Em dezembro de 1952, quando a Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950-27 de julho de 1953) estava em seu auge, realizou-se em Pyongyang uma reunião de oficiais de altos escalões do Exército Popular da Coreia sob a direção do grande Líder camarada Kim Il Sung.
Certo dia, o camarada Kim Il Sung percebeu que o comandante do 3º Corpo do EPC, durante alguns dias, saía para algum lugar depois da reunião e retornava tarde da noite.
Antes de iniciar a reunião no dia seguinte, perguntou-lhe aonde estava indo nesses últimos dias.
O comandante explicou.
Um dia antes de chegar ao Comando Supremo para participar da reunião, ele havia inspecionado as unidades sob sua responsabilidade e soube que um soldado estava muito preocupado por não saber se seus familiares em Pyongyang estavam vivos ou mortos.
O comandante disse-lhe que escrevesse uma carta à sua família, prometendo visitá-la quando fosse a Pyongyang no dia seguinte.
Depois, veio a Pyongyang com a carta dele e, após a reunião, percorreu a cidade procurando sua família.
Ao ouvi-lo, o camarada Kim Il Sung mostrou-se profundamente consternado e repreendeu o comandante por não ter informado o fato a tempo.
Disse que aquele jovem soldado que lutava na frente de batalha sentiria tristeza quando seus companheiros se alegravam ao receber cartas de seus pais, esposas, filhos, parentes e amigos, acrescentando que também os pais do soldado sentiriam amargura ao ver outras pessoas felizes lendo as cartas enviadas por seus esposos e filhos que combatiam na frente.
E continuou:
"Especialmente quando lutamos, quando estamos em uma situação tensa e difícil, devemos cuidar da vida dos soldados e dos habitantes para que eles não tenham nenhuma preocupação. Além disso, os funcionários políticos e outros oficiais devem ser capazes de distinguir os pensamentos e as dificuldades dos soldados apenas ao observar suas expressões."
Perguntou ao comandante por que pretendia realizar sozinho uma ação tão boa e propôs que todos juntos se esforçassem para encontrar os pais do soldado, fazendo isso sem falta mediante a mobilização dos funcionários dos órgãos do Partido e do governo.
Assim, na reunião destinada a discutir uma importante operação, foram tomadas medidas para localizar os pais do soldado e entregar-lhes a carta.
Depois, a carta do soldado foi entregue aos seus pais, que escreveram a seguinte resposta:
“No mundo não há ninguém como o grande Líder, que cuida do povo com verdadeiro amor. Desejamos que lute arriscando a vida por ele, que concede felicidade e alegria ao povo. Nós, aqui na retaguarda, trabalharemos com afinco para retribuir sua grande benevolência.”
Sim Yon Ok

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