segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Não defendemos verbalmente a soberania

A situação na fronteira sul é muito instável.

Devido aos atos imprudentes dos gângsteres do círculo militar da República da Coreia, cria-se uma situação assustadora nas imediações da fronteira meridional.

Desde agosto, os belicistas do meio militar da RC começaram a emitir transmissões por alto-falantes e ameaçam gravemente a segurança física de nossos militares, abrindo fogo de advertência com fuzis automáticos e metralhadoras de grande calibre, sob o pretexto infundado de que nossos militares mobilizados nas obras destinadas à construção de obstáculos na fronteira sul "ultrapassaram a linha fronteiriça". Entre 1º de agosto e 17 de outubro, foram registrados, respectivamente, 2.870 casos de difamação radiofônica e 201 disparos de advertência.

Esses atos hostis dos inimigos tornaram-se mais explícitos e ultrapassaram os limites após a farsa da "explosão de mina" inventada por eles próprios.

Os locais onde ocorrem com maior frequência as provocações por meio de alto-falantes são os postos das 7ª e 15ª divisões de infantaria do 2º Corpo e das 21ª e 22ª divisões de infantaria do 3º Corpo das forças terrestres do exército da RC.

Já os disparos de advertência ocorrem com maior intensidade no posto de guarda de número 278 da Zona Desmilitarizada, pertencente à 21ª Divisão de Infantaria do 3º Corpo.

De fato, entre os dias 1º e 17 do mês em curso, foram registrados 998 casos de provocações por meio de alto-falantes e 91 disparos de advertência.

Em particular, entre os dias 15 e 17 deste mês, os gângsteres militares da RC agravaram simultânea e reiteradamente a situação, realizando mais de 350 transmissões radiofônicas de advertência e efetuando mais de 60 disparos de advertência em diversos pontos da fronteira sul.

Os fatos demonstram que as manobras de confronto contra a República Popular Democrática da Coreia realizadas pelo governo de Ri Jae Myong, que, desde o início de seu mandato, encenava uma "atitude dócil", preconizando a "reconciliação" e a "paz", superam as do governo de Yun Sok Yol, um poder conservador perverso que recorria abertamente ao anticomunismo.

O principal objetivo dos atos imprudentes desse bando de delinquentes militares é "demonstrar" sua "reação rigorosa" e obstruir nossas atividades destinadas a fortificar a fronteira sul.

Entretanto, sua imprudência inevitavelmente agravará a crise da situação e provocará um desastre irreparável.

Diante da situação atual, nossa Direção Militar está reexaminando a questão do reforço dos meios de ataque tático em todos os pontos da linha fronteiriça meridional e da retomada das transmissões radiofônicas contra a RC, como parte das medidas preventivas e de esmagamento, para enfrentar possíveis situações emergentes, e considera também outras medidas julgadas indispensáveis e apropriadas.

Advertimos seriamente contra as loucuras dos gângsteres do meio militar da RC, que agravam a situação e ameaçam a cada momento a segurança da fronteira da República Popular Democrática da Coreia e a integridade física de nossos militares.

Sem dúvida, Seul se verá diante de um perigo que lhe causará arrependimento e que não poderá aceitar, em consequência de sua imprudência inútil.

Volto a esclarecer que não defendemos verbalmente a soberania.

Kim Yo Jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia

Agência Central de Notícias da Coreia

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