura magnífica, enriquecendo-a com inúmeros bens extraordinários que tornariam o país e a nação famosos em todo o mundo.

Antigamente, os imperialistas japoneses recorreram a toda espécie de manobras para aniquilar a brilhante cultura nacional de nosso povo. Restringiram ao máximo seu desenvolvimento, saquearam muitas riquezas culturais preciosas e tentaram até mesmo suprimir nossa língua e nosso alfabeto. A esplêndida cultura nacional de nosso povo perdeu seu brilho fascinante e foi impiedosamente pisoteada pelos agressores imperialistas japoneses, que aplicaram uma política de supressão cultural.

Restaurar e desenvolver essa cultura nacional, tão profundamente mutilada pelos imperialistas japoneses, tem grande importância para a construção de uma nova Coreia democrática. Somente promovendo a cultura nacional será possível incutir em nosso povo um elevado orgulho e dignidade nacionais e acelerar a construção de uma nova Coreia democrática. Devemos restaurar e desenvolver a cultura nacional, que outrora perdeu seu brilho, para que ela contribua para educar o povo nos nobres ideais patrióticos e para construir um Estado soberano e independente, rico e poderoso. Para restaurar e promover a cultura nacional, é conveniente assimilar corretamente o legado cultural do passado. Não devemos tentar revitalizar a cultura antiga tal como era, nem rejeitá-la indiscriminadamente. Ambas as atitudes obstruem igualmente o desenvolvimento saudável da cultura nacional. O princípio que devemos seguir ao adotar o legado da cultura nacional consiste em descartar o que está ultrapassado e identificar o que há de progressista e popular, promovendo-o de acordo com a realidade atual, em que estamos construindo uma nova Coreia democrática, e em consonância com os sentimentos e as necessidades do povo. Com base nesse princípio, devemos construir uma nova cultura nacional democrática, assimilando e desenvolvendo o patrimônio cultural nacional.

Como o senhor sabe, a língua é um dos valores intrínsecos de uma nação e, ao mesmo tempo, o principal meio que caracteriza a forma nacional de sua cultura. Sem desenvolver a língua coreana, não é possível fortalecer o caráter nacional de nossa cultura. Entretanto, hoje a língua coreana está repleta de numerosos japonesismos e outros estrangeirismos. Se a deixarmos nesse estado, sua pureza poderá desaparecer. Por isso, devemos lutar ativamente pelo desenvolvimento da língua coreana, preservando sua pureza.

É natural que pessoas como o senhor também devam se encarregar do trabalho de estruturar a cultura nacional da nova Coreia.

Creio que o senhor também poderá assumir a tarefa de reunir as forças patrióticas e democráticas da Coreia do Sul e ajudar a despertar sua população. Se o senhor, que viveu na Coreia do Sul, divulgar amplamente entre as personalidades patrióticas e os demais setores da população de lá nossa orientação sobre a reunificação da pátria, bem como a realidade da Coreia do Norte, poderá exercer uma influência poderosa sobre eles.

O senhor manifestou preocupação quanto à possibilidade de realizar um trabalho tão importante e, naturalmente, não se trata de uma tarefa fácil. Mas, com elevado espírito patriótico e firme vontade de luta, poderá realizar qualquer trabalho, por mais difícil que seja. Eu o ajudarei de todas as maneiras para que possa dedicar todas as suas capacidades a essa tarefa. Os intelectuais desempenham um papel importante não apenas na construção de uma nova pátria, mas também na luta revolucionária em geral. Por isso, sempre os valorizamos e lhes dedicamos carinho.

Desde o primeiro dia em que iniciamos a luta revolucionária, opomo-nos a tratar a questão dos intelectuais de nosso país segundo a concepção comum e esquemática que geralmente se tem dessa camada social.

Os intelectuais de nosso país, que sofreram o desprezo e a discriminação nacionais sob a dominação colonial do imperialismo japonês, rejeitam esse imperialismo e amam sua pátria e sua nação. Não há motivo algum para que nós, comunistas que lutamos pela pátria e pela nação, desconfiemos dos intelectuais que odeiam o imperialismo japonês e amam a pátria e a nação. Por isso, antigamente, quando lutávamos nas montanhas, nunca nos conciliamos com aqueles indivíduos de visão estreita que rejeitavam indiscriminadamente os intelectuais, rotulando-os de "elementos instruídos", "produtos de famílias ricas" e coisas semelhantes. Pelo contrário, conduzimos os intelectuais à luta revolucionária, reconhecendo-os, ao lado dos operários e camponeses, como uma força motriz da revolução coreana. Como resultado, numerosos intelectuais participaram da luta armada contra o imperialismo japonês e combateram corajosamente até o fim.

Também após a libertação, atribuímos tarefas importantes aos intelectuais e lhes garantimos condições ideais para que pudessem trabalhar e desenvolver plenamente suas aptidões. Como o senhor deve ter visto ao visitar diversos lugares, os intelectuais ocupam cargos importantes e colocam toda a sua inteligência e talento a serviço da pátria e da nação.

Também a grande maioria dos intelectuais da Coreia do Sul simpatiza com o Norte e nos acompanha. Isso ocorre porque avaliam conscientemente a verdade sobre o que está acontecendo, conhecem a realidade tão diferente do Norte e do Sul e reconhecem que nossa política em relação aos intelectuais é correta. Naturalmente, alguns intelectuais sul-coreanos não confiam em nós e hesitam em consequência da demagogia do imperialismo japonês e da propaganda anticomunista do imperialismo ianque. Pensam, equivocadamente, que nós, comunistas, embora lhes proponhamos lutar juntos agora, acabaremos por abandoná-los. Nós, comunistas, somos os mais fiéis aos nossos compromissos revolucionários. Marcharemos até o fim ao lado daqueles que decidirem definitivamente seguir nosso caminho, ajudando-nos e orientando-nos mutuamente. Embora alguns intelectuais da Coreia do Sul hesitem hoje por não conhecerem bem nossa política em relação aos intelectuais, acabarão refletindo e tomarão o caminho da luta ao nosso lado. Se tiverem o mínimo de amor pela pátria e pela nação, os intelectuais não poderão deixar de nos acompanhar.

Depositamos grandes esperanças no senhor. Não tenho dúvidas de que realizará muitos trabalhos magníficos em benefício de nossa pátria e de nosso povo.

Daqui em diante, cuide especialmente de sua saúde. O senhor poderá enfrentar dificuldades por viver sozinho, temporariamente separado de sua família. Se isso acontecer, peço-lhe que nos avise a tempo, para que possamos resolver os problemas sem demora. Quanto aos seus familiares, que se encontram em Seul, tomarei as medidas necessárias para que venham para junto do senhor em breve.

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