Há pouco tempo, realizou-se em Reiquiavique, capital da Islândia, um fórum sobre o Ártico, com a participação dos países-membros da OTAN.
O representante dos Estados Unidos que participou do fórum afirmou que era necessário ampliar a expansão militar no Ártico e declarou que, para isso, seu país está investindo bilhões de dólares no estado do Alasca e planeja construir portos e aeroportos no Ártico em conjunto com seus aliados.
De fato, as forças armadas estadunidenses deram início à execução de um plano para modernizar a base aérea de Anchorage, no Alasca, investindo cerca de 7 bilhões de dólares, a fim de aumentar a capacidade operacional da Força Aérea no Ártico e na região do Pacífico Norte. Segundo informações, dezenas de caças de quinta geração, aeronaves de alerta antecipado e controle aéreo E-3, grandes aviões de transporte C-17 e aeronaves estratégicas de reconhecimento eletrônico RC-135V/W deverão ser posicionados nessa base.
No final de setembro, os Estados Unidos assinaram um acordo de segurança com a Dinamarca e a Groenlândia. De acordo com esse pacto, os Estados Unidos modernizarão a base aérea que já operam há muito tempo no noroeste da Groenlândia e construirão bases militares adicionais. Além disso, passarão a poder realizar pousos e decolagens de aeronaves em qualquer região da Groenlândia.
O Canadá, alegando que pretende se preparar para a intensa movimentação dos submarinos russos, está tentando adquirir da Alemanha 12 novos submarinos capazes de operar por longos períodos sob o gelo.
Não há dúvida de que essas movimentações constituem uma atitude perigosa, destinada a conter a Rússia e outros países considerados adversários e a alcançar os objetivos próprios, reforçando a presença militar na região ártica sob o pretexto de uma "ameaça crescente".
Enquanto isso, os países europeus membros da OTAN também estão promovendo freneticamente a militarização dessa região, preparando operações ofensivas no Ártico.
A região que está sendo militarizada de maneira mais intensa é o norte da Noruega. Em 2023, foi instalada ali uma nova base naval, na qual forças especiais britânicas e fuzileiros navais neerlandeses ficam estacionados durante os exercícios militares, segundo informações. No final do ano passado, foi estabelecido um novo centro de comando de operações aéreas da OTAN em uma cidade do norte da Noruega. O país também pretende instalar armas ofensivas em sua região setentrional, voltadas para a Península de Kola, na Rússia.
A Alemanha, que enviou uma força-tarefa naval ao Ártico no verão do ano passado, pretende estabelecer, em 2029, uma base conjunta de manutenção técnica para os submarinos alemães e noruegueses em uma das principais bases navais da Noruega.
A OTAN está promovendo a militarização do Ártico e aperfeiçoando cenários de ataque em condições de frio extremo por meio de diversos exercícios militares.
Em meio à contínua escalada das tensões militares na região ártica, a União Europeia publicou recentemente uma "nova estratégia para o Ártico", destacando a importância dessa região no campo da segurança e alegando que o documento "reflete a nova realidade geopolítica". A respeito da "nova estratégia para o Ártico" dos países europeus, o jornal chinês "Huanqiu Shibao" avaliou que a busca excessiva por segurança e a ênfase exagerada na disputa por poder podem produzir resultados contrários aos pretendidos.
As atitudes imprudentes dos Estados Unidos e de seus aliados, que elevam o risco de confrontos militares, estão despertando a vigilância da Rússia.
A Rússia é um país tipicamente ártico. Grande parte das terras, da população e das extensas águas marítimas do Ártico pertence à Rússia.
A Rússia tem defendido consistentemente o uso pacífico do Ártico e a garantia da segurança nessa região. As provocações da OTAN constituem uma grave ameaça aos interesses tradicionais da Rússia no Ártico.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a OTAN não esconde sua intenção de transformar o Ártico em uma nova frente para conter o desenvolvimento da Rússia e das forças que a apoiam. Ressaltou também que a intensificação das atividades militares da OTAN na região ártica representa uma ameaça direta à segurança russa. Ao mesmo tempo, enfatizou que a Rússia responderá adequadamente às movimentações de seus adversários.
A Rússia acompanha atentamente a situação e toma as medidas necessárias para defender seus interesses na região ártica.
Em resposta à militarização do Ártico pela OTAN, a Rússia está reforçando suas forças militares na região noroeste do país. Como parte dessas medidas, reorganizou o Distrito Militar de Leningrado e está fortalecendo sua capacidade e seu potencial de combate. Também estão sendo realizados testes com novos equipamentos militares e armamentos capazes de operar em temperaturas baixas.
Novos navios-patrulha quebra-gelo também estão entrando em serviço. Além disso, está sendo acelerada a modernização da frota de submarinos nucleares, que constitui o núcleo do poderio militar russo no Ártico.
A OTAN tenta ocultar sua natureza belicista, apresentando as movimentações militares russas no Ártico como uma "ameaça", enquanto transforma a região em um perigoso palco de confronto militar.
Entretanto, a realidade expõe claramente a natureza agressiva da OTAN, que, tomada por uma obsessão pelo confronto, prejudica a dignidade e os interesses de outros países e cria sérios obstáculos à paz e à segurança mundiais.
Jon Jong Ho

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