segunda-feira, 29 de junho de 2026

Forte Taesongsan, relíquia histórica de Pyongyang

Construído entre os séculos III e V como uma fortaleza de montanha do Reino de Coguryo (277 a.C.-668 d.C.), o Forte Taesongsan demonstra claramente as características da arquitetura das fortalezas montanhosas de Coguryo.

Com um perímetro de 7.076 metros e muralhas que totalizavam 9.284 metros de extensão, incluindo muralhas duplas, o forte uma das muitas grandes fortalezas de montanha do reino.

Era uma fortaleza defensiva destinada à proteção do Palácio Anhak, palácio real de Coguryo.

Ligava seis picos, tendo ao centro um pico de 274 metros de altitude, e abrangia dois vales amplos e profundos, capazes de abrigar um grande número de pessoas e armazenar grandes quantidades de equipamentos de combate e suprimentos militares.

Foi construído aproveitando ao máximo as condições naturais e geográficas.

Ao norte da fortaleza estendem-se acidentadas cadeias montanhosas, enquanto os lados leste e oeste possuem encostas íngremes. Ao sul há um vale voltado para um rio, protegido por sólidas muralhas duplas.

Por isso, a fortaleza era extremamente difícil de ser atacada pelos inimigos, mas muito favorável para a defesa pelos habitantes de Coguryo.

As pedras utilizadas na construção eram blocos naturais encontrados na montanha e em seus arredores, talhados em dimensões determinadas no formato de pirâmide quadrangular. As muralhas foram erguidas de forma sólida e uniforme, encaixando-se as pedras em disposição cruzada, e possuíam baluartes em pontos estratégicos para atacar o inimigo pela frente e pelos flancos.

Um aspecto digno de nota na construção das muralhas são suas instalações básicas. Considerando a possibilidade de as fundações das muralhas cederem devido à frequente infiltração de água, pedras eram enterradas profundamente no solo em intervalos regulares, enquanto os espaços entre elas eram deixados vazios ou preenchidos com areia para facilitar a drenagem.

Na fortaleza foram descobertos vestígios de dezenas de portões de diferentes dimensões, sendo o maior e mais importante deles o Portão Sul.

A fortaleza era muito rica em fontes de água.

Segundo uma lenda, nove dragões viviam no lago da fortaleza e, quando este quase secava devido a uma severa estiagem, eles realizavam prodígios para impedir que suas águas se esgotassem.

Graças à política do Estado de proteção do patrimônio nacional, o forte e as relíquias em seus arredores foram amplamente investigados e escavados, e o Portão Sul do forte, um trecho da muralha na Colina Somun, os terraços do general e os principais lagos antigos foram restaurados ao seu estado original.

O forte constitui um valioso patrimônio cultural que testemunha a longa história e a cultura de Pyongyang.

Pyongyang Times

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