As atuais forças no poder no Japão estão revelando de forma cada vez mais aberta sua ambição de possuir armas nucleares.
No dia 17, o ministro da Defesa do Japão, referindo-se ao anúncio da França de que aumentaria o número de ogivas nucleares e à aprovação, pelo Parlamento da Finlândia, de uma lei revisada que permite a introdução de armas nucleares em seu território em caso de emergência, afirmou: "Embora seja uma questão difícil de discutir no Japão, há um tema que não pode deixar de ser mencionado: as armas nucleares." Com isso, defendeu a necessidade de uma mudança na política nuclear.
O fato de o ministro da Defesa, responsável pela política de segurança do arquipélago, falar sem hesitação sobre a revisão da política nuclear não foi, de forma alguma, um deslize à imprensa nem uma bravata momentânea.
Há pouco tempo, a própria chefe do governo japonês também declarou na Câmara dos Conselheiros do Parlamento que, juntamente com a revisão dos três documentos relacionados à segurança, incluindo a "Estratégia de Segurança Nacional", a revisão dos "Três Princípios Não Nucleares" também deveria, naturalmente, tornar-se um "tema de discussão".
As declarações descaradas dos dirigentes japoneses revelam abertamente sua intenção de não apenas trazer a público a antiga ambição de dotar o país de armas nucleares, mas de transformá-la diretamente em uma importante decisão oficial de Estado.
A revisão da política nuclear do Japão significa, em outras palavras, a nuclearização de um país criminoso de guerra.
Como reconhece a comunidade internacional, a revisão dos "Três Princípios Não Nucleares" não pode, sob nenhum pretexto, tornar-se um "tema de discussão" no Japão.
Afinal, que tipo de país é o Japão?
Há um século, sob a ambição de escravizar toda a humanidade, lançou desenfreadamente navios de guerra, aviões, canhões e espadas, mergulhando a região da Ásia-Pacífico em um mar de sangue. É um país criminoso de guerra dos mais hediondos e, ao mesmo tempo, um Estado que, até hoje, nega os crimes do passado, distorce a história e insiste em fugir às responsabilidades jurídicas e morais que tem perante a comunidade internacional por seus crimes contra a humanidade.
Nos mais de 80 anos decorridos desde sua derrota, as Forças de Autodefesa do Japão transformaram-se de uma força voltada para a "defesa do território nacional" em uma força de "ataque externo", oficializando a posse de "capacidade de ataque a bases inimigas", destinada a realizar ataques preventivos contra outros países. Ao mesmo tempo, sob a enganosa fachada da "defesa exclusiva", os gastos militares vêm batendo sucessivos recordes, ultrapassando os limites do chamado "mínimo necessário" para um suposto "Estado pacifista".
Ao longo das décadas, os sucessivos governantes japoneses, paralelamente às persistentes tentativas de revisar a Constituição, foram estabelecendo gradualmente as bases institucionais e jurídicas para uma nova agressão militar por meio de leis como a "Lei de Envio de Tropas ao Exterior", a "Lei para Situações de Emergência nas Áreas Circunvizinhas", a "Lei de Medidas Especiais Antiterrorismo" e a "Lei Relativa à Segurança", entre outras.
Em especial, as ações neomilitaristas das atuais forças governantes, que desde o início de seu mandato levaram adiante a revisão dos "Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa", que restringiam a exportação de armamentos letais, bem como de suas diretrizes de aplicação, e agora procuram impor até mesmo a revisão dos "Três Princípios Não Nucleares", demonstram claramente que o Japão, país derrotado na guerra na Ásia, está aproveitando a atual situação internacional conturbada como uma oportunidade ideal para livrar-se de todas as restrições que limitam sua transformação em uma grande potência militar, acelerando descaradamente sua conversão em um Estado de guerra.
Já não é um segredo que o Japão possui tecnologia nuclear avançada, mantém estoques de plutônio e urânio enriquecido suficientes para fabricar numerosas bombas nucleares e é capaz de iniciar, a qualquer momento, a produção em massa de armas nucleares.
A história demonstra que as armas nucleares, devido ao seu imenso poder destrutivo, tornam-se instrumentos de tirania quando colocadas nas mãos da injustiça, mas, quando estão nas mãos da justiça, constituem o mais poderoso meio de dissuasão contra a injustiça.
É justamente por isso que cresce cada vez mais a voz da comunidade internacional defendendo que a ambição nuclear de um país criminoso de guerra, altamente propenso à reincidência, deve ser esmagada completamente ainda em seu estágio embrionário.
O fato de 82 assembleias locais em todo o arquipélago terem apresentado pareceres ao governo e ao Parlamento exigindo firmemente a manutenção dos "Três Princípios Não Nucleares", bem como a crescente indignação manifestada em diversas regiões sob o lema de que "não se pode permitir um retorno a uma política que engana o povo", constitui igualmente uma justa condenação, expressão de ira e resistência contra o comportamento extremamente perigoso das atuais forças governantes, que pretendem criar uma nova história de agressão por meio da concretização de suas ambições nucleares.
Enquanto, externamente, encena o papel de "único país do mundo vítima de bombardeios atômicos", o neomilitarismo alimenta, sob uma ambição revanchista, a perversa intenção de lançar uma catástrofe nuclear sobre a humanidade. O mundo inteiro deve emitir um julgamento severo contra essa intenção maligna.
Assim como quem esquece o passado está condenado a repeti-lo, a corrida do Japão rumo ao neomilitarismo inevitavelmente acabará levando-o apenas a cavar sua própria cova.

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