A indústria bélica, que constitui a base da concretização do rearmamento do Japão, está se expandindo rapidamente. A capacidade de produção de empresas como a Mitsubishi Heavy Industries e a Kawasaki Heavy Industries vem sendo ampliada, ao mesmo tempo em que elas avançam ativamente para o mercado mundial de armamentos.
Na Mitsubishi Heavy Industries, o volume anual de encomendas de produtos militares, que era da ordem de 500 bilhões de ienes, aumentou para mais de três vezes esse valor. O número de funcionários dos setores aeronáutico e aeroespacial, que era de cerca de 7.800 no fim de 2024, será elevado para aproximadamente 10 mil ainda este ano. A Kawasaki Heavy Industries também está ampliando seu quadro de pessoal e estabelecendo um sistema de produção mais moderno em razão do grande aumento dos gastos militares. Uma empresa fabricante de motores de mísseis está promovendo a construção de uma nova fábrica militar na cidade de Tomioka, prefeitura de Gunma, com conclusão prevista para 2028.
A Mitsubishi Heavy Industries e a Kawasaki Heavy Industries, sob a fachada do chamado "desenvolvimento e produção conjuntos", intensificam a produção e a exportação de diversos equipamentos militares, incluindo navios de guerra e mísseis. No ano passado, o Japão também assinou um contrato de exportação de navios para a Austrália, sendo que três dessas embarcações serão construídas e fornecidas pela Mitsubishi Heavy Industries.
As empresas criminosas de guerra Mitsubishi Heavy Industries e Kawasaki Heavy Industries, que durante a Guerra do Pacífico, no século passado, foram responsáveis pela produção de armamentos do imperialismo japonês, foram completamente revitalizadas.
Isso é resultado de o atual grupo dirigente do Japão ter derrubado as restrições que proibiam a exportação de armas por meio da revisão dos "Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa" e de suas diretrizes de aplicação.
Pela Constituição, o Japão não pode possuir direito de beligerância, direito de participação em guerras nem forças militares. Por esse motivo, não podia produzir abertamente armamentos ofensivos e, ao menos formalmente, adotava os chamados "Três Princípios sobre a Exportação de Armas", apresentando-se como um "Estado pacífico". Entretanto, nos bastidores, aumentava sistematicamente seus gastos militares e se entregava freneticamente ao desenvolvimento e à produção de armas letais.
Em 2014, considerando que até mesmo os esvaziados "Três Princípios sobre a Exportação de Armas" constituíam um obstáculo à concretização de sua ambição de se tornar uma potência militar, o Japão criou os "Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa", cujo conteúdo principal consistia em permitir a exportação de armas letais para países que realizassem desenvolvimento conjunto de equipamentos militares e autorizar a exportação para outros países de equipamentos destinados a objetivos supostamente não combatentes, como "socorro em desastres, transporte, vigilância, monitoramento e desminagem".
Neste ano, aboliu completamente até mesmo essas restrições, abrindo um caminho legal para vender equipamentos militares sem limitações a qualquer região do mundo. As empresas da indústria bélica japonesa voltaram a desfrutar de uma "época de prosperidade", como no passado.
Embora o grupo dirigente japonês tente justificar essa política alegando que ela visa aumentar a capacidade de dissuasão para a defesa diante do ambiente de segurança mais severo do pós-guerra ou proteger valores e interesses comuns juntamente com seus aliados, trata-se de engano e falsidade. Falar sobre "ameaças" externas para justificar a expansão militar sempre foi um expediente recorrente do Japão.
O fato de o governo japonês investir enormes recursos no desenvolvimento da indústria bélica e abrir amplamente mercados externos para antigas empresas criminosas de guerra visa concretizar suas antigas ambições de expansão ao exterior e de nova agressão.
Atualmente, a produção de equipamentos militares do Japão cresce rapidamente, enquanto sua política de segurança se transforma aceleradamente em uma política cada vez mais ofensiva.
O Partido Liberal Democrata, partido governista, propôs revisar ainda este ano os três documentos relacionados à segurança e reforçar a capacidade de ataque de longo alcance e de operações sustentadas das "Forças de Autodefesa". Em consequência, os gastos militares continuam sendo elevados a níveis recordes, enquanto se acelera a introdução de modernos equipamentos militares ofensivos, incluindo caças furtivos de última geração, bem como o estabelecimento de capacidades de operações militares nos domínios espacial, cibernético e eletromagnético.
Sob a bandeira do fortalecimento da chamada "capacidade de contra-ataque", o Japão vem ampliando continuamente sua capacidade de ataque de longo alcance. Em março, foram posicionados pela primeira vez em território japonês, nas prefeituras de Kumamoto e Shizuoka, a versão modernizada do míssil antinavio terrestre Tipo 12, de alcance significativamente ampliado, e o planador hipersônico Tipo 25, capaz de voar em grande altitude a velocidades supersônicas. Recentemente, também foi destacado para uma ilha japonesa no Oceano Pacífico um drone de reconhecimento destinado a determinar a localização dos lançadores e dos alvos do míssil antinavio terrestre Tipo 12.
As "Forças de Autodefesa" realizam grandes exercícios militares tanto no território nacional quanto no exterior para aperfeiçoar continuamente sua capacidade ofensiva. Sob o pretexto de fortalecer alianças, participam abertamente de exercícios militares multinacionais e chegam até mesmo a lançar mísseis em público.
O fato de o Japão, que ainda carrega o vergonhoso estigma de país criminoso de guerra, dedicar-se freneticamente à expansão de sua indústria bélica constitui uma ameaça aberta à paz e à estabilidade da região.
Há um ditado que diz: "Quem prepara armadilhas para os outros acaba caindo nelas." As forças dirigentes do Japão deveriam refletir seriamente. Se continuarem agindo de forma tão desenfreada, acabarão sendo enterradas no túmulo da história juntamente com suas excessivas ambições.
Ri Hak Nam

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