domingo, 28 de junho de 2026

Preocupações com a onda de calor extremo

A onda de calor que chegou mais cedo do que o habitual está provocando transtornos em muitos países. Atualmente, as temperaturas estão atingindo níveis recordes. Também crescem as preocupações de que um novo recorde histórico de temperatura possa ser estabelecido.

Os países europeus, em especial, estão sofrendo com o calor extremo.

O dia 23 foi registrado como o mais quente da história da França desde o início das observações meteorológicas, em 1947. O serviço meteorológico nacional informou que a temperatura média em todo o país atingiu 29,8°C naquele dia. Esse valor superou os 29,4°C registrados em 25 de julho de 2019 e em 5 de agosto de 2003. Em muitas regiões da França, as temperaturas chegaram a 40°C, enquanto em algumas áreas atingiram 43°C.

Em algumas regiões, as altas temperaturas provocaram cortes no fornecimento de energia elétrica.

A Torre Eiffel e o Museu do Louvre, em Paris, destinos muito procurados por turistas, foram obrigados a reduzir seu horário de funcionamento devido ao calor extremo. Em todo o país, mais de 1.800 escolas fecharam as portas e mais de 8.000 reduziram o horário das aulas. Também ocorreram tragédias em que 40 pessoas morreram afogadas após entrarem na água para tentar escapar do calor.

O governo francês emitiu o alerta vermelho, o nível mais alto entre os quatro níveis de risco para ondas de calor, em 54 departamentos do país. Especialistas em meteorologia advertiram que a tragédia de 2003, quando cerca de 15 mil pessoas morreram em todo o território francês, poderá se repetir.

O Reino Unido também emitiu alerta vermelho para Londres e outras regiões do centro e do sul da Inglaterra. Esta é apenas a segunda vez que esse alerta é emitido. A primeira ocorreu em meados de julho de 2022. Em consequência do novo alerta, centenas de escolas reduziram o horário das aulas ou suspenderam as atividades. O tráfego ferroviário foi cancelado em diversas linhas. As autoridades recomendaram que a população viaje apenas em casos realmente necessários.

A situação é semelhante em outros países europeus.

Recentemente, o Ministério da Saúde da Itália emitiu alerta vermelho para várias cidades, incluindo Roma e Milão. Espanha, Polônia, Croácia e Hungria também enfrentam calor intenso.

Espera-se que o calor extremo provoque grandes prejuízos à agricultura. Na França, a produção de milho e trigo poderá diminuir significativamente. Em algumas regiões, galinhas estão morrendo e a produção de leite está caindo.

O setor turístico também está sofrendo grandes prejuízos. Em Roma, na Itália, afirma-se que fazer turismo durante a onda de calor tornou-se um verdadeiro teste de resistência. Os visitantes são obrigados a enfrentar longas filas sob o sol escaldante diante do Coliseu.

Recentemente, o Escritório Regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde publicou uma versão atualizada de suas diretrizes para planos de ação em saúde relacionados às ondas de calor.

Segundo essas diretrizes, o calor extremo é uma das causas do aumento anual das mortes prematuras em todo o mundo. Em especial, a influência das ondas de calor tem provocado o aumento da frequência e o agravamento das doenças cardiovasculares.

Na Europa, que está aquecendo mais rapidamente do que qualquer outro continente, mais de 200 mil pessoas morreram em consequência das ondas de calor nos últimos quatro anos.

Mortes continuam sendo registradas na Itália, Espanha, Alemanha e Grécia. Em particular, a Grécia apresenta o maior número de mortes por milhão de habitantes. No ano passado, cerca de 2.500 mortes relacionadas às ondas de calor foram registradas na Alemanha, sendo a maioria de idosos e pessoas com doenças preexistentes.

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa afirmou que, embora as ondas de calor sejam um "assassino silencioso", elas não são inevitáveis, acrescentando que as novas diretrizes oferecem às autoridades nacionais um roteiro claro para estabelecer sistemas de preparação capazes de salvar vidas durante esses eventos.

Especialistas alertam que as repetidas ondas de calor extremo constituem um sinal evidente das mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas e que, no futuro, poderão ocorrer com maior frequência, durar mais tempo e tornar-se ainda mais intensas.

Rodong Sinmun

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