quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Esforcemo-nos pela integridade territorial e pela reunificação da pátria

Mensagem de Ano Novo de 1949 do camarada Kim Il Sung a todo o povo do país

1º de janeiro de 1949

Queridos compatriotas:

Por ocasião da chegada do novo ano de 1949, permitam-me, em nome do Governo da República Popular Democrática da Coreia, apresentar a todo o povo da República minhas homenagens e felicitações de Ano Novo pelas notáveis realizações alcançadas no ano passado na construção de um Estado soberano e independente.

Em 1948, realizamos os mais brilhantes feitos da história das lutas pela reunificação e pela independência de nossa nação. Embora nosso povo não tenha conseguido alcançar a reunificação completa do país nem conquistar plenamente sua soberania e independência, conseguiu lançar os alicerces e criar as condições para alcançar esses objetivos num futuro não muito distante.

No ano passado, aprovamos a Constituição da República Popular Democrática da Coreia, que consagra legislativamente os êxitos das reformas e da construção democráticas realizadas na Coreia do Norte ao longo dos três anos posteriores à libertação e indica a todo o povo o rumo que nossa pátria seguirá.

Em abril do ano passado, realizou-se em nosso país, em Pyongyang, uma Conferência Conjunta de Representantes dos Partidos Políticos e das Organizações Sociais da Coreia do Norte e do Sul, que demonstrou ao mundo inteiro que os coreanos possuem plena capacidade para reunificar a pátria e construir um Estado soberano e independente com seus próprios esforços, refutando toda espécie de calúnias difundidas pelos imperialistas ianques e pelos reacionários sobre a suposta incapacidade dos coreanos de reunificar seu país e construir um Estado soberano e independente.

Na Conferência, os representantes dos partidos políticos e das organizações sociais da Coreia do Norte e do Sul, homens com diferentes opiniões políticas, exigiram energicamente a retirada das tropas estrangeiras do território de nossa pátria, a fim de evitar a divisão nacional que a ameaça. Declararam também, unanimemente, que se opunham à chamada "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", instrumento da política de escravização colonial dos imperialistas estadunidenses, e a rejeitavam; que consideravam traidoras e antipatrióticas as eleições separadas convocadas para 10 de maio sob o controle da administração militar estadunidense e as rejeitavam; e que jamais reconheceriam qualquer governo imposto por tais eleições, nem aprovariam ou respeitariam qualquer tratado ou acordo que esse governo firmasse.

Em apoio às decisões da Conferência Conjunta de Abril, a população da Coreia do Norte e do Sul empreendeu uma grandiosa ação pela salvação nacional, repudiou as pérfidas eleições separadas de 10 de maio e isolou completamente o governo fantoche de traidores criado pela astúcia imperialista. Realizamos com êxito as eleições para a Assembleia Popular Suprema, com a participação de 77,52% e 99,97% de todos os eleitores da Coreia do Sul e do Norte, respectivamente, e fundamos a República Popular Democrática da Coreia. Esse foi o exemplo mais convincente de que nossa República conta com o apoio absoluto da população da Coreia do Norte e do Sul, em contraste com o governo títere e traidor da pátria da Coreia do Sul, repudiado por todo o povo coreano.

Em 1948, promulgamos a Constituição da República Popular Democrática da Coreia e estabelecemos o Governo central da República, que foi reconhecido pela União Soviética, pela Tchecoslováquia, pela Polônia, pela Romênia, pela Hungria, pela Bulgária e pela República Popular da Mongólia. Trata-se do acontecimento mais notável da história das lutas de nossa nação; é uma brilhante vitória do povo coreano. O Governo da República é um verdadeiro órgão central de poder que, composto por delegados dos partidos políticos e das organizações sociais da Coreia do Norte e do Sul, representantes de todas as classes e camadas do povo coreano, luta em prol dos interesses de todo o povo da Coreia. Por isso, logo após sua constituição, desencadeou-se em todas as partes da Coreia do Norte e do Sul uma ampla campanha nacional de aprovação à República fundada e de apoio ao seu Governo central.

A população da parte norte da República celebrou a fundação da República e expressou sua firme determinação de apoiar o Governo central, promovendo um movimento popular patriótico geral pela construção do país, destinado a consolidar e ampliar os êxitos das reformas democráticas, fortalecer as bases políticas e econômicas da República e superar as metas do plano de economia nacional de 1948.

A população da parte sul da República está oferecendo grande resistência para derrubar o governo títere sul-coreano, erguendo bem alto a bandeira da República, mesmo em meio à cruel repressão e aos massacres perpetrados pelos inimigos. A resistência popular e as insurreições do chamado exército de defesa nacional em todas as regiões da Coreia do Sul, sobretudo nas regiões de Ryosu, Sunchon, Kurye e Taegu, bem como nas montanhas Odae, Jiri e Halla, demonstraram a firme determinação dos coreanos do Sul de lutar até a vitória final em defesa da República e pela integridade territorial.

Assim, embora em 1948 não tenha conseguido alcançar a integridade territorial nem conquistar a plena soberania e independência, nosso povo, por meio de sua titânica e grandiosa obra de construção de um Estado democrático e independente, lançou bases sólidas para, num futuro não muito distante, levar a cabo a reunificação do Norte e do Sul e fazer tremular gloriosamente a bandeira da República sobre o território pátrio, glorioso por sua longa história.

Queridos compatriotas e irmãos:

Após a proclamação da fundação da República Popular Democrática da Coreia e a constituição de seu Governo central, o governo soviético, atendendo à solicitação apresentada pela Primeira Sessão da Assembleia Popular Suprema, decidiu retirar suas tropas de nosso território até o final de dezembro de 1948. Essa retirada já havia sido concluída em 26 de dezembro do ano passado. A população da parte norte da República despediu-se calorosamente o contingente de tropas soviéticas que, no último trem, deixou nosso território no dia 26. Desse modo, a retirada total das tropas soviéticas da Coreia do Norte tornou-se um fato consumado.

Entretanto, a parte sul continua ocupada pelas tropas ianques. Além disso, até mesmo o exército do Japão, inimigo de nossa nação desde tempos imemoriais, pretende entrar novamente naquela região. Para apaziguar a decidida luta do povo coreano pela retirada das tropas ianques e enganá-lo, os imperialistas estadunidenses vêm propagando ultimamente uma suposta transferência para o Japão e uma evacuação parcial das tropas estacionadas na Coreia do Sul. Isso não passa de uma artimanha para enganar o povo coreano, diante da preocupação dos imperialistas com a luta pela exigência irrevogável da retirada das tropas ianques. Essa luta se tornará ainda mais intensa até que as tropas ianques sejam completamente retiradas de nosso território.

Por que as tropas ianques não querem deixar nossa pátria, impedem a reunificação do Norte e do Sul, tão desejada pelo povo coreano, e insistem em permanecer indefinidamente no Sul? Em poucas palavras, porque os imperialistas estadunidenses querem manter para sempre a metade sul de nossa pátria sob seu domínio e transformar novamente nossa nação em escrava colonial, manipulando o governo títere, reacionário e traidor da pátria da Coreia do Sul, um bando de elementos pró-japoneses e traidores da nação.

Desconcertadas com a retirada do Exército Soviético da Coreia do Norte e com a exigência cada vez mais categórica do povo coreano de que as tropas ianques também se retirem, as autoridades administrativas estadunidenses e os elementos pró-japoneses e traidores da nação na Coreia do Sul recorrem a toda espécie de subterfúgios, procurando pretextos para justificar a permanência prolongada das tropas ianques naquela região. Os traidores da pátria entrincheirados no governo títere da Coreia do Sul, que só conseguem se manter graças à proteção dessas tropas, imploram que elas permaneçam para sempre, chegando a convocar uma chamada reunião de mobilização geral do povo pelo adiamento da retirada das tropas estadunidenses e a espalhar rumores sobre uma expedição ao Sul, uma marcha do Exército Popular para o Sul, uma guerra civil e coisas semelhantes.

E, enquanto clamam pela permanência das tropas estrangeiras em nosso território, têm a audácia de afirmar, para enganar o povo, que estão lutando pela plena soberania e independência e se esforçam para construir um Estado independente, livre de ingerências estrangeiras.

Na tentativa de legalizar a permanência prolongada de suas tropas na Coreia do Sul, as autoridades administrativas dos Estados Unidos voltaram a apresentar a questão coreana à Assembleia Geral da ONU, em sua terceira sessão, e a forçaram a aprovar uma resolução ilegal sobre essa questão.

Nessa sessão da Assembleia Geral da ONU, a delegação estadunidense opôs-se à participação do representante legítimo do povo coreano, acionando a máquina de votação que controla, assim como fizera na segunda sessão. Os imperialistas ianques agem dessa maneira porque temem que o representante legítimo do povo coreano denuncie perante a opinião pública mundial a verdadeira natureza da política de escravização colonial que aplicaram nos últimos três anos na metade sul de nossa pátria. Por essa mesma razão, a delegação estadunidense fez participar da Assembleia Geral da ONU, como representante do povo coreano, o representante do governo fantoche do Sul, que defende a presença de tropas estrangeiras em nosso território, está completamente isolado do povo coreano e se mantém com o apoio das baionetas ianques. Assim, conseguiu aprovar uma resolução com a qual pretende legalizar a permanência prolongada das tropas ianques na Coreia do Sul.

Com sua vigorosa rejeição e seus protestos, o povo coreano fará fracassar essa resolução, aprovada ilegalmente na terceira sessão da Assembleia Geral da ONU sem a participação de seu verdadeiro representante, assim como fez com a resolução da segunda sessão. Não reconhecerá nenhuma resolução aprovada ilegalmente sem a presença de seu representante, nem se considerará obrigado a respeitá-la.

Os elementos pró-japoneses, os traidores da nação e outros indivíduos que vendem a pátria na Coreia do Sul estão promovendo agora uma ampla propaganda em favor da injusta resolução da terceira sessão da Assembleia Geral da ONU e da chegada à Coreia do Sul da chamada "Comissão da ONU para a Coreia", imposta por essa resolução. A recém-criada "Comissão da ONU para a Coreia" é uma cópia da anterior "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", da qual difere apenas pela exclusão do representante do Canadá de sua composição. Agora, na Coreia do Sul, os elementos pró-japoneses, os traidores da nação e outros reacionários vangloriam-se dessa resolução arbitrária, tentando aplacar o descontentamento da opinião pública e prolongar sua própria existência miserável, isolados do povo.

Mas essa demagogia arrogante não conseguirá enganar nossos heroicos compatriotas do Sul, que se levantaram na luta pela salvação nacional, pela plena soberania e independência da pátria e pela integridade territorial, empunhando a bandeira da República Popular, nem poderá encobrir o crime do governo títere de vender a pátria e a nação.

O povo coreano sabe muito bem que, se os imperialistas estadunidenses utilizaram a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" como instrumento para dividir nossa pátria e transformar a Coreia do Sul em sua colônia, farão da "Comissão da ONU para a Coreia" um instrumento de agressão para justificar a permanência indefinida de suas tropas na Coreia do Sul e perpetuar a colonização de nossa pátria por meio de acordos antipatrióticos, como o acordo militar EUA-Coreia do Sul, o acordo de ajuda econômica EUA-Coreia do Sul e outros.

Em novembro de 1947, quando criaram a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" durante a segunda sessão da Assembleia Geral da ONU, os imperialistas ianques falaram em retirada das tropas estrangeiras o mais breve possível. No entanto, mesmo depois de transcorrido mais de um ano, ainda não retiraram suas tropas da Coreia do Sul. Agora, ao estabelecerem a nova "Comissão da ONU para a Coreia", com a intenção de permanecer por muito tempo, falam em retirada das tropas estrangeiras na primeira oportunidade que surgir. Nosso povo, porém, conhece bem esse engano dos imperialistas estadunidenses.

É verdadeiramente ridículo que os países títeres dos imperialistas ianques, instrumentos de sua agressão, que nada têm a ver com nossa pátria ou nossa nação, e o governo do Kuomintang da China, cujo destino não pode ser outro senão o de uma vela ao vento, afirmem que reunificarão o Norte e o Sul de nossa pátria.

Somente o povo coreano pode construir em nossa pátria um Estado plenamente soberano e independente e conquistar a integridade territorial. E, com nossas próprias forças, alcançaremos sem falta a reunificação e a plena independência da pátria.

Queridos compatriotas:

O que devemos fazer para construir um Estado soberano e independente e alcançar a integridade territorial num futuro não muito distante?

Todo o povo da Coreia deve desenvolver uma grandiosa e intensa atividade de salvação nacional pela integridade territorial, unindo-se ainda mais estreitamente em torno do Governo da República Popular Democrática da Coreia.

Cabe à população da parte norte da República mobilizar todos os seus recursos humanos e materiais para consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas alcançados nos três anos posteriores à libertação, fortalecer ainda mais os alicerces políticos e econômicos e consolidar a base democrática da República.

O Plano Bienal da Economia Nacional, que entra em vigor hoje, no dia de Ano Novo de 1949, e se estenderá até o final de 1950, consolidará ainda mais os alicerces econômicos da República Popular Democrática da Coreia e melhorará rapidamente as condições materiais e culturais de vida do povo, elevando e superando significativamente o nível máximo de produção anterior à libertação em todos os setores da economia nacional.

Devemos assegurar o desenvolvimento independente de nossa indústria, criando um setor de fabricação de máquinas e outros novos setores e, sobretudo, atender às necessidades essenciais do povo, ampliando para mais do dobro a capacidade produtiva dos setores da indústria leve, especialmente da indústria de fibras.

Em 1950, o volume total da produção da indústria estatal duplicará em comparação com 1948, e a produção de indústrias básicas, como a siderúrgica, a de construção de máquinas, a química e outras, também aumentará consideravelmente.

A indústria leve produzirá, em particular, 1,2 milhão de metros de tecidos de seda artificial em 1949 e 6 milhões de metros em 1950, um produto novo. Em comparação com 1948, a produção de fios de seda artificial e de tecidos de algodão aumentará, respectivamente, mais de três vezes e mais de duas vezes em 1950.

A agricultura também registrará grande desenvolvimento. A área cultivada será consideravelmente ampliada em 1950, e a superfície destinada ao cultivo de arroz aumentará 5,5%. Além disso, com investimentos do Estado, serão concluídas 25 sistemas de irrigação em 1949 e 18 em 1950, colocando novamente sob irrigação mais de 8.200 hectares de terra em 1949 e mais de 7.200 hectares em 1950. Desse modo, a produção total de cereais aumentará consideravelmente em relação a 1948.

Também estão previstos grandes progressos e aumentos em todos os demais setores da economia nacional, como os transportes, as comunicações, a construção, a saúde pública, etc.

No campo da educação e da cultura, é necessário concluir todos os preparativos para implantar o ensino primário obrigatório em 1950. Devem ser construídas numerosas escolas primárias e secundárias básicas, e deve ser formado um grande contingente de professores para escolas de todos os níveis nos institutos pedagógicos e de formação de professores, nas escolas pedagógicas especializadas e nos centros de cursos de aperfeiçoamento para professores.

É necessário ampliar ainda mais a rede de formação técnica nos locais de trabalho e os estabelecimentos de formação de curta duração, destinados ao aperfeiçoamento técnico dos operários e à preparação de trabalhadores qualificados.

Se a população da parte norte da República concentrar todas as suas forças no cumprimento bem-sucedido do Plano Bienal da Economia Nacional, a base econômica para a construção de um Estado plenamente soberano e independente em nossa pátria será ainda mais consolidada, nossa pátria prosperará também no campo cultural e as condições materiais e culturais de vida do povo melhorarão ainda mais.

Sem uma sólida base econômica e cultural da República, não será possível construir um Estado plenamente soberano e independente nem tirar nossa pátria do atraso econômico e cultural, consequência nefasta da prolongada dominação colonial do imperialismo japonês.

Os operários da parte norte da República trabalharão pela prosperidade da República e pela conquista da integridade territorial no menor prazo possível, promovendo nas fábricas, minas e ferrovias um movimento de massas pelo aumento da produção, a fim de cumprir e superar as metas do Plano Bienal da Economia Nacional, cujo objetivo é estabelecer bases econômicas sólidas para a República.

Os camponeses da parte norte da República deverão contribuir ativamente para a luta de salvação nacional pela conquista antecipada da integridade territorial e pela construção de um Estado plenamente soberano e independente, aumentando a produção de alimentos e matérias-primas para a indústria e criando uma sólida base de produção de cereais para a República. Para isso, deverão cumprir com êxito as metas de desenvolvimento agrícola estabelecidas no Plano Bienal da Economia Nacional.

Os trabalhadores da ciência, da cultura, da arte e da saúde pública da parte norte da República dedicarão todo o seu entusiasmo e talento a pôr fim ao atraso cultural de nossa pátria, consequência da dominação colonial do imperialismo japonês, desenvolver rapidamente a ciência e a cultura e melhorar e fortalecer os serviços de saúde para as amplas massas populares, promovendo assim o bem-estar do povo. Servirão ao povo e à pátria, estabelecendo bases sólidas para o desenvolvimento científico, cultural, artístico e sanitário da República.

Os estudantes e jovens da parte norte da República procurarão formar-se como quadros nacionais competentes a serviço da pátria e protagonistas do futuro, assimilando as ciências e as técnicas avançadas e dotando-se de ideias patrióticas e democráticas que os orientem a servir fielmente à pátria e ao povo.

O Exército Popular deverá estar sempre preparado para salvaguardar as vitórias do povo na parte norte da República, repelir as forças agressoras que pretendem transformar novamente nossa pátria em colônia, esmagar as forças reacionárias que se preparam para vendê-la juntamente com o povo e garantir a integridade e a segurança do território pátrio.

Os oficiais e soldados deverão assimilar as técnicas militares avançadas, dominar o manejo dos diversos armamentos, elevar suas respectivas capacidades de comando e de combate e conferir ao nosso Exército Popular sólida organização, disciplina e capacidade combativa.

Os membros dos órgãos de Assuntos Internos deverão proteger firmemente as vitórias já alcançadas pelo povo e a ordem democrática estabelecida na parte norte da República, garantir a segurança dos bens do Estado e do povo e desmascarar e esmagar a tempo todas as tentativas e conspirações das forças reacionárias que traem a pátria e a nação.

Compatriotas da parte sul da República:

O Governo central da República conhece bem a situação trágica que vocês enfrentam sob a dominação dos imperialistas ianques e de seus lacaios, os elementos pró-japoneses e os traidores da nação.

Os camponeses do Sul sofrem com a miséria e a fome sob o sistema feudal de propriedade da terra e a cruel exploração e pilhagem dos latifundiários; os operários, demitidos de seus empregos, vagam pelas ruas, padecendo de fome e frio; as mulheres são vítimas do mais desumano desprezo, dos maus-tratos e da humilhação, completamente privadas dos direitos humanos e das liberdades.

O Governo central da República está convencido de que se aproxima o dia em que também os camponeses da parte sul, assim como os do Norte, se tornarão donos da terra graças à reforma agrária, e em que os operários e as mulheres contarão com uma lei trabalhista e uma lei de igualdade de direitos entre homens e mulheres, que os transformarão em verdadeiros donos de sua pátria.

Os três anos de luta heroica travada pela população da parte sul após a libertação, em prol da reunificação, da plena soberania e da independência da pátria, assim como seus feitos heroicos, viverão para sempre; o povo coreano jamais esquecerá sua luta heroica e incansável.

Hoje, a população do Sul da República tem diante de si a tarefa de ampliar ainda mais a luta de salvação nacional pela integridade territorial, pela soberania e pela independência do país, unindo-se monoliticamente sob a bandeira da República Popular Democrática da Coreia.

Nossos compatriotas do Sul da República intensificarão ainda mais a luta para obrigar as tropas ianques a se retirarem do território de nossa pátria; desmascararão a verdadeira natureza da "Comissão da ONU para a Coreia", instrumento dos imperialistas ianques para sua política de escravização colonial; denunciarão publicamente como traição todos os acordos assinados pelo governo títere sul-coreano; rejeitarão e farão fracassar todas as suas leis e diretrizes políticas antipatrióticas. Somando-se às ações patrióticas que ocorrem no seio do chamado exército de defesa nacional, deverão intensificar a luta de salvação nacional para derrubar o governo fantoche dos traidores, salvar a integridade territorial e conquistar a plena soberania e independência do país.

Queridos compatriotas e irmãos:

Os elementos pró-japoneses e os traidores da nação na Coreia do Sul estão revelando cada vez mais sua verdadeira natureza de traidores. Aqueles que ontem oprimiam e exploravam o povo coreano como fiéis lacaios do imperialismo japonês continuam hoje, sob a proteção do imperialismo estadunidense, praticando na parte sul de nossa pátria os mesmos atos criminosos de outrora, servindo aos estadunidenses como lacaios. Entre eles há traidores da pátria que clamam por uma guerra fratricida e por uma expedição ao Norte, como um cachorrinho que não teme o tigre.

Embora esses traidores da pátria, isolados do povo, estejam empenhados em desencadear uma guerra fratricida, não tardarão a ser julgados e punidos por todo o povo coreano, unido sob a bandeira da República, que os varrerá para sempre da terra pátria, território de uma nação homogênea com uma história milenar.

Por mais que hoje se empenhem desesperadamente as forças reacionárias internacionais e os traidores da nação, a história continuará avançando pelo caminho da vitória do povo, em prol da verdade e da democracia.

A nação coreana é uma só; o povo coreano também é um só. Sendo assim, nossa nação e nosso povo jamais serão divididos, por mais que alguém tente e se esforce para mutilá-los. O Governo central da República está convencido de que a grandiosa luta de salvação nacional travada em todo o país pelo povo coreano, pela reunificação da pátria, por sua liberdade e independência, levará ao fracasso a política dos imperialistas ianques destinada a colonizar nossa pátria, derrubará o governo fantoche e traidor da pátria da Coreia do Sul, refúgio dos elementos pró-japoneses e dos traidores que vendem a pátria e a nação, e tornará realidade, num futuro não muito distante, a integridade territorial e a plena soberania e independência do país.

Levantemo-nos, todo o povo da Coreia, na luta nacional pela integridade territorial e pela construção de um Estado plenamente soberano e independente, erguendo bem alto a bandeira da República e unindo-nos ainda mais firmemente em torno de seu Governo central.

Viva o povo coreano reunificado!

Viva a República Popular Democrática da Coreia!

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