sexta-feira, 16 de outubro de 2026

OTAN cria um novo foco de conflito

Recentemente, entre os países membros da OTAN, têm surgido vozes defendendo o bloqueio da região de Kaliningrado, território russo. Chegou-se até mesmo ao absurdo de afirmar que as bases russas de defesa antiaérea e de mísseis ali localizadas serão reduzidas a escombros.

O ministro da Defesa da Estônia falou abertamente sobre as "vantagens de uma guerra preventiva" contra a Rússia.

A região de Kaliningrado situa-se no extremo ocidental da Rússia, longe do território continental do país, e faz fronteira com a Polônia e a Lituânia. Para que os cerca de um milhão de habitantes dessa região viajem para o território continental russo, ou para que os cidadãos russos que vivem no território continental cheguem por via terrestre a Kaliningrado, é indispensável passar pela Lituânia, pela Polônia ou pela Bielorrússia. Trata-se, literalmente, de uma região com uma localização peculiar. Atualmente, Kaliningrado está sob a "atenção especial" da OTAN.

A OTAN está elaborando planos concretos para isolar essa região nos planos militar e político. Realiza incessantemente exercícios militares agressivos e aperfeiçoa diversos cenários de ataque, incluindo o bloqueio de Kaliningrado, o isolamento dos portos russos no mar Báltico e a mobilização de forças armadas. Também promove iniciativas para que o exército ucraniano transmita às forças da OTAN a experiência adquirida em combates reais contra o exército russo.

Os países vizinhos da Rússia estão reforçando suas tropas, elevando os gastos militares a níveis sem precedentes e ampliando suas infraestruturas militares. No ano passado, as despesas militares dos países membros da OTAN totalizaram 1,5 trilhão de dólares. Segundo avaliações de especialistas, caso essa tendência persista, o montante poderá atingir 6,6 trilhões de dólares em 2035. A construção de novas instalações da indústria bélica avança rapidamente, enquanto se promove a integração de tecnologias e invenções civis de uso duplo à indústria de defesa.

Desde maio do ano passado, a 45ª Brigada Blindada do Exército Federal Alemão está estacionada na Lituânia, país que faz fronteira com a região de Kaliningrado.

A OTAN pretende concluir até 2030 os preparativos para um confronto com a Rússia. Em abril passado, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Bélgica declarou que, graças aos ucranianos estarem derramando sangue para ganhar tempo, ainda dispõem de alguns anos de margem.

Como se pode ver, a obsessão confrontacionista antirrussa da OTAN atingiu seu extremo. Sob o desígnio sinistro de estender o incêndio da guerra às profundezas do território continental russo, a OTAN forneceu armas de ataque de longo alcance aos seus fantoches ucranianos e os instigou a atacar o território russo. Agora que isso não produziu resultados significativos, procura criar um novo foco de conflito.

A recente declaração do primeiro-ministro da Eslováquia, segundo a qual alguns belicistas da OTAN estão tentando, mesmo que tenham de pagar um preço, transformar a guerra na Ucrânia em um confronto entre a Rússia e a OTAN, foi feita tendo isso em vista.

A Rússia está respondendo resolutamente às perigosíssimas movimentações da OTAN.

Já manifestou sua determinação de tomar todas as medidas necessárias para defender seu território caso ocorra uma tentativa de separar Kaliningrado da Rússia. A posição russa é que não ameaça os países europeus nem tem intenção de fazê-lo, mas, se a Europa atacar seu país, isso dará origem a uma guerra de natureza completamente diferente, extremamente breve.

A questão de Kaliningrado, que se torna cada vez mais aguda, está elevando drasticamente a possibilidade de um confronto armado direto entre a Rússia e a OTAN. O perigo de eclosão de uma nova guerra mundial está aumentando.

A conduta anacrônica da OTAN pode provocar consequências catastróficas irreversíveis.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun 

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