Choe Tok Sin (17 de setembro de 1914 – 16 de novembro de 1989) foi um militar, político, líder religioso e ativista da reunificação coreana. Filho do patriota Choe Tong O, diretor da Escola Hwasong Uisuk, onde o camarada Kim Il Sung estudou, cresceu em um ambiente marcado pelo movimento de independência coreano e acompanhou o pai para a China ainda na infância. Formou-se na Academia Militar de Huangpu e, após exercer funções militares e políticas na República da Coreia, chegou a ocupar os cargos de ministro das Relações Exteriores e líder do Chondoísmo.
Ao longo de grande parte de sua vida, Choe Tok Sin seguiu um caminho político diferente do de seu pai, que havia dedicado sua vida ao movimento de independência e à reunificação nacional. Enquanto Choe Tong O colaborava com Kim Il Sung e defendia a unidade da Coreia, Choe Tok Sin estava do lado do regime sul-coreano e sob influência anticomunista. Essa trajetória começou a mudar em 1981, quando visitou Pyongyang para prestar homenagem ao túmulo de seu pai e encontrou-se com Kim Il Sung. Na ocasião, reconheceu os erros de seu passado e decidiu dedicar seus esforços à causa da reunificação nacional.
Em 1986, Choe Tok Sin estabeleceu residência permanente na República Popular Democrática da Coreia ao lado de sua esposa, Ryu Mi Yong, que também se transferiu para o Norte. Como seguidores do Chondoísmo, ambos filiaram-se ao Partido Chondoísta Chongu. Choe Tok Sin exerceu os cargos de presidente do Comitê Central do Partido Chondoísta Chongu, presidente do Comitê para a Reunificação Pacífica da Pátria, presidente da Associação dos Religiosos da Coreia, deputado da Assembleia Popular Suprema e recebeu o Prêmio da Reunificação da Pátria. Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se à promoção da reunificação nacional e ao fortalecimento dos laços com os coreanos residentes no exterior.
Após sua morte, em 16 de novembro de 1989, Choe Tok Sin foi sepultado no Cemitério dos Mártires Patrióticos, em Pyongyang, sendo lembrado como um patriota que consagrou os últimos anos de sua vida à causa da reunificação da pátria. No centenário de seu nascimento, em 2014, autoridades e organizações da RPDC depositaram oferendas florais em seu túmulo, incluindo uma em nome do camarada Kim Jong Un. Na cerimônia, foi destacado que sua vida e sua atuação em favor da reunificação nacional permanecem preservadas na memória da pátria e da nação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário