quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Os crimes do passado não podem ser encobertos por nada

Recentemente, os reacionários japoneses vêm se empenhando em fornecer materiais históricos distorcidos e alterados às principais bases de dados internacionais de inteligência artificial. Diz-se que, em consequência dessa conduta ardilosa, continuam sendo produzidos resultados distorcidos.

Hoje, em meio à intensificação dos esforços em todo o mundo para desenvolver e introduzir tecnologias de inteligência artificial, também se multiplicam as vozes de preocupação com a possibilidade de que elas sejam utilizadas indevidamente para fins criminosos.

Apesar disso, os reacionários japoneses estão utilizando até mesmo tecnologias de ponta para distorcer a história. Trata-se do cúmulo da falta de vergonha.

Até hoje, os reacionários japoneses consideram o reconhecimento da história de agressões como um "ato de autoflagelação", distorcendo obstinadamente a verdade e transferindo toda a responsabilidade para os outros. Propagaram que a Guerra do Pacífico não foi uma guerra de agressão, mas uma "guerra de autodefesa" e uma "guerra para libertar a Ásia", e que questões como a escravidão sexual imposta pelo exército japonês foram completamente inventadas. Em particular, costumavam proclamar que a Guerra do Pacífico tinha como objetivos a "independência dos países asiáticos, o desenvolvimento econômico por meio da cooperação entre os países e a abolição da discriminação racial".

Segundo eles, não existe país tão "incompreendido" quanto o Japão.

Nos livros didáticos de história, os atos de agressão do imperialismo japonês são descritos como "avanço"; a repressão, como "pacificação"; a espoliação, como "transferência"; e os movimentos antijaponeses, como "rebeliões".

Os fatos de crimes que provocam indignação até nos céus já foram amplamente minimizados há muito tempo.

Os criminosos de guerra de classe A, responsáveis pelas agressões e massacres, são exaltados como "patriotas", enquanto as visitas ao Santuário Yasukuni são louvadas como "uma manifestação de veneração pelos espíritos daqueles que sacrificaram suas vidas pela pátria".

Recentemente, chegou-se até a propagar o absurdo de que, na origem do avanço do Japão para a guerra no passado, estava a "circunstância de não poder obter recursos como alimentos e energia devido ao cerco imposto pelas grandes potências". Segundo essa versão, a guerra teria sido uma escolha inevitável para romper o "cerco" e garantir a sobrevivência.

Interpretada dessa maneira, chega-se à conclusão de que, para o Japão, que sofre constantemente com a escassez de recursos, a guerra é indispensável.

Em outras palavras, o Japão teria justificativas para desencadear uma guerra a qualquer momento. Isso se assemelha muito à teoria da "ameaça circundante", que as autoridades japonesas utilizam continuamente para justificar a transformação do país numa potência militar preparada para a guerra.

Como se isso não bastasse, os reacionários japoneses chegam a alegar que, no pós-guerra, seu país recebeu um tratamento injusto e que, atualmente, enfrenta graves ameaças externas.

Os reacionários japoneses estão despejando todas essas falácias absurdas nas bases de dados de inteligência artificial, na tentativa de induzir a opinião pública mundial ao erro.

O objetivo de o Japão recorrer até à ciência e à tecnologia para negar obstinadamente a verdade sobre seus crimes de guerra contra a humanidade e persistir em suas manobras de distorção histórica não é outro senão o de continuar difundindo internacionalmente suas descaradas alegações de glorificação dos crimes passados, alterar a percepção do Japão como país agressor e responsável por crimes de guerra e, assim, criar condições favoráveis à agressão contra outros países.

Entretanto, nada disso pode mudar a história. Os crimes do passado cometidos pelo Japão são crimes contra a humanidade incontestáveis, que não estão sujeitos à prescrição.

Os países vizinhos observam atentamente a conduta das forças que governam atualmente o Japão, que, em vez de refletirem sobre seus crimes de guerra de proporções monstruosas e indenizarem as vítimas, esforçam-se desesperadamente para repeti-los.

É perfeitamente natural que, mesmo hoje, mais de 80 anos após a derrota do Japão, o país continue sendo considerado pelos povos do mundo uma nação indigna de confiança e perigosa.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun 

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