Há pouco tempo, o secretário-geral da OTAN declarou a intenção de intensificar ainda mais as atividades militares no Mar Negro. Afirmando que, até agora, a OTAN havia reforçado o destacamento de tropas no flanco oriental, ele disse que a organização continuará acompanhando de perto a situação de segurança e ajustará, conforme necessário, sua postura de dissuasão e defesa.
A tensão nas águas do Mar Negro agrava-se dia após dia. Nesse contexto, a intenção da OTAN de aumentar ainda mais a pressão sobre a Rússia prenuncia uma situação preocupante.
O agravamento do confronto entre a Rússia e a OTAN no Mar Negro deve-se às manobras da OTAN para acelerar a militarização dessa região.
Desde o início do século XXI, a OTAN tem perseguido incessantemente sua expansão para o leste, com o objetivo de estabelecer um arco de cerco que se estenda do Mar Báltico ao Cáucaso Meridional, passando pelo Mar Negro.
Por sua ligação com o Mediterrâneo, a oeste, e com o Mar de Azov, a leste, o Mar Negro constitui um ponto estratégico militar de importância crucial que conecta a Ásia, a Europa e a África. Em particular, a região do Cáucaso, situada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, é rica em recursos energéticos, incluindo gás e petróleo.
Por essa razão, a OTAN ampliou sua intervenção militar com o objetivo de enfraquecer a influência tradicional da Rússia no Mar Negro e expandir sua própria esfera de influência.
Recentemente, a OTAN também vem promovendo um plano para abrir uma nova rota na Bulgária destinada ao posicionamento de armamentos modernos e ao envio de tropas, bem como para construir uma grande base militar. Atualmente, 1.200 militares da OTAN estão permanentemente estacionados nesse país. Na Romênia, também estão sendo introduzidos equipamentos militares de tecnologia avançada da OTAN. No ano passado, caças alemães "Eurofighter" foram posicionados na Polônia.
A Turquia, em conformidade com a Convenção de Montreux, não permite desde 2022 a passagem pelo Mar Negro de navios de guerra de países que não são ribeirinhos desse mar. Contudo, isso não passa de meras palavras, sem correspondência com a realidade. Nos últimos anos, as provocações militares da OTAN contra a Rússia nessa região intensificaram-se mais do que nunca. Em maio deste ano, a OTAN realizou freneticamente no Mar Negro o exercício militar naval denominado "OPEX-26" e vem promovendo repetidamente perigosas provocações militares, como os exercícios "Sea Shield", "Sea Breeze" e "Dacian Fall".
Atualmente, o Mar Negro é palco de intensos combates entre a Rússia e a Ucrânia.
Em represália às derrotas no campo de batalha, a Ucrânia ataca indiscriminadamente navios mercantes e petroleiros russos, chegando inclusive a lançar ataques com drones e mísseis contra embarcações de bandeira estrangeira. Os drones ucranianos abatidos pelas forças russas de defesa antiaérea sobre o Mar Negro e o Mar de Azov chegam a dezenas ou centenas por dia. Recentemente, até navios mercantes turcos foram atacados pela Ucrânia.
É um fato amplamente conhecido que as imprudentes manobras de confronto antirrussas da Ucrânia são realizadas com o apoio militar ativo da OTAN, por intermédio dos países-membros ribeirinhos do Mar Negro. Um exemplo concreto é o porto de Constança, na Romênia, que constitui uma das principais rotas de apoio militar à Ucrânia.
A Rússia declarou sua firme determinação de defender a região costeira do Mar Negro contra os planos belicistas do Ocidente e está tomando fortes contramedidas, entre elas o reforço da Frota do Mar Negro.
É impossível prever as consequências catastróficas que poderá provocar a intenção da OTAN de aumentar a pressão militar sobre a Rússia sob o pretexto de um "ajuste da postura de dissuasão", numa região tão sensível, onde as forças militares de ambos os lados se encontram em confronto direto e em estado de alerta.
O incidente ocorrido em 2021, quando navios de guerra britânicos violaram as águas territoriais russas no Mar Negro e foram alvo de disparos de advertência, já demonstra que mesmo o menor acidente fortuito nessa região pode desencadear um conflito militar.
Em setembro, o primeiro-ministro eslovaco denunciou que o Ocidente está tentando transformar o confronto entre a Rússia e a Ucrânia num conflito entre a Rússia e a OTAN. À luz dessa declaração, fica evidente que o Mar Negro está se transformando, por iniciativa da OTAN, em mais um palco de confronto contra a Rússia.
Un Jong Chol

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