domingo, 25 de outubro de 2026

Os crimes da Unidade 731 continuam vindo à tona

Recentemente, um meio de comunicação de Singapura exibiu um documentário intitulado "Revelando os segredos da Unidade 731: os experimentos secretos japoneses em seres humanos". O documentário foi produzido com base em entrevistas com o único ex-integrante ainda vivo da antiga Unidade 731 do Exército japonês, vítimas da guerra bacteriológica e seus familiares, bem como estudiosos, com o objetivo de permitir que os espectadores conhecessem mais detalhadamente a verdade histórica.

O documentário despertou grande interesse e repercussão entre o público.

Os espectadores afirmaram que a história não deve ser esquecida e que as atrocidades bárbaras cometidas pela Unidade 731 devem necessariamente ser julgadas. Segundo informações, o filme foi considerado o melhor documentário histórico de Singapura.

Por sua vez, a emissora japonesa NHK exibiu o documentário "A unidade oculta: o silêncio do pós-guerra", que expõe os crimes contra a humanidade cometidos pela Unidade 731 com base em fotografias recém-descobertas, depoimentos de testemunhas e outros materiais.

Esses fatos demonstram que o passado sangrento da antiga Unidade 731 do Exército japonês continua provocando espanto e crescente indignação entre as pessoas de todo o mundo e que, por mais que os reacionários japoneses se esforcem desesperadamente, jamais conseguirão encobrir os crimes cometidos pelo imperialismo japonês no passado.

Como já foi revelado, durante a Segunda Guerra Mundial, a Unidade 731 do imperialismo japonês cometeu atrocidades tão monstruosas contra a humanidade que desafiam a compreensão. Os assassinos dessa unidade realizaram experimentos em seres humanos vivos e pesquisas bacteriológicas, além de conduzirem experiências de congelamento, testes com gases tóxicos e até dissecações de seres humanos.

No ano passado, a Rússia entregou à China materiais que continham registros dos interrogatórios de integrantes da Unidade 731 e relatórios de investigação sobre os crimes por eles cometidos. Esses documentos expuseram minuciosamente os crimes imperdoáveis que os imperialistas japoneses perpetraram por meio da Unidade 731, crimes que jamais poderão ser tolerados ao longo da história. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que os materiais entregues pela Rússia comprovam mais uma vez os inúmeros crimes contra a humanidade cometidos pela Unidade 731 e ressaltou que ninguém pode negar essas provas incontestáveis.

Entretanto, em vez de reconhecer os crimes do passado e oferecer reparações, o Japão empreende esforços perversos para negar e até glorificar sua história de agressão. No caso da infame Unidade 731, chega ao absurdo de apresentá-la como uma suposta instituição que se dedicava à pesquisa sanitária, enganando assim a opinião pública mundial.

Segundo informações divulgadas, recentemente, as forças de direita japonesas chegaram a promover operações de falsificação de materiais, utilizando tecnologias de inteligência artificial para ocultar a verdade histórica e encobrir os crimes do passado, incluindo as atrocidades da Unidade 731.

O objetivo de o Japão fechar obstinadamente os ouvidos aos apelos da consciência humana pelo acerto de contas com o passado e persistir tenazmente nas tentativas de distorcer a história não é outro senão o de atenuar a vigilância contra o neomilitarismo e a opinião pública contrária a ele, abrindo caminho para uma nova agressão.

O Japão está enganado.

Nenhum artifício poderá justificar os crimes do passado, cuja comprovação já é conhecida em todo o mundo. As manobras dos reacionários japoneses apenas ameaçam a paz da Ásia e do mundo e expõem suas ambições cada vez maiores de empreender novas agressões.

Jon Jong Ho

Rodong Sinmun

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