Discurso de encerramento do camarada Kim Il Sung no 2º Congresso do Partido do Trabalho da Coreia do Norte
29 de março de 1948
Camaradas:
No Congresso, muitos camaradas fizeram uso da palavra, manifestando caloroso apoio à linha e a todas as orientações apresentadas pelo Comitê Central do Partido. Considero que, nos discursos de muitos camaradas, o trabalho realizado pelo Comitê Central do nosso Partido durante o período em análise foi suficientemente apreciado.
Em resumo, o Congresso demonstrou claramente, mais uma vez, que nosso Partido cresceu e se tornou um partido poderoso, que goza de prestígio e confiança inabaláveis entre as massas populares, e que cumpriu triunfalmente as tarefas da revolução democrática na Coreia do Norte, alcançando enormes êxitos na construção econômica e cultural ao mobilizar a grande força criadora de todo o povo. Este é um brilhante triunfo alcançado graças à correta linha política do Comitê Central do nosso Partido e ao fato de que todos os membros do Partido e todo o povo, sustentando a linha partidista, lutaram heroicamente por sua realização.
Nosso Partido empenhou-se em cumprir o dever internacionalista atribuído ao nosso povo como membro integrante do campo democrático mundial e transformou decisivamente, em favor da democracia, a situação da Coreia, que constitui um elo da luta mundial entre a democracia e a antidemocracia. Nosso Partido transformou a Coreia do Norte não apenas na base democrática da revolução coreana, mas também na vanguarda oriental do campo democrático mundial, e a defende firmemente.
Nosso povo, que já não é uma nação colonial submetida à opressão, mas uma nação libertada, tomou firmemente seu destino em suas próprias mãos e luta de cabeça erguida contra a política de escravização colonial do imperialismo ianque, orgulhando-se perante o mundo inteiro dos brilhantes êxitos alcançados na construção de uma nova vida.
A Federação dos Sindicatos, a União das Mulheres, a União da Juventude Democrática e outras organizações sociais surgiram na arena internacional, e as delegações do nosso país já participaram, em várias ocasiões, de reuniões internacionais, nas quais realizaram ampla propaganda dos êxitos alcançados pela nossa nação.
Desde os primeiros dias da fundação do Partido, seu Comitê Central convocou todos os militantes e o povo à luta pelo estabelecimento de uma República popular democrática e organizou e mobilizou todas as forças para criar na Coreia do Norte uma base política e econômica para a fundação de uma pátria democrática, reunificada e independente.
O Partido formou uma sólida frente única com os partidos políticos e as organizações sociais democráticas que verdadeiramente amam a pátria e, isolando as forças reacionárias, denuncia e frustra a cada passo a política agressiva dos imperialistas estadunidense. A Frente Única Nacional Democrática da Coreia do Norte reuniu sob sua égide mais de 6 milhões de pessoas organizadas, e nosso Partido desempenha nela, invariavelmente, o papel de núcleo. Unir as forças patrióticas e democráticas de todas as classes e camadas sociais mediante a correta aplicação da política partidista relativa à frente única e mobilizá-las, assim, para a luta comum de toda a nação contra o imperialismo ianque e seus lacaios constitui uma importante garantia da nossa vitória.
A base democrática que nosso Partido estabeleceu na Coreia do Norte desempenha hoje um papel decisivo na luta de libertação do povo coreano.
A nova vida livre e feliz da Coreia do Norte, criada como resultado da tomada do poder pelo povo e da realização das reformas democráticas, estimula imensamente o povo sul-coreano, que sofre com a privação de direitos e a miséria, e demonstra claramente a todo o povo coreano que o caminho seguido pela Coreia do Norte é correto. Com a rápida restauração e o desenvolvimento da economia nacional na Coreia do Norte, consolida-se ainda mais a base material para a plena soberania e independência da pátria e para a prosperidade da nação.
A fim de consolidar legalmente os êxitos alcançados na realização das reformas democráticas e na construção de uma nova vida, bem como indicar a todo o povo coreano o caminho a seguir, elaboramos o projeto da Constituição provisória da República Popular Democrática da Coreia e o submetemos à discussão de todo o povo. Nosso Partido estabeleceu firmemente os órgãos de segurança popular e fundou o Exército Popular para defender as conquistas revolucionárias do nosso povo e proteger seus interesses e seu trabalho pacífico.
Todos esses êxitos alcançados na luta revolucionária e na construção econômica são inconcebíveis sem o papel dirigente do nosso Partido. Ele transformou suas fileiras em um destacamento de vanguarda combatente da revolução coreana, uniu firmemente ao seu redor milhões de pessoas e, assim, conduziu incessantemente o povo coreano à vitória.
Antes de tudo, o Comitê Central do Partido dedicou profunda atenção à superação dos efeitos nocivos do faccionismo e do separatismo regional no campo ideológico, bem como à garantia da unidade organizativa e ideológica do Partido.
O Partido incorporou às suas fileiras um grande número dos melhores elementos de vanguarda entre os operários, camponeses e intelectuais trabalhadores, expulsou os pequenos proprietários urbanos de atitude vacilante e os preguiçosos e estabeleceu uma sólida disciplina organizativa no interior do Partido. Formamos um grande número de novos quadros e promovemos numerosos elementos ativos de origem trabalhadora, constituindo, desse modo, os organismos partidistas de todos os níveis, desde o centro até as unidades de base, com quadros competentes.
Durante o período em análise, nosso Partido realizou, de fato, muitos trabalhos, e os êxitos alcançados pelo nosso povo são enormes. Contudo, com isso, apenas demos o primeiro passo na luta pela libertação completa da nossa nação e pela construção de uma pátria reunificada, poderosa e próspera. Nosso Partido e o povo ainda enfrentam muitas dificuldades e numerosas tarefas importantes.
Antes de tudo, a tarefa mais urgente é frustrar a conspiração dos imperialistas estadunidenses, destinada a dividir nossa pátria e realizar as reacionárias eleições separadas na Coreia do Sul. Temos de mobilizar as forças de todo o Partido e de todo o povo na luta para conseguir que as tropas estrangeiras se retirem simultaneamente tanto do Norte quanto do Sul da Coreia e que nosso próprio povo alcance, sem intervenção estrangeira e por seus próprios esforços, a soberania e a independência da pátria e sua reunificação democrática, conforme propôs a União Soviética.
A base democrática estabelecida na Coreia do Norte deve ser resolutamente fortalecida, a fim de se opor à política de escravização colonial dos imperialistas ianques e destruí-la por completo. Somente quando consolidarmos ainda mais o Poder Popular na Coreia do Norte, unirmos mais firmemente as forças democráticas ao redor do nosso Partido e desenvolvermos rapidamente a economia nacional poderemos construir com nossas próprias mãos o Estado unificado, soberano e independente da nação coreana.
Uma questão importante nesse sentido é elevar o nível de consciência ideológica partidista e o nível político e profissional dos funcionários dirigentes dos órgãos do poder em todos os níveis, desde os diretores de departamento até os presidentes dos comitês populares de comuna, para que cumpram correta e infalivelmente as tarefas que lhes foram atribuídas pelo Partido. Não se deve subestimar o trabalho de educação dos quadros que ocupam altos cargos; pelo contrário, quanto mais elevada for a posição que ocupam, mais se deve intensificar sua educação partidista.
Todos os quadros, desde os diretores de departamento até os funcionários dos órgãos inferiores, devem saber exercer o poder e executar corretamente a política do Partido. No campo da construção econômica, houve casos em que se prestou ajuda a latifundiários, capitalistas e especuladores, o que também pode ser atribuído ao fato de os diretores de departamento não saberem exercer o poder nem executar a política do Partido. Devemos intensificar o trabalho de educação dos funcionários dos órgãos do poder para que possam cumprir plenamente suas obrigações.
Devemos concentrar nossas forças na luta pelo cumprimento do atual plano econômico nacional de 1948. A principal tarefa do plano econômico nacional deste ano consiste em impulsionar a restauração da indústria pesada e, ao mesmo tempo, produzir uma grande quantidade de artigos de primeira necessidade para o povo, desenvolvendo a indústria leve, sobretudo a indústria local, bem como abastecer a população de alimentos e garantir matérias-primas para a indústria mediante o rápido desenvolvimento da economia rural. Os órgãos do poder de todos os níveis não devem limitar a construção econômica a meras palavras, mas realizar efetivamente o trabalho necessário para elevar a produção, reduzir os preços dos artigos e melhorar as condições de vida do povo.
O que sentimos de maneira mais aguda durante a execução do plano econômico nacional do ano passado foi a necessidade de elevar o nível dos conhecimentos econômicos e técnicos dos trabalhadores. Todos os membros do nosso Partido, sem exceção, devem possuir conhecimentos concretos sobre a construção econômica e a técnica, além de dominar as questões relativas aos respectivos cargos. Somente assim nosso Partido poderá garantir a rápida reconstrução e o desenvolvimento da economia nacional e aproximar ainda mais o futuro feliz e próspero do povo coreano.
Juntamente com a construção econômica, devemos também dedicar grande atenção ao desenvolvimento da cultura nacional. Somente elevando o nível cultural do povo, formando quadros nacionais e desenvolvendo a cultura nacional poderemos acelerar a construção de um Estado soberano e independente, rico e poderoso. Todos devem empenhar-se para cumprir e superar as metas estabelecidas no plano econômico nacional para os setores da educação, da cultura e da saúde pública.
O mais importante nesse sentido é que nosso Partido realize bem seu trabalho com os intelectuais, como professores, escritores, artistas, médicos, etc. Entre nossos intelectuais, muitos ainda conservam resquícios das antigas ideias do imperialismo japonês e desconhecem as particularidades da história e da cultura de seu país, bem como a orientação seguida pelos povos progressistas do mundo. Devemos intensificar o trabalho com professores, escritores, artistas e médicos e armá-los firmemente com as nobres ideias patrióticas e a concepção científica de mundo do marxismo-leninismo, para que dediquem todo o seu talento e entusiasmo ao desenvolvimento da cultura nacional e à causa da construção do Estado.
Travar resolutamente a luta contra as ideias reacionárias em todos os domínios constitui uma tarefa urgente que temos diante de nós. Hoje, nossa pátria encontra-se dividida em duas partes, Norte e Sul, e os imperialistas estadunidenses e os reacionários nacionais difundem freneticamente, ao sul do Paralelo 38, ideias reacionárias corruptas e nocivas. Esses malfeitores recorrem a todos os meios para corromper o fervor patriótico e a consciência revolucionária do povo coreano e fazem esforços insanos para disseminar suas ideias reacionárias até mesmo na Coreia do Norte. Devemos lutar vigorosamente para impedir que a influência dessas ideias hostis penetre em nosso Partido e em nosso povo e esmagar por completo a sinistra tentativa dos inimigos de transformar novamente nosso povo em escravo dos imperialistas estrangeiros, dos latifundiários e dos capitalistas entreguistas.
Não devem esquecer que os latifundiários e capitalistas entreguistas derrubados ainda sonham inutilmente com a restauração do antigo regime e que sua influência ideológica pode alcançar alguns setores atrasados do nosso povo. As ideias de um latifundiário privado de suas terras só desaparecem com sua morte, como observou um camarada ao falar sobre as ideias do faccionismo. Tendo plena consciência disso, devemos envidar esforços incessantes para eliminar toda espécie de influência das ideias reacionárias.
Também merece destaque a necessidade de intensificar a vigilância contra os especuladores e os infames presbíteros e pastores.
Entre os operários, camponeses e funcionários de escritório, não houve ninguém que sofresse prejuízos com a troca da moeda realizada em dezembro do ano passado. Como foram os únicos prejudicados, os especuladores têm motivos para se queixar disso. Além disso, suas queixas aumentam ainda mais à medida que se desenvolvem cada vez mais a nossa indústria estatal e o comércio do Estado e das cooperativas de consumo.
Os presbíteros e pastores reacionários também estão ressentidos conosco, pois quase todos possuíam terras e viviam inteiramente na ociosidade. Em particular, há 40 anos os malignos ianques vinham manobrando freneticamente para difundir sua influência ideológica no território da Coreia por meio da religião e se empenhavam em criar e amparar presbíteros e pastores reacionários, transformando-os em base social de sua agressão à Coreia. Nesse contexto, manifesta-se entre os cristãos a tendência de adorar incondicionalmente os Estados Unidos; e, calculando que o despertar do nosso povo dificultaria a realização de suas ambições, os pastores reacionários mostram-se descontentes com o nosso Partido, que esclarece e desperta politicamente o povo, e se opõem à sua política.
Não devemos ficar tranquilos nem afrouxar a vigilância pelo fato de as reformas democráticas terem sido realizadas vitoriosamente na Coreia do Norte e de a linha e a política do nosso Partido estarem sendo executadas com êxito. Pelo contrário, devemos intensificar ainda mais a vigilância contra os latifundiários, especuladores, presbíteros e pastores reacionários e impedir por completo a penetração de toda espécie de ideias reacionárias, explicando e difundindo amplamente nossa política e ideologia entre os membros do Partido e as massas populares.
De modo particular, devemos dedicar atenção especial à garantia da pureza das fileiras do nosso Partido. Já expulsamos os elementos pró-japoneses que haviam se infiltrado nele, mas, daqui em diante, devemos continuar travando uma luta enérgica contra a infiltração, em nosso Partido, de elementos estranhos provenientes das classes inimigas e dos exploradores, bem como contra a difusão da influência de suas ideias reacionárias no interior do Partido.
Para concluir, abordarei a questão do faccionismo dentro do Partido. Embora esse problema tenha sido mencionado muitas vezes, tanto ontem quanto hoje, gostaria de acrescentar algumas palavras a respeito.
Atualmente, não existe nenhuma grande facção em nosso Partido. Parece correto dizer que restam apenas elementos faccionistas no Partido, os quais impedem seu desenvolvimento.
No passado, muitos comunistas coreanos atuavam separadamente em Hongwon, Seul e outras regiões e, devido à intensa repressão dos japoneses, formavam pequenos grupos clandestinos de poucas pessoas. Comportavam-se como se cada um fosse um "líder", considerando sua própria teoria a melhor e acreditando que ninguém mais existia além deles. Como cada um agia como "líder", não conseguiam unir suas forças nem formar um partido revolucionário unificado, tampouco estabelecer relações normais com os comunistas de outros países. Assim, formaram-se pequenas facções, como os grupos M-L, Hwayo, Seul e o Grupo Com., entre outros. Como cada grupo se considerava superior aos demais, brigavam entre si para impor sua autoridade. Isso significa que, naquela época, o Partido não possuía uma base de massas.
A situação atual, porém, é completamente diferente. Hoje, nosso Partido já está assentado sobre uma sólida base de massas e incorporou às suas fileiras os elementos mais destacados e avançados entre os operários, camponeses e intelectuais trabalhadores, que lutam com abnegação e sinceridade pela pátria, pela revolução e pela felicidade do povo. Portanto, não pode haver nenhuma facção, não existe nenhuma de fato e tampouco haverá no futuro.
Entretanto, os faccionistas ainda permanecem escondidos dentro do Partido e continuam tramando suas manobras sinistras aqui e ali.
Sobretudo, comportam-se publicamente como se oferecessem apoio, mas, pelas costas, agem contra o Partido. Isto é, fingem apoiar às claras, mas contradizem às escondidas, algo que O Ki Sop fazia com frequência. Frente a frente, não ousam apresentar objeção alguma, mas, pelas costas, murmuram e caluniam o Partido. Por exemplo, quando se realizava a transformação da União da Juventude Comunista em União da Juventude Democrática, explicou-se várias vezes que, se aquela fosse mantida tal como estava, outros partidos e organizações religiosas poderiam atrair muitos jovens e que, por isso, era necessário transformá-la na União da Juventude Democrática, uma organização de massas. O Ki Sop também acabou dando sua aprovação, mas, quando foi a Haeju, proferiu um discurso inteiramente contrário a essa decisão. Jong Tal Hon também foi à província de Hamgyong Sul e mentiu, dizendo que se havia decidido não transformar a União da Juventude Comunista apenas naquela província.
Depois disso, os faccionistas atraem pessoas para seu lado com base em laços de parentesco, companheirismo escolar e origem regional, ou sob o pretexto de que, no passado, pertenciam à mesma facção e estiveram presos na mesma cadeia. Convidam-nas para suas casas e lhes cochicham coisas enquanto lhes servem bebidas alcoólicas. Todos esses são métodos perigosos do faccionismo. Com esses métodos artesanais, quando conseguiriam formar uma facção, se nós já estabelecemos uma escola do Partido que educa todos os anos milhares de quadros dirigentes do Partido? Trata-se de um jogo estúpido.
Parece que O Ki Sop decidiu organizar pelo menos uma pequena facção quando percebeu que não conseguiria formar uma maior. Ao se transferir do Departamento de Propaganda para o Departamento do Trabalho, levou consigo muitas pessoas de sua confiança. Isso se assemelha muito ao que fizeram os militaristas chineses Wu Pei-fu, Zhang Zuo-lin, Han Fu-chi e outros. Entretanto, por mais astutas e sinistras que sejam suas manobras, o Partido as observa com toda a clareza, como um "cristal maravilhoso" capaz de revelar o "diabo".
Pode-se dizer que todas essas tendências decorrem da inclinação ao carreirismo individualista. Originalmente, o faccionismo tem suas raízes nas ideias equivocadas do carreirismo individualista. Trata-se de uma ideia antipartidista, própria de quem não ama verdadeiramente a pátria e a nação nem se dedica inteiramente ao Partido e à revolução, mas, pelo contrário, consagra tudo apenas a si mesmo e à própria fama. O "artigo" sobre os sindicatos escrito por O Ki Sop também é produto das ideias do carreirismo individualista. Se ele pretendia publicar um artigo teórico sobre essa questão, deveria, pelo menos, tê-lo apresentado ao Comitê Político para consulta. Entretanto, O Ki Sop plagiou um artigo escrito por Lenin durante o período da Nova Política Econômica e o publicou em seu próprio nome. É evidente para todos que as medidas aplicadas naquela época na Rússia não poderiam ser adequadas à Coreia de hoje. Mas O Ki Sop fingia saber, embora não soubesse nada, e não hesitava em fazer qualquer coisa, desde que isso lhe trouxesse fama.
O Ki Sop, Jong Tal Hon, Choe Yong Dal e outros não realizavam adequadamente a autocrítica nas reuniões, limitando-se a pronunciar palavras vazias, sem conteúdo algum. Também é incorreta a atitude de O Ki Sop de reagir atacando os outros: por que só me criticam, sem criticar os demais, como, por exemplo, o camarada Mu Jong? Como qualquer pessoa pode cometer erros em seu trabalho, é importante refletir seriamente sobre isso e esforçar-se para não repetir o mesmo defeito.
Quando o Comitê Organizativo estava sendo formado, O Ki Sop não se opôs a ele inicialmente, supondo que seria designado seu responsável. Porém, quando outra pessoa foi nomeada dirigente, começou a apresentar objeções. Embora Jong Tal Hon tivesse declarado que se opunha às pessoas vindas do exterior e apoiava o "centro" de Seul, a verdadeira razão de sua oposição à criação do Comitê Organizativo era a impossibilidade de estabelecer seu próprio "centro" na província de Hamgyong Sul. Naquela época, eu os mantinha nos importantes cargos de responsabilidade que já ocupavam, partindo do princípio de que, desde que realizassem bem o trabalho, não importava quem estivesse à frente.
Mesmo depois da criação do Comitê Organizativo, o Partido não conseguiu desempenhar suficientemente suas funções durante os primeiros meses, porque elementos estranhos e especuladores infiltrados em suas fileiras realizavam manobras subversivas, os faccionistas continuavam com suas intrigas e alguns quadros responsáveis só tinham olhos para Seul. Por isso, convocamos a III Reunião Ampliada do Comitê Executivo do Comitê Organizativo, na qual adotamos medidas organizativas firmes e decisivas.
Os erros cometidos por O Ki Sop desde a fundação do Partido são muito graves e justificariam sua expulsão do Partido. Contudo, se ele se arrepender profundamente dos erros cometidos e decidir não voltar a repeti-los, considero possível tratá-lo com indulgência, levando em conta que, no passado, lutou durante algum tempo contra o imperialismo japonês.
A deficiência de Choe Yong Dal consiste na completa ausência de consciência de classe e no desrespeito ao Partido. Além disso, praticou muitos atos para estreitar relações com os pró-japoneses e se opôs à expulsão deles. É também um descarado que apresentou à Assembleia Popular um elemento pertencente à "Hyophwahoe" para que fosse eleito juiz do Tribunal Supremo. A autocrítica que fez hoje não tem conteúdo algum. Contra elementos como esse, devemos intensificar devidamente a vigilância. Se houvesse a menor vacilação ou qualquer desunião ideológica no interior do nosso Partido, os reacionários se apressariam imediatamente em tirar proveito disso.
Em conclusão, devemos lutar resolutamente para garantir uma disciplina férrea dentro do Partido e a unidade do movimento comunista da Coreia, e devemos imobilizar os faccionistas, impedindo-os de agir a seu bel-prazer. Se alguém, seja um diretor de departamento ou qualquer outra pessoa que ocupe uma posição de responsabilidade, causar algum prejuízo ao Partido e à revolução, por palavras ou ações, deverá necessariamente ser criticado e realizar uma autocrítica rigorosa, por menor que tenha sido o prejuízo causado.
Outro ponto que gostaria de mencionar é a questão da direção das organizações sociais. Atualmente, um número considerável de organizações do nosso Partido não exerce influência partidista suficiente sobre os membros das organizações sociais e deixa passar despercebidos fatos como o ingresso desses membros em partidos contrários aos interesses de sua classe. Por exemplo, camponeses pobres de regiões montanhosas remotas ingressam no Partido Chongu, embora, do ponto de vista de classe, não tenham motivo algum para se filiar a outro partido. Essa é uma realidade grave. Isso demonstra que o trabalho das organizações do nosso Partido junto às massas é insuficiente e que nossos militantes estão atrasados em suas atividades políticas no interior dessas organizações. Acima de tudo, devemos fortalecer os quadros das organizações sociais. Não se devem enviar a essas organizações quadros que cometeram este ou aquele erro e foram punidos pelo Partido, mas sim quadros competentes e politicamente preparados.
Camaradas:
Acabamos de realizar um congresso de importância transcendental na história do nosso Partido e do nosso povo. As resoluções adotadas no Congresso do Partido contribuirão enormemente para fortalecer ainda mais nosso Partido e conduzir o povo coreano a uma nova e grande vitória no futuro.
Estou certo de que as organizações partidistas de todos os níveis, os camaradas delegados presentes neste Congresso e todos os membros do Partido travarão, juntamente com as massas populares, uma luta vigorosa pela concretização das resoluções do Partido, mantendo-as firmemente no alto, e assim cumprirão brilhantemente a missão histórica atribuída ao nosso Partido na luta pela reunificação e independência da pátria e pela prosperidade da nação.

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