segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A mesa de aniversário preparada pessoalmente

Notas de visita ao "Pavilhão dos camaradas de armas da revolução"

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Nosso Líder era um pai benevolente que estimava e amava infinitamente os combatentes revolucionários."

Enquanto prosseguíamos nossa visita ao "Pavilhão dos camaradas de armas da revolução" do Museu da Revolução Coreana, não conseguíamos afastar-nos facilmente do local onde estavam expostos os materiais referentes ao camarada Thae Pyong Ryol.

A guia contou-nos a seguinte história, dizendo que o amor do grande Líder pelo camarada Thae Pyong Ryol era verdadeiramente profundo.

Era a noite de 3 de março de 1953.

O grande Líder, que dedicava dia e noite todo o seu empenho e esforço para conduzir à vitória a feroz Guerra de Libertação da Pátria, só se sentava para comer depois da meia-noite. Naquele dia, porém, dirigiu-se cedo ao refeitório.

O camarada Thae Pyong Ryol, que auxiliava o grande Líder em seu trabalho, pensou que ele estava prestes a partir apressadamente para uma visita de orientação no terreno e preparou-se para servir-lhe a refeição. Entretanto, o grande Líder ordenou-lhe que trouxesse ao refeitório todos os ajudantes de campo e membros da guarda pessoal.

O camarada Thae Pyong Ryol reuniu imediatamente todos os integrantes. Em pouco tempo, o refeitório estava repleto de diversos pratos.

O grande Líder fez com que todos aqueles homens, que permaneciam de pé sem compreender o que estava acontecendo, se sentassem ao redor da mesa e disse-lhes que naquele dia fariam uma refeição juntos.

Eles ficaram tão felizes com a oportunidade inesperada de compartilhar uma refeição em um ambiente acolhedor na companhia do grande Líder que mal conseguiam conter a alegria.

Foi então que o grande Líder, olhando afetuosamente para todos, disse que aquele era o aniversário do camarada Thae Pyong Ryol.

O camarada Thae Pyong Ryol não conseguiu esconder seu espanto. No instante seguinte, foi incapaz de conter a emoção que transbordava de seu peito.

Em meio àquela guerra implacável, na qual estava em jogo o destino da pátria, quem poderia sequer pensar em aniversários?

Entretanto, mesmo carregando sobre os próprios ombros o pesado fardo da guerra, organizando e dirigindo diariamente, a cada instante, as operações e os combates em toda a frente de batalha e cuidando de todo o país, o grande Líder não havia esquecido nem mesmo o aniversário de um de seus combatentes e preparara pessoalmente aquela ocasião especial.

Na verdade, o camarada Thae Pyong Ryol, que perdera os pais e os irmãos ainda na infância e enfrentara sozinho uma vida de sofrimento e privações, nem sequer sabia sua própria idade ou data de nascimento.

Na primavera de 1936, quando o grande Líder o conheceu, após sua entrada na companhia juvenil da Guerrilha Antijaponesa, perguntou-lhe sua idade e data de nascimento. Como nunca havia ouvido sequer a expressão data de nascimento, ele hesitou antes de responder que tinha 16 anos, tomando como referência a idade dos rapazes de sua geração, e que não sabia ao certo quando havia nascido. O grande Líder, com o semblante entristecido, como se sentisse uma profunda dor no coração, perguntou-lhe quando havia ingressado na unidade após chegar à zona guerrilheira. Em seguida, propôs que o dia 3 de março, data de seu ingresso no exército guerrilheiro, fosse estabelecido como seu aniversário.

Assim, somente depois de ser acolhido nos braços do grande Líder é que o camarada Thae Pyong Ryol passou a ter um aniversário e iniciou uma trajetória de vida repleta de glória.

Lágrimas ardentes escorreram abundantemente dos olhos do camarada Thae Pyong Ryol.

O grande Líder olhou ternamente para ele e disse, com profunda emoção, que o camarada Thae Pyong Ryol havia perdido os pais muito cedo, vivido desde a infância como membro do Corpo das Crianças e combatido após ingressar na Guerrilha Antijaponesa. Por isso, nunca tivera a oportunidade de receber uma mesa de aniversário preparada com carinho por seus próprios familiares. Embora não houvesse nada de extraordinário à mesa, deveriam desfrutar daquela refeição com alegria.

O grande Líder, que havia estabelecido a data de nascimento daquele homem que vivera sem sequer conhecer o próprio aniversário e que, durante os dias da grande guerra antijaponesa, preparou para ele a primeira mesa de aniversário de sua vida, voltava a demonstrar-lhe, em meio às duras circunstâncias da guerra, uma atenção afetuosa, permitindo-lhe celebrar alegremente seu aniversário.

Não eram os revolucionários coreanos, os combatentes do grande Líder, pessoas que não poderiam viver sequer por um instante longe dos braços daquele grande pai benevolente?

O grande Líder disse ao camarada Thae Pyong Ryol, que não conseguia conter a emoção, que naquela noite não tinha outros compromissos e que todos deveriam descansar e desfrutar juntos de momentos agradáveis. Em seguida, dirigiu-se ao gabinete do Quartel-General Supremo.

Ao ouvir essa história comovente, compreendemos profundamente, com toda a nossa alma, que, por terem guardado o caloroso amor do grande Líder como o fio vital de seu destino e a fonte que nutria sua existência, os combatentes revolucionários, entre eles o camarada Thae Pyong Ryol, puderam preservar firmemente suas convicções revolucionárias e trilhar inabalavelmente o caminho da fidelidade, mesmo diante de quaisquer provações e adversidades.

Choe Mun Gyong

Rodong Sinmun

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