Recentemente, em várias regiões de Portugal, um grande número de pessoas iniciou uma greve em larga escala, exigindo a melhoria das condições de vida.
Cerca de 350 mil trabalhadores do setor público que aderiram à greve exigiram veementemente que as autoridades adotassem medidas para garantir seus direitos à subsistência. Milhares de pessoas realizaram uma marcha de protesto na capital, Lisboa. A greve paralisou o funcionamento das instituições públicas. Em dezembro do ano passado, também ocorreu em todo o país uma greve geral contra a injusta proposta das autoridades de revisar a legislação trabalhista, provocando grande confusão, com a suspensão da circulação de trens e o cancelamento de centenas de voos.
Enquanto isso, em toda a Espanha, dezenas de milhares de pessoas também realizaram manifestações de protesto, exigindo medidas para resolver a crise habitacional.
Anteriormente, na capital, Madri, uma idosa de 87 anos foi expulsa à força da casa onde vivia como inquilina havia várias décadas. O caso levou à apresentação no Parlamento de medidas destinadas a impedir a especulação imobiliária, mas elas acabaram sendo rejeitadas. Esse foi o estopim dos protestos.
Inúmeras pessoas indignadas reuniram-se na praça central de Madri, agitando cartazes com palavras de ordem que exigiam uma greve geral. O número de participantes chegou a cerca de 70 mil. Os manifestantes expressaram sua indignação diante de uma realidade em que os políticos não se preocupam com as exigências da população, mas exigem que esta se adapte aos interesses dos partidos políticos.
Em outras cidades, os manifestantes também protestaram veementemente contra a conduta injusta das autoridades, que priorizam exclusivamente os interesses dos ricos e ignoram a situação dos moradores que sofrem com os problemas habitacionais.
É um mau hábito dos governos dos países capitalistas impor o peso das crises às massas trabalhadoras por meio de uma exploração brutal sempre que elas surgem.
Atualmente, muitos países europeus enfrentam uma crise generalizada e grave.
A estagnação econômica persiste, a dívida pública dispara e, consequentemente, a turbulência social se intensifica. Isso ocorre porque as autoridades, apegadas a uma linha de confronto inútil, romperam os vínculos econômicos com a Rússia e provocaram, por iniciativa própria, uma crise energética. Além disso, continuam obcecadas com o apoio à Ucrânia, independentemente de os cofres públicos ficarem esvaziados.
Apesar disso, as autoridades dos países europeus ignoram medidas fundamentais, como a correção de suas linhas políticas equivocadas. Pelo contrário, implementam políticas de austeridade e ignoram por completo as questões relativas à melhoria das condições e do ambiente de trabalho. Além disso, tentam superar a crise tolerando e incentivando a especulação injustificada dos setores ricos. Como consequência, os direitos à subsistência da população são ameaçados e suas condições de vida inevitavelmente se deterioram cada vez mais.
No Reino Unido, a pobreza continua se agravando, e mais de 14 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Segundo os resultados de uma pesquisa de opinião, 75% da população desse país teme um futuro sombrio.
Na França, a taxa de desemprego atingiu seu nível mais elevado desde 2021. Somente no segundo trimestre, o número de desempregados chegou a 2,7 milhões. Na Finlândia, durante os últimos três anos, uma média de 3.600 empresas declarou falência a cada ano, provocando um rápido aumento do desemprego.
Segundo dados divulgados pela União Europeia, nos últimos dez anos, os preços das moradias nos países europeus aumentaram mais de 60%, enquanto os aluguéis subiram mais de 20%. Numa situação em que já é difícil garantir o próprio sustento, a contínua elevação dos preços das moradias representa uma pressão brutal sobre as massas trabalhadoras.
Diante dessas circunstâncias, é perfeitamente natural que as massas trabalhadoras se levantem para defender seu direito à vida.
Assim como no ano passado, neste ano os trabalhadores do setor de transporte público da Alemanha realizaram sucessivas greves, exigindo a melhoria das condições de trabalho e de vida.
Na França, também ocorreram simultaneamente, em diferentes regiões, greves e manifestações de âmbito nacional, com a participação de trabalhadores do setor elétrico, pescadores, estudantes, professores e até mesmo policiais. Em setembro do ano passado, esse país também foi palco de um movimento de protesto popular de um milhão de pessoas contra as medidas de austeridade das autoridades.
Também ocorreram sucessivas manifestações contra as políticas de guerra e confronto.
Entre os exemplos representativos estão a grande manifestação realizada na Suíça contra o grupo dos sete países ocidentais (G7) e as grandes reuniões e manifestações de protesto realizadas na Turquia, nas quais os participantes ergueram cartazes com palavras de ordem como "Orçamento para o povo, não para a OTAN".
Analistas políticos consideram que o sentimento de oposição aos governos continuará crescendo nos países ocidentais.
As incessantes manifestações de protesto popular no mundo ocidental são uma consequência inevitável da política antipopular.
Jang Chol

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