terça-feira, 20 de outubro de 2026

A opção da força será aplicada à demonstração de força, comenta a ACNC

Paira uma nova nuvem negra de guerra no Nordeste da Ásia, incluindo a Península Coreana, devido aos exercícios militares conjuntos de grande envergadura que a República da Coreia e o Japão realizam desde o dia 19, em conluio com os EUA.

As imprudentes manobras dos países inimigos, destinadas a conquistar a superioridade militar, constituem uma fonte de agravamento da tensão militar na região e acrescentam novos elementos de instabilidade ao ambiente de segurança dos países regionais.

As tropas estadunidenses estacionadas na RC participarão dos exercícios de mobilidade em campo aberto de grande envergadura "Hoguk", realizados pelos belicistas da RC de 19 a 30 de outubro.

Durante esse período, serão realizados os dois treinamentos conjuntos de mobilidade em campo aberto que haviam sido adiados devido ao encerramento antecipado dos exercícios militares conjuntos "Ulji Freedom Shield", em agosto.

A RC não escondeu o caráter agressivo e provocativo dos exercícios "Hoguk", alardeando que, durante o presente período, aumentará a capacidade de cooperação e de combate real em todos os domínios, como terra, mar e ar, e realizará treinamentos de mobilidade em campo aberto, incluindo exercícios de confronto e de operações bilaterais, levando em consideração as características das guerras modernas.

Coincidindo com as provocações belicistas da RC, o Japão realiza, desde o dia 19, os exercícios militares conjuntos de grande envergadura "Keen Sword" com os EUA, mobilizando cerca de 45 mil efetivos, 6.100 veículos, 40 navios e 260 aeronaves em todo o seu território.

Nesse exercício de simulação, participa o grupo de ataque do porta-aviões nuclear estadunidense "Theodore Roosevelt", e o sistema de mísseis antinavio de novo tipo dos EUA, "NMESIS", será implantado pela primeira vez no arquipélago japonês.

Nessas circunstâncias, o comandante das tropas estadunidenses estacionadas na RC e os elementos interessados do Oitavo Exército dos EUA expuseram abertamente a intenção de ampliar os exercícios militares conjuntos por meio da introdução adicional do método de treinamento dispersivo dos EUA e da RC, sob o pretexto de responder à suposta ameaça crescente da RPDC.

Além disso, revelaram suas más intenções ao acelerar a implantação de tropas estadunidenses de mobilidade rápida multidomínio na RC e transformar a região sul da Península Coreana em uma base avançada de abastecimento militar.

A realidade demonstra que a RC e o Japão tentam ocupar a linha de frente da chamada guerra por procuração contra a RPDC e outros países da região, sob o controle dos EUA, que pretendem incluir a região da Ásia-Pacífico na esfera de atuação da OTAN.

Nos últimos dias, a RC tem recorrido a manobras para aprimorar suas capacidades de combate por meio de exercícios militares de caráter provocativo, como os treinamentos de infiltração marítima, "Ssangyong", "Hwarang" e "Army Tiger Plus", além de ter inventado a chamada lei especial e agir freneticamente para introduzir um submarino nuclear.

Por sua vez, o Japão mencionou o novo conceito operacional e a ampliação da capacidade de ataque contra bases inimigas em seu Livro Branco de Defesa de 2026 e pretende destinar os maiores gastos militares de sua história, além de mobilizar para os exercícios militares conjuntos "Keen Sword" o míssil teleguiado terra-mar Tipo 25, com alcance de mil quilômetros, enveredando assim freneticamente pelo caminho do renascimento militarista.

As provocações militares da RC e do Japão, que se intensificam aproveitando a ambição estratégica dos EUA de modernizar a aliança, constituem o principal fator que agrava o perigo de guerra na Península Coreana e ameaça o ambiente de segurança do nosso Estado e dos demais países vizinhos.

A intenção estratégica dos EUA consiste precisamente em lançar a RC e o Japão como forças de choque para concretizar sua estratégia do Indo-Pacífico, aprimorando incessantemente a capacidade de condução de guerras desses países sob o pretexto de conter os Estados inimigos na primeira linha de arquipélagos, em conformidade com as novas estratégias de segurança nacional e de defesa.

A atual situação, em que se intensificam dia após dia as manobras militares das forças hostis destinadas a violar os interesses de segurança do nosso Estado e a estabilidade estratégica da região, demonstra a legitimidade e a necessidade dos esforços de autodefesa indispensáveis para dissuadi-las.

A intensificação das ameaças exige o fortalecimento do poder de dissuasão, e as provocações constantes obrigam à estruturação de uma capacidade de resposta imediata.

Diante da situação de segurança da Península Coreana, em que as provocações militares dos EUA, do Japão e da RC se tornam cada vez mais frequentes e ultrapassam uma nova linha perigosa, demonstraremos constantemente nossa determinação de defender a soberania por meio da renovação e do fortalecimento ininterruptos de uma capacidade de dissuasão autodefensiva confiável e da demonstração responsável de seu poderio.

Tendo em conta a realidade imutável de que os países hostis não renunciarão nem moderarão suas ambições de confronto militar, manteremos invariavelmente nossa posição de controlar e administrar todas as ameaças que se aproximem da nossa esfera de segurança.

A opção da força poderosa será aplicada à demonstração de força dos países inimigos.

Agência Central de Notícias da Coreia

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