sábado, 17 de outubro de 2026

O padrão duplo rejeitado por todos

No dia 5, durante uma reunião da Sexta Comissão da Assembleia Geral da ONU, realizada sob o tema “Medidas para eliminar o terrorismo internacional”, o representante permanente adjunto da China junto à ONU proferiu um discurso no qual se opôs à aplicação do padrão duplo na luta antiterrorista e à ingerência nos assuntos internos de outros países sob o pretexto de combater o terrorismo.

Também na reunião informativa sobre o estado de implementação da Estratégia Global das Nações Unidas contra o Terrorismo, realizada em março passado, o representante permanente da China junto à ONU enfatizou que era necessário opor-se ao combate seletivo ao terrorismo e à aplicação do padrão duplo, respeitar a diversidade das civilizações e eliminar as raízes que permitem o surgimento do terrorismo.

Na arena internacional, a aplicação do padrão duplo no combate ao terrorismo vem sendo contestada há décadas.

Isso ocorre porque o Ocidente utiliza organizações terroristas e extremistas para concretizar seus objetivos geopolíticos ou interfere incessantemente nos assuntos internos de outros países sob o pretexto de “combater o terrorismo”.

A chamada “guerra contra o terrorismo”, iniciada pelo Ocidente após os atentados de 11 de setembro de 2001, intensificou os conflitos e a confusão em diversas regiões e países, fez com que milhões de pessoas inocentes se tornassem vítimas e provocou o surgimento de um grande número de refugiados. Em contrapartida, as atividades terroristas se intensificaram ainda mais.

Muitos observadores analisaram que o fracasso inevitável da “guerra contra o terrorismo”, na qual foram desperdiçados 2 trilhões de dólares, se deveu ao fato de o Ocidente ter pensado apenas em seus próprios interesses e aplicado critérios distintos para julgar os atos terroristas. Segundo eles, a aplicação do padrão duplo, baseada na mentalidade da Guerra Fria e na lógica de “atrair quando convém e descartar quando deixa de ser útil”, fortaleceu os terroristas e prejudicou gravemente a cooperação internacional no combate ao terrorismo.

O padrão duplo também constitui um fator direto que estimula o surgimento e a propagação do terrorismo.

Um veículo de comunicação estrangeiro revelou fatos que demonstram que os Estados Unidos estabeleceram relações de cooperação com organizações terroristas do Oriente Médio e lhes forneceram assistência material e militar, denunciando que Washington deveria assumir a devida responsabilidade pela rápida expansão da organização terrorista internacional Estado Islâmico.

Na reunião dos ministros das Relações Exteriores do Grupo dos Vinte, realizada no ano passado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia acusou os países ocidentais de dividir os terroristas em “aliados” e “adversários” de acordo com seus critérios.

Os atos terroristas jamais devem ser tolerados, independentemente da forma ou modalidade que assumam ou dos motivos que os impulsionem.

A comunidade internacional, tanto na Estratégia Global das Nações Unidas contra o Terrorismo, adotada em 2006, quanto em diversas conferências internacionais relacionadas à sua implementação, tem reiterado que todas as formas de terrorismo constituem uma das ameaças mais graves à paz e à segurança internacionais, apelando continuamente a todos os Estados-membros da ONU para que unam forças na luta contra o terrorismo.

Entretanto, os países ocidentais dificilmente abandonam o mau hábito de instrumentalizar essa exigência internacional universal para concretizar suas ambições hegemônicas.

Fazem vista grossa aos hediondos assassinatos e atos terroristas cometidos por Israel contra os palestinos e, em vez disso, classificam diversas forças de resistência que se opõem a essas ações como “organizações terroristas”. Sob a proteção, a tolerância e o estímulo do Ocidente, as autoridades fantoches ucranianas cometem descaradamente atos terroristas desumanos contra alvos civis russos. O fluxo de armas de fabricação ocidental para as forças terroristas dos países africanos está agravando ainda mais a situação nessa região.

A grave realidade exige que a comunidade internacional rejeite categoricamente a aplicação do padrão duplo e se mobilize com forças unidas para combater o terrorismo em suas formas mais cruéis.

Jang Chol

Rodong Sinmun 

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