quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Tentativa de estabelecer um império judeu chega a um estágio imprudente

Há pouco tempo, o ministro da Segurança Nacional e o ministro da Defesa de Israel proferiram declarações ultrajantes sobre a expulsão forçada dos palestinos da Faixa de Gaza. O ministro da Segurança Nacional é um extremista de direita que, em agosto do ano passado, também apareceu na mesquita de Al-Aqsa e provocou a ira do mundo árabe ao declarar: "É daqui mesmo que devemos promover a migração dos palestinos". Outros funcionários, incluindo o ministro das Finanças, não são diferentes.

Há muito tempo, entre os funcionários israelenses, surgem reivindicações de que os palestinos da Faixa de Gaza devem ser deslocados à força para outros países ou regiões.

O que não pode ser ignorado é que isso não se limita aos desejos ou às palavras e ações subjetivas de funcionários israelenses individuais. A gravidade do problema reside no fato de que a expulsão forçada dos palestinos da Faixa de Gaza está sendo promovida como política oficial do Estado de Israel.

Em março do ano passado, o Parlamento israelense discutiu a questão da criação, subordinada ao Ministério da Defesa, de uma agência de migração encarregada especificamente de reassentar os palestinos da Faixa de Gaza em terceiros países. O gabinete israelense tomou imediatamente uma decisão relacionada a isso.

Anteriormente, o ministro da Defesa de Israel havia ordenado a elaboração de um plano que permitisse aos palestinos da Faixa de Gaza "migrar voluntariamente" para países dispostos a recebê-los. Segundo informações divulgadas, para implementar esse plano, funcionários israelenses estão negociando com vários países. Especialistas consideram que um dos importantes objetivos da iniciativa de Israel de reconhecer a região da Somalilândia, parte da Somália, como um "Estado soberano" também está relacionado à tentativa de deslocamento forçado dos palestinos da Faixa de Gaza.

Na Faixa de Gaza vivem mais de 2 milhões de palestinos. Considerando a população total da Palestina, não é um número pequeno. Embora a Faixa de Gaza tenha menos de um quinze avos da área da Cisjordânia, expulsar todos os palestinos dessa faixa para outros países e fazer com que judeus passem a residir nela significaria uma grande mudança na composição populacional de todo o território palestino. Não há dúvida de que isso se tornaria uma base decisivamente favorável à expansão do território do Estado judeu.

Atualmente, o exército israelense, ignorando o acordo de cessar-fogo alcançado com o Hamas, está se entregando ainda mais ferozmente aoa massacres indiscriminados contra os palestinos na Faixa de Gaza. Também continua aumentando o grau do bloqueio imposto à Faixa de Gaza sob o pretexto de "impedir o apoio ao Hamas". O fato de o ministro das Finanças de Israel ter declarado abertamente que deseja enterrar completamente a ideia da criação de um Estado palestino e ter se comprometido com o "estrangulamento econômico" mostra claramente que o verdadeiro objetivo do bloqueio à Faixa de Gaza não é de modo algum "impedir o apoio ao Hamas".

Inúmeros palestinos, fugindo da morte que os assalta a qualquer momento, abandonam suas localidades queridas e partem para um caminho de peregrinação sem destino. Aos palestinos que permanecem nessa faixa é persistentemente imposta a migração para países vizinhos e outros terceiros países.

Por outro lado, Israel está revelando abertamente sua tentativa de ocupar permanentemente a Faixa de Gaza e procura exercer nela o controle e o domínio efetivos.

A expulsão forçada dos palestinos da Faixa de Gaza, realizada paralelamente às manobras de expansão dos assentamentos na Cisjordânia, demonstra que as ações de Israel para estabelecer um grande império judeu nas terras dos palestinos chegaram a um estágio extremamente imprudente.

As ações ilegais de expansão territorial de Israel estão provocando forte indignação e oposição da comunidade internacional.

No último dia 6, os ministros das Relações Exteriores de oito países, incluindo Egito, Catar, Turquia, Indonésia e Paquistão, condenaram as ações de Israel destinadas a expulsar à força os palestinos da Faixa de Gaza. Eles declararam rejeitar qualquer tentativa ou plano de deslocar palestinos do território palestino e exigiram que não se proclamasse o deslocamento forçado como política oficial nem se adotassem tais medidas. A Liga dos Estados Árabes classificou as ações de Israel destinadas a expulsar à força os palestinos como limpeza étnica.

A voz unânime da comunidade internacional é que, para alcançar uma paz duradoura na região, é necessário implementar a solução de dois Estados.

Un Jong Chol

Rodong Sinmun 

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