O Japão, país criminoso de guerra, está obstinadamente tentando concretizar sua ambição de se tornar uma potência nuclear.
Há pouco tempo, o ministro da Defesa japonês insistiu que, ao revisar três documentos relacionados à segurança, incluindo a Estratégia de Segurança Nacional, não se deveria excluir a discussão sobre a posse de armas nucleares e submarinos nucleares. Ele apresentou o sofisma de que deveria ser permitido discutir a posse de armas nucleares e submarinos nucleares, pois, caso contrário, não seria possível proteger a paz do Japão.
Os três documentos relacionados à segurança são a Estratégia de Segurança Nacional, a Estratégia de Defesa Nacional e o Plano de Desenvolvimento das Capacidades de Defesa, adotados no final de 2022, nos quais estão definidos a estratégia militar e os planos de execução do Japão. A intenção é incluir nesses documentos disposições que prevejam o exame da questão da posse de armas nucleares e submarinos nucleares.
Já em julho, ele havia declarado, a respeito das discussões sobre a posse de armas nucleares, que “não se pode deixar de abordar essa questão”, e também afirmado publicamente que, quanto à posse de submarinos nucleares, “examinaremos todas as opções sem excluir nenhuma”. Altos funcionários do governo, começando pela primeira-ministra Takaichi, estão defendendo, um após o outro, a posse de armas nucleares.
Se a questão de examinar a posse de armas nucleares for incluída nesses documentos, será apenas uma questão de tempo até que se estabeleçam os mecanismos institucionais para adotar a nuclearização como estratégia militar e promovê-la sistematicamente.
Não é segredo que o Japão já concluiu há muito tempo os preparativos necessários para sua nuclearização. As próprias autoridades japonesas admitiram que o país poderia fabricar milhares de armas nucleares em um curto período, bastando apenas dar início ao processo. O que os fanáticos militaristas necessitam urgentemente é de uma estrutura jurídica que lhes permita iniciar a nuclearização.
O primeiro passo nessa direção consiste justamente em inserir nos documentos relacionados à segurança disposições que prevejam o exame da posse de armas nucleares e submarinos nucleares. Em outras palavras, o Japão pretende abrir por esse meio as comportas da nuclearização.
O Japão, reconhecido oficialmente como país criminoso de guerra, proclama a chamada “defesa exclusiva”.
Segundo as próprias autoridades japonesas, a “defesa exclusiva” significa uma defesa passiva, limitada ao mínimo necessário.
Mas será que armas nucleares e submarinos nucleares se enquadram nessa capacidade de defesa passiva e mínima?
Mesmo considerando apenas os submarinos nucleares, trata-se de embarcações de combate destinadas a operar nos vastos oceanos, e não em áreas restritas, como as águas costeiras ou territoriais. Por serem capazes de permanecer durante longos períodos ocultos sob o mar, sem necessidade de abastecimento frequente de combustível, e de desferir ataques fatais e inesperados contra o adversário, os submarinos nucleares são considerados um dos meios estratégicos de ataque.
Não é por acaso que especialistas militares, ao afirmarem que “não há necessidade de submarinos nucleares se não houver intenção de ir além das águas costeiras”, enfatizam que a posse desse tipo de submarino pelo Japão tem como objetivo a realização de operações militares em alto-mar.
A nuclearização do Japão não se destina à “defesa exclusiva”, mas ao fortalecimento ainda maior de sua capacidade de realizar uma nova agressão. O objetivo é transformar as chamadas “Forças de Autodefesa” em um verdadeiro instrumento de guerra, dotado inclusive de forças nucleares estratégicas, para concretizar a qualquer custo suas ambições de nova invasão.
Os governantes japoneses estão tentando aproveitar a atual situação, em que o mundo mergulha em extrema instabilidade e confusão e os conflitos e confrontos se intensificam em toda parte, como uma oportunidade perfeita para colocar o país no caminho da nuclearização.
Entretanto, as ilusões de um país criminoso de guerra jamais poderão ser toleradas, muito menos concretizadas.
O Japão deve esfriar a cabeça, inflamada pelo fervor de uma nova agressão, e refletir com serenidade sobre a história de sua derrota.
A lição ensinada pelo próprio passado do Japão é que o destino final do militarismo é a autodestruição miserável.
Un Jong Chol

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