O imperialismo estadunidense, que se vangloriava de sua "invencibilidade", sofreu repetidas derrotas durante toda a guerra ao cair nas imprevisíveis táticas de combate do Exército Popular da Coreia. Entre militares e jornalistas ocidentais, multiplicaram-se os lamentos sobre o mito destruído.
"Nós fomos perseguidos e mortos diante do poderoso avanço do audacioso Exército Popular sem sequer conseguirmos disparar adequadamente um único tiro. A vitória era impossível desde o início. Na realidade, o Exército Popular era muito mais poderoso do que imaginávamos, enquanto nós, ao contrário, não éramos uma força tão poderosa quanto pretendíamos ser. Jamais esquecerei o mês de julho de 1950, que marcou uma derrota esmagadora não da Coreia, mas do Exército dos Estados Unidos. Não creio que seja apenas minha opinião dizer que, devido ao enorme choque provocado por essa derrota devastadora, não será fácil livrar-nos do sentimento de derrota por muito tempo." (Smith, comandante da força-tarefa Smith da 24ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos)
"Eles baseavam sua tática em atacar frontalmente as forças defensoras para imobilizá-las e obrigá-las a recuar, enquanto, por meio de manobras de flanqueamento ou infiltração, avançavam para a retaguarda das forças defensoras e cortavam suas rotas de retirada... Essa era uma tática que os comandantes militares estadunidenses, acostumados à experiência europeia de manter linhas de frente bem organizadas, só compreenderam quando já era tarde demais." (Oficial estadunidense Fehrenbach)
"Mesmo desconsiderando os combates que eles (o Exército Popular da Coreia) travaram contra as 'Forças da ONU', quanto das nossas forças foi consumido por suas estranhas atividades de guerrilha, difíceis até de definir. Não derrubavam aviões com armas antiaéreas modernas, mas com meios de ataque rudimentares? Não destruíam tanques e veículos blindados e incendiavam depósitos de combustível na retaguarda por meio de unidades de ataque infiltradas sob as mais diversas formas? Por causa disso, não havia um único caminho percorrido pelas 'Forças da ONU' que pudesse ser considerado seguro..." (Um comentarista militar ocidental)
"É difícil imaginar que fosse possível resistir, dia após dia, a várias — ou até dezenas de — ofensivas em ondas sucessivas das 'Forças da ONU', enquanto toda a altitude se transformava em um mar de fogo e bombas e projéteis caíam como granizo.
Costuma-se dizer que o ataque a Pearl Harbor abriu um capítulo extraordinário na história das guerras mundiais, mas, em termos de intensidade, a batalha da Altitude 1211, na Coreia, deve ser considerada ainda mais extraordinária. Essa é a minha avaliação da batalha da Altitude 1211." (Jornalista japonês Sumio)

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